Mostrar mensagens com a etiqueta Chafariz dos Canos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Chafariz dos Canos. Mostrar todas as mensagens

30 junho 2018

UM OLHAR SOBRE O VELHO CHAFARIZ

No Boletim de Freguesia de Santa Maria, S. Pedro e Matacães - Torres Vedras, Março 2014.
Textos de Joaquim Moedas Duarte, da Direcção da ADDPCTV.


(Clicar para aumentar)

10 janeiro 2011

O PATRIMÓNIO NÃO PODE SER SÓ O CHAFARIZ DOS CANOS

Com este título o Suplemento do BADALADAS "Vinho e Outras Coisas", de 7 de Janeiro,  chamou a atenção para outros aspectos da defesa do Património. Porque entendemos a intenção do autor, José  Carvalho - que é também o coordenador do referido Suplemento - e concordamos com o seu conteúdo, transcrevêmo-lo aqui na íntegra:


O PATRIMÓNIO NÃO PODE SER SÓ O CHAFARIZ DOS CANOS

«O título pode induzir em erro, mas não é nossa intenção emi­tir opinião contrária ao anúncio efectuado por Carlos Ber­nardes, vice-presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, formulado no encontro promovido pela Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras, nos primeiros dias do passado mês de Dezembro. No qual foi anunciado o lançamento do concurso por parte da Câmara Municipal, ainda naquele mês, para a recuperação não só do chafariz mas também de toda a zona do largo infante Dom Henrique, com um orçamento de 360 mil euros.
Com certeza que se concorda com a requalificação desse monumento, que juntamente com o aqueduto são ímpares na cidade de Torres Vedras e fazemos votos para que a obra cumpra os prazos previstos e que no futuro seja um local digno de encontro dos torrienses e dos que nos visitam. Mas também gostaríamos que os organismos públicos, apoiados por profes­sores, historiadores, intelectuais e a tão necessária opinião pú­blica dessem ênfase ao tão pouco lembrado património rural, onde aldeias, lugares, quintas e casais escondem e ao mesmo tempo marcam as nossas verdadeiras raízes.
Gostaríamos de uma maior visibilidade nos fontanários, minas de água e lavadouros, muitos deles tapados com caniços e silvas e em que muitos cruzeiros, coretos e pontes romanas precisam de arranjos urgentes, bem como igrejas, paços e anti­gos conventos, assim como casas senhoriais, palacetes e as ade­gas que ainda restam.
Terminamos não sem antes e se nos permitem ditar um sonho, que era juntar todo esse valioso património a uma activi­dade também ela nosso património, que é a cultura do vinho e da vinha, que se mantém em actividade embora em anos de transição (do granel sem qualidade para o engarrafado com qualidade e certificado), com parcerias e investimentos públicos e privados se conseguiria relançar o nosso interior rural.
Estamos certos que qualquer torriense, quer ele esteja junto ao mar, na cidade ou no interior, também o deseja mais mo­derno, visitado e vivido, com a sua actividade agrícola enalteci­da, à semelhança de outras regiões vitivinícolas europeias.»

                                                                                        *

O ponto de partida deste texto foi a reportagem do jornal BADALADAS de 24 de Dezembro de 2010 que reproduzimos em imagem scanizada:

(Clicar para aumentar)

O vasto e variado Património espalhado pelo nosso concelho é uma das nossas preocupações. Não o temos referido porque o grupo de trabalho é muito pequeno e não conseguimos chegar até onde gostaríamos. Há um vasto campo de acção, a começar por levantamentos fotográficos actualizados e de qualidade, inventariação e catalogação dos espécimes, passos iniciais necessários para a preservação. Já há coisas feitas nesse campo, mas falta uma coordenação geral e articulada com os poderes autárquicos.

03 dezembro 2010

CUIDEMOS DO QUE É NOSSO. ANTES QUE SEJA TARDE.







