Mostrar mensagens com a etiqueta Igreja de Santiago em Torres Vedras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Igreja de Santiago em Torres Vedras. Mostrar todas as mensagens

23 abril 2017

CONCERTO NA IGREJA DE SANTIAGO


Há quanto tempo não víamos entrar pessoas na Igreja de Santiago, pela porta principal?
Vimos hoje!
Iam assistir a um concerto:




Lá dentro já não havia lugares sentados. Fomos para o Coro alto e olhámos lá para baixo:



Passados poucos minutos entrou o Coro da Escola de Música Luís António Maldonado Rodrigues:



E logo a seguir a pequena Orquestra:



O programa:



Fizemos uma pequena gravação vídeo, UM EXCERTO DO kYRIE:

https://youtu.be/42Ktc5oVPhs

Repetimos o que já escrevemos noutro lugar:

Estão de parabéns a Paróquia de Torres Vedras, com seu pároco, Padre Daniel; a Câmara Municipal que colaborou e vai continuar a empenhar-se na recuperação da Igreja; os torrienses que podem contar a partir de agora com mais um espaço que tem condições acústicas excepcionais; e a Associação do Património de Torres Vedras que, ao longo de muitos anos, tem pugnado pela reabilitação daquele templo.


07 abril 2017

IGREJA DE SANTIAGO - Boas notícias


Visitámos hoje a Igreja de Santiago, na companhia do Pároco de Torres Vedras, P. Daniel Henriques.
Agradável surpresa. O templo foi liberto das divisórias e mobílias que lá estavam e que serviam para criar espaços de reuniões e catequese. Ultimamente até era depósito de víveres da Cruz Vermelha.
O Pároco entende - e muito bem - que o templo tem uma dignidade e uma História que não são compatíveis com os usos que lhe estavam a ser dados. Por isso, tem procurado que aquele espaço seja recuperado e devolvido a usos mais condignos. Embora não se preveja que volte a ser lugar de culto religioso - pese embora não ter sido nunca dessacralizado - considera desejável que recupere a expressividade patrimonial. Expurgado de elementos estranhos à sua essência,  aquele templo poderá constituir-se como uma nova referência no Centro Histórico, apta a acolher actividades culturais como palestras ou concertos musicais.
Há ali, ainda, muito trabalho a fazer: substituir o pavimento, arranjar as paredes, recuperar os altares, fazer regressar algumas peças escultóricas, restaurar os retábulos e o cadeiral do coro alto, datado de 1634. A seu tempo se conseguirá.
A Direcção da Associação do Património de Torres Vedras saúda vivamente estas boas notícias e está disponível para colaborar no que lhe for possível.


São visíveis as diferenças

O sóbrio e bonito cadeiral seiscentista necessita de restauro urgente:





Recorde-se que na capela - mor desta igreja há dois belíssimos painéis de azulejos do séc. XVIII, atribuídos ao Mestre PMP, nos quais são representados os dois símbolos dos peregrinos de Santiago de Compostela: a cruz de Santiago e o chapéu mais o bordão e a concha dos romeiros. Um e outro são enquadrados por um sumptuoso emolduramento decorativo e pontuados por pequenas referências à vida quotidiana.
Veja-se:












Recordamos as duas páginas LUGAR ONDE, no Badaladas, que abordaram a Igreja de Santiago:
(Clicar para aumentar)






18 março 2015

DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS - 18 ABRIL


A participação da Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras neste Dia Internacional consiste na organização de uma visita guiada à Igreja de Santiago, na zona histórica da cidade de Torres Vedras. Razões desta escolha:  

 - Esta Igreja foi recentemente classificada como Imóvel de Interesse Público;
- Os torrienses conhecem mal este espaço;
- O seu estado de conservação aconselha um melhor conhecimento da comunidade para 
   melhor o preservar;
- Uma das formas mais eficazes para a preservação dos monumentos é a sua reafectação a novos usos, pelo que se justifica um debate sobre este assunto.


Neste sentido convidamos a população torriense para o seguinte programa:

18 de ABRIL de 2015 (Sábado)

 14H45: concentração dos interessados junto à Igreja, na Praça Machado dos Santos

15H00 : Visita guiada à Igreja de Santiago, em Torres Vedras, seguida de

15H45: Palestra, na própria igreja, sobre o lugar em que ela se situa, a cargo da Drª Isabel Luna (autora de um circunstanciado relatório das escavações arqueológicas feitas no terreno contíguo ao Monumento), seguindo-se 

16H30: Debate sobre hipóteses de utilização futura deste espaço.


Conhecer melhor o nosso Património é a melhor forma de o preservar e defender. Participe com a sua presença. 
     

A DIRECÇÃO DA ASSOCIAÇÃO PARA A DEFESA E DIVULGAÇÃO
DO PATRIMÓNIO CULTURAL DE TORRES VEDRAS








21 junho 2013

MAIS QUATRO MONUMENTOS CLASSIFICADOS DO CONCELHO DE TORRES VEDRAS

Página do jornal BADALADAS, Torres Vedras
de 21 Junho 2013



RIQUEZA MONUMENTAL DE TORRES VEDRAS
MAIS QUATRO MONUMENTOS CLASSIFICADOS

Durante o primeiro semestre deste ano Torres Vedras viu mais quatro monumentos classificados como de “Interesse Público”: Igreja de Santiago, na cidade; Igreja de S. Lucas, na Freiria; Ermida do Senhor do Calvário, em Matacães; e Estância Termal de Vale dos Cucos. A importância deste reconhecimento é óbvia. O património edificado é, cada vez mais, um recurso inestimável para a valorização cultural e turística do território. Além disso, reforça o sentimento de pertença e de identidade da comunidade torriense, cada vez mais consciente da espessura histórica que a caracteriza. A relevância deste acto administrativo é sublinhada pela legislação que a suporta (Lei nº 107/2001, de 8 de Setembro) quando refere que o património cultural é «constituído por todos os bens – materiais e imateriais – que, sendo testemunhos com valor de civilização ou de cultura portadores de interesse cultural relevante, devem ser objecto de especial protecção e valorização.» E mais adiante: «O interesse cultural relevante (…) reflectirá valores de memória, antiguidade, originalidade, raridade, singularidade ou exemplaridade.»