CHAFARIZ DOS CANOS – PRIORIDADE ABSOLUTA
SESSÃO PÚBLICA HOJE – 3 DE DEZEMBRO, 21 h –
NO AUDITÓRIO MUNICIPAL DA AV. 5 DE OUTUBRO.
A Associação do Património tem insistido vezes sem conta na necessidade de restaurar este Monumento Nacional e de requalificar o espaço envolvente. É intolerável o estado de abandono e desleixo em que se encontra e disso nos dão conta muitas pessoas que connosco se cruzam. É certo que existem projectos na Câmara mas não têm passado disso mesmo.

Repare-se: em Agosto de 2009 o grande destaque no BADALADAS era o anúncio do Presidente da Câmara de que as obras no Chafariz iriam ter início em Outubro desse ano e tal era apresentado como resposta aos alertas da Associação do Património. Não passou da intenção.

Em Abril de 2010, também com destaque de 1ª página neste jornal, o Presidente Carlos Miguel apresentava justificações para o atraso no arranque das obras e tranquilizava a repórter do jornal que se afoitou em assegurar: “o prazo de execução da obra será de três meses e deverá estar concluída até ao final do ano”.
O ano está a chegar ao fim e aquele nobre Monumento continua em apagada e vil tristeza. Até quando?

Não sabemos se a crise e as reduções de dotação financeira do Estado vão constituir desculpa para mais um atraso. O que não podemos é contemporizar com alterações de prioridades que venham a deitar para data incerta o início urgente das obras.

É oportuno recordar excertos do que propusemos no nosso Parecer sobre a Revisão do Plano do Centro Histórico, emitido em Outubro de 2006:

«Discordando do que é afirmado na página ---- onde se diz não possuir o centro histórico de Torres Vedras um monumento significativo - queremos lembrar que o Chafariz dos Canos é uma construção quase única no seu género, no país (pelo menos) e por isso merecedor de todos os cuidados e de toda a valorização que lhe possamos dedicar. Infelizmente a história recente do nosso desprezo por esta jóia patrimonial é sobejamente conhecida e não vamos aqui recordá-la. Impõe-se, no entanto, que não desperdicemos a oportunidade da revisão do plano para propor algumas medidas de salvaguarda e valorização que o monumento e o espaço que o envolve tanto reclamam. Assim, propomos um conjunto de acções de valorização.
·        Proceder a um estudo aprofundado do seu estado de conservação, tendo em conta, designadamente, a erosão de alguns trechos escultóricos (capitéis, arquivoltas, etc), a sua estrutura construtiva (exame de comportamento das juntas) da sua cobertura, etc.,
·        Proceder a diligências que permitam averiguar com a EDP da possibilidade de retirar o posto de transformação ainda instalado na parte traseira do edifício, designadamente para estudo arqueológico das suas fundações e canalização primitiva.
·        Averiguar das possibilidades de resolver - com uma solução digna – a questão do abastecimento de água corrente, sem o qual o monumento perde a sua função e o seu simbolismo. Proceder à instalação de uma adequada iluminação monumental que o possa valorizar de noit
·         Renovação do Largo Infante D. Henrique: a reposição do antigo tanque - bebedouro fronteiro ao Chafariz, retirado nos anos trinta, afigura-se hoje difícil, por falta de elementos iconográficos qualificados. Nos anos sessenta foi construído um espaço “ajardinado”, com canteiros que, em parte, impedem a visão integral do pavilhão gótico. Cremos ser a hora de libertar o pequeno espaço do largo de tal decoração, intervindo apenas a nível do pavimento. Para tal propomos que seja retirado os canteiros e se abra um pequeno espelho de água, com localização e planta semelhante ao tanque, de baixa profundidade, a fim de sublinhar o elemento água e de referenciar a peça que ali existiu. O efeito plástico desta instalação valorizaria em muito o monumento – sobretudo conjugado com a iluminação - sem contudo interferir com a sua imagem. Integrar neste arranjo as duas peças escultóricas decorativas (golfinhos) que pertenceram ao tanque se encontram actualmente no relvado fronteiro à capela de S. João.»
Por último recordamos as palavras que escrevemos num folheto de anúncio da Sessão de hoje – para a qual convidamos todos os que se preocupam com o nosso Património:
Chafariz dos Canos: memória de pedra. Está ali há mais de 600 anos. Vinte gerações de torrienses beberam dele. Peça arquitectónica única no país. Chegou até nós porque cuidaram dele. E a nossa geração? Diz-se que há projectos. Mas continuamos a vê-lo desfazer-se aos poucos. Cuidemos do que é nosso. Antes que seja tarde.


30 novembro 2010

SOBRE O CHAFARIZ DOS CANOS

O nosso associado Prof. Venerando de Matos colocou no seu blogue VEDROGRAFIAS um belo conjunto de postais antigos do Chafariz dos Canos, assim como um texto elucidativo sobre o mesmo tema.
A ver AQUI.

16 outubro 2010

PROJECTOS PARA O CHAFARIZ DOS CANOS

Tem havido algum dramatismo na forma de abordarmos a questão dos Chafariz dos Canos, não negamos. Mas isso deve-se à nossa impaciência perante o desleixo que tem rodeado o tratamento do mais importante Monumento Nacional do nosso concelho.
Alguém nos lembrou que há um projecto de requalificação do Largo Infante Dom Henrique e de restauro do monumento, projecto integrado num outro, mais amplo, o TORRES AO CENTRO. Não desconhecemos tal projecto, que foi apresentado no início de 2010 e teve divulgação mais ampla na Feira de S. Pedro com uma exposição e um livrinho de apresentação.

Dele retiramos o seguinte excerto:

0 Largo Infante Dom Henrique ocupa um lugar estratégico no contexto do Centro Histórico de Torres Vedras, localizando-se junto à antiga porta nascente da localidade medieval, e é dominado pela presença do Chafariz dos Canos, estrutura monumental de génese medieval, classificada como monumento Racional.
A reabilitação do conjunto desenvolve-se através de duas intervenções que se complementam: a intervenção sobre o monumento, cujo projecto de conservação e restauro se encontra concluído; e a intervenção sobre o espaço público do largo, que constitui o objecto do presente projecto. A intervenção procura valorizar as potencialidades internas do espaço do largo, tomando como referência estruturante o Chafariz, e as poten­cialidades externas, operando sobre a articulação com o tecido urbano envolvente. Tem ainda como propósito a introdução de uma componente lúdica que promova a revitalização do espaço, materializada na implantação de um espelho de água, elemento de elevada carga simbólica e indutor de múltiplas leituras. 0 projecto propõe ainda acções de repavimentação do espaço do largo e ruas adjacentes, a renovação da iluminação e mobiliário urbanos e a redução do impacto visual causado pelo tráfego automóvel na Rua Cândido do Reis.


Claro que nos congratulamos com o projecto mas ele não passa disso. Existe no papel, apenas. E enquanto não se concretiza, não podemos pactuar com o aspecto actual e a falta de limpeza de toda a envolvente do Monumento.

De qualquer modo, mal nos ficaria se não déssemos conta de uma iniciativa louvável da Câmara Municipal: o I ENCONTRO DE ARQUITECTURA E URBANISMO, este ano sob o tema "Pensar + Regenerar + Habitar". O objectivo principal é "a promoção do debate e da reflexão em torno da arquitectura e do urbanismo praticados no concelho" e consiste na realização de conferências semanais durante o mês de Outubro.
Participámos na que se realizou hoje, que teve como título REGENERAR OS CENTROS HISTÓRICOS: UMA PERSPECTIVA INTEGRADA.
O painel de interventores tinha qualidade e abordou a questão de forma variada e enriquecedora. Lá se falou do Torres ao Centro, bem como de acções de requalificação dos centros históricos de Leiria e Coimbra apresentada pelos seus responsáveis.
Mais pormenores sobre este Encontro podem ser vistos no site da Câmara Municipal de Torres Vedras, AQUI.