*




ERMIDA E SÍTIO DO SENHOR JESUS DO CALVÁRIO

Lugar relevante na paisagem física e cultural do concelho de Torres Vedras. A capela foi reedificada em 1771 por intermédio de D. Francisco Mendo Trigoso, bispo de Viseu, que obteve do Papa Pio VI regalias de altar privilegiado, em 1779, conforme inscrição do lado direito da capela-mor. A primeira referência conhecida data de 1632, ano em que foi concedido ao templo licença para nele se celebrar missa. Integra alguns importantes elementos de património: mármores no altar-mor, pia baptismal e lavabo da sacristia; uma imagem tutelar de Cristo Crucificado, data de 1712; brasão de armas do bispo sobre o arco triunfal; azulejaria figurativa dedicada à Paixão de Cristo (na capela) e Santo António (na sacristia, constituindo este o anterior orago do templo) e diverso mobiliário litúrgico.



*



ESTÂNCIA TERMAL DE VALE DOS CUCOS

Foi inaugurada em 1893, no local onde há cerca de um século existam já algumas estruturas incipientes destinadas a banhos, aproveitando águas terapêuticas documentalmente
referenciadas desde meados do século XVIII e provavelmente canalizadas desde a época romana. O plano inicial, desenvolvido após a descoberta de uma nascente particularmente abundante, previa a construção de uma grandiosa vila termal. Apesar de ter sido apenas parcialmente implantado, trata -se do único exemplo a nível nacional onde é traçado
de raiz o conjunto de equipamentos essenciais ao funcionamento de um estabelecimento termal, detendo valor patrimonial ímpar. O conjunto termal é composto pelo edifício principal, centrado num largo de grandes dimensões, pela fonte termal ou buvette, por um hotel e casino, duas moradias, capela, oficinas de preparo de lamas e de águas e balneário, cuja fachada neo -clássica se levanta no extremo de extensa e imponente alameda arborizada. 



*


IGREJA DE S. LUCAS – FREIRIA

Foi fundada nos finais do século XV, inícios do século XVI, apresentando vestígios arquitectónicos da época manuelina. A estrutura foi reformada e ampliada no século XVII. 
Fachada de linhas maneiristas, de gosto chão, rematada por frontão. Ao centro, foi rasgado o portal principal de moldura rectangular com pilastras toscanas e frontão triangular, encimado por janela com o mesmo modelo. Do lado direito, ergue-se a torre sineira. 
Na fachada lateral direita encontra-se um portal manuelino, de arco polilobado. Interior de naves, de cinco tramos, em arco redondo. A capela baptismal, que alberga uma pia manuelina, é decorada com silhar de azulejos de tapete seiscentistas. 
O espaço é decorado por vários conjuntos de tábuas, datadas de diferentes épocas. Retábulo de talha dourada, na capela-mor, de manufactura seiscentista, e nas paredes estão dispostas quatro tábuas, também datadas do século XVII. A sacristia possui um painel de azulejos polícromos, executado em 1656, com a seguinte inscrição: "QVINTELA FECIT". 





*


IGREJA DE SANTIAGO (cidade)

Reconstrução quinhentista de um edifício primitivo, tendo sofrido várias obras de remodelação, nomeadamente no século XVIII. Da primeira campanha de Quinhentos restam alguns janelões, contrafortes, e o portal principal, de arquivoltas redondas inteiramente cobertas por lavores manuelinos. A fachada é de remodelação mais tardia.
Abóbada de berço de caixotões na nave, única e muito larga, e abóbada de cruzaria simples na capela-mor, sendo esta revestida com grandes silhares de azulejos setecentistas. Pia baptismal, semelhante à da Igreja de Santa Maria do Castelo, e a escada de caracol do coro alto, em pedra, ambos do século XVI. O cadeiral do coro, muito danificado, é datado de 1634 e coevo do interessante púlpito de mármore que enriquece a nave. 



29 dezembro 2012

IGREJA DE SANTIAGO: boa notícia!




Ela veio ontem no Diário da República, 2ª série, nº 251 - 28 de dezembro de 2012, com a publicação do Anúncio nº13818/2012. Nele se dá conta de que a Direcção-Geral do Património Cultural propõe para a Igreja de Santiago a classificação de Monumento de Interesse Público com a respectiva Zona de Protecção. Legalmente há um prazo de 30 dias úteis para consulta pública do processo administrativo, após o qual, se não houver observações apresentadas, será publicada a classificação no Diário da República.

Texto do ANÚNCIO:

Anúncio n.° 13818/2012
Projeto de decisão relativo à classificação da Igreja de Santiago, na freguesia de São Pedro e Santiago, cidade e concelho de Torres Vedras, distrito de Lisboa, como monumento de interesse pú­blico (MIP