Voltamos ao princípio: enquanto não se passa à realização do projecto, o que pode demorar meses, (ou anos ?...) é urgente que se faça alguma coisa naquele largo e naquele monumento que nos faça não ter vergonha de levar lá os nossos visitantes.

NOTA: pela leitura atenta do projecto Torres ao Centro, verificamos que as intervenções previstas terão de estar concluídas em Maio de 2012. O financiamento está garantido em 4/5 pelos Fundos da União Europeia. Portanto...

14 outubro 2010

VERGONHA DE NÓS TODOS

Continua a ser uma vergonha para todos nós, o Chafariz dos Canos!
Passámos lá hoje. Tirámos fotografias. Tirem vocês as conclusões.








Lembramos: este monumento tem mais de 600 anos, é único em Portugal.
Mas não há dinheiro para tratar dele...

18 agosto 2010

A VERGONHA DE TODOS NÓS











Em 26 de Março de 2004 a nossa Associação publicou um artigo no jornal BADALADAS, de Torres Vedras, que alertava para a degradação do mais emblemático monumento deste concelho.
De então para cá pouco se fez. A Câmara encomendou um projecto de intervenção, que apresentou a público no início de 2008, e sobre o qual nos pronunciámos. Sobre ele falaremos aqui em breve. Diga-se, no entanto, que esse projecto contemplava apenas o espaço envolvente, já que a intervenção no próprio monumento terá de ser feita sob a égide do IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico).

Já lá vão dois anos. Continua a situação que denunciámos em 2004. Com uma alteração: os canteiros em frente do Chafariz foram rapados de vegetação e são agora vazadouro dos cãezinhos de estimação que os donos ali levam a aliviar-se.

Como infelizmente não perdeu actualidade, aqui fica de novo o tal artigo do jornal.


CHAFARIZ DOS CANOS: VERGONHA DE TODOS NÓS
O velho Chafariz dos Canos, Monumento Nacional, é hoje a vergonha de todos os torrienses. A indiferença, o hábito de ali o vermos sem já nos apercebermos do seu valor, fez dele uma relíquia desleixada, abandonada à sua sorte, suja, mal cheirosa, rodeada da mais indescritível fealdade. Todos temos culpa! Todos somos responsáveis!
Sim, Monumento Nacional. Jóia arquitectónica quase única no país - há apenas outra fonte gótica com alguma semelhança, em Santarém, a Fonte das Figueiras, situada num recanto da encosta que vai do Tejo à velha urbe, o que dificulta a sua visibilidade. Bem ao contrário do nosso chafariz, implantado em plena malha urbana, construção do século XIV, documentada na Torre do Tombo por dois pergaminhos pertencentes à igreja de S. Pedro (...), um de 1331 e outro de 1508. Gerações e gerações de torrienses ali buscaram água. Milhares de olhos viram, ao longo de mais de 600 anos, o que nós hoje vemos, nesta passagem efémera pela vida. E aquelas pedras, memória desta urbe antiquíssima, deveriam sobreviver-nos, como aos nossos antepassados. Mas... sobreviverão mesmo?

DEGRADAÇÃO
Uma breve passagem pelo seu passado mais recente é elucidativa da maneira como temos tratado este monumento. E não se diga que tem havido algum cuidado por parte da autarquia: o pouco que se fez é irrisório face aos atropelos monstruosos que foram permitidos.
Situemo-nos por volta de 1930. Diante do Chafariz havia um amplo tanque, bebedouro dos animais de tiro que por ali passavam. Um dos vereadores da Câmara era proprietário de uma empresa de transportes de passageiros, cuja sede se situava perto do Chafariz. Perante o problema de estacionamento das suas camionetas e com o pretexto de "limpar" a frente do monumento de um apêndice construído muito mais tarde - o tanque era do século XVIII – foi- lhe fácil induzir a sua destruição. E no pequeno largo passaram a estar não só as camionetas mas também carripanas de todo o género, motorizadas, automóveis em reparação de uma oficina vizinha…

Saltemos aos anos 60. Perante o espanto de alguns e a indiferença de muitos ergueu-se do lado norte o chamado "prédio do Reinaldo". Enorme e feiíssimo caixote, um atentado sem nome ao património colectivo. O Passo da Paixão, encostado à fachada desse prédio, se sobreviveu deve-o aos esforços desesperados do P. Joaquim Maria de Sousa, fundador do jornal BADALADAS. E diga-se de passagem que este jornal, por impulso do seu fundador e dos directores que lhe sucederam, tem pugnado sempre pela preservação do Património histórico e cultural torriense. No início dos anos 70 a Câmara de então mandou fazer os pequenos canteiros no logradouro fronteiro ao Chafariz. Intenção boa mas pouco apropriada. Continuou-se a estacionar e o restante espaço até ficou mais disponível para as mercadorias dos armazéns contíguos.
Nos finais dos anos 80, aquando da discussão do Plano de Salvaguarda do Centro Histórico, tivemos ocasião de chamar a atenção para a necessidade de precaver devidamente o envolvimento do Monumento. Nomeadamente que o espaço fronteiro do outro lado da rua, ocupado por edifícios em ruínas, ficasse desimpedido de construção, de modo a permitir uma perspectiva visual mais interessante e valorizadora.
Infelizmente esta sugestão caiu em saco roto. Perante os nossos olhos acaba de consumar-se o que será, por muitos anos, o emparedamento total do Chafariz. A cortina de pesadas construções ali erguidas fecha qualquer perspectiva alargada e repete o inqualificável atentado dos anos 60. Com a agravante de um dos prédios ficar encavalitado sobre o único troço descoberto da base da muralha medieval, numa solução altamente polémica que até parece desenhada por alguém que desconhece as preocupações pela preservação do património.
A completar o quadro observemos o que se passa no lado sul do espaço envolvente do Chafariz: ruínas, uma porta aberta para um pátio cheio de lixo, uma varanda degradada por cima. Outra porta, no edifício antigo, presa por cordéis e arames, janelas sem vidros e com plásticos. Paredes sem reboco, mais lixo. E só agora olhamos para o Chafariz propriamente dito, imagem da degradação: as velhas bicas foram substituídas por um cano com torneira, ali metido a martelo. Lixo, urina, sujidades suspeitas. Restos de comida para os gatos, charcos de água verde. E, mais preocupante porque exigindo intervenção qualificada e urgente: a pedra está a desfazer-se em muitos sítios. Há capitéis quase irreconhecíveis, porosidades a abrir, por onde se infiltram a água e a poluição atmosférica.
URGÊNCIA
Perante este panorama não podemos quedar-nos pela indignação. Ela poderá mobilizar-nos mas não basta. Há que agir. O Chafariz dos Canos precisa de uma intervenção urgente e rápida, com o apoio de todos nós, começando por esta Associação que não rejeita a partilha de responsabilidades na situação a que se chegou. Se essa intervenção é da competência do IGESPAR, a Câmara, esta Associação e os torrienses em geral não podem ficar indiferentes. Há que fazer dossiês, exposições, comunicados. Há que não parar enquanto o assunto não tiver solução. O Chafariz dos Canos tem de ser desassombrado: aqueles pobres canteiros, mais próprios de um quintalinho nas traseiras, deverão desaparecer e o pequeno largo terá de ser pavimentado e protegido condignamente pois ele é agora a única envolvente em que ainda é possível intervir no curto prazo. Os edifícios contíguos terão de ser limpos e recuperados. O monumento tem de ser recuperado.
Se é certo que devemos respeito aos antepassados, só o teremos dos vindouros se não quebrarmos o fio da preservação da nossa memória colectiva. O Chafariz dos Canos é a mais bela imagem que nos chegou do passado. Que contas daremos dela ao futuro?
A Direcção da ADDPCTV

29 maio 2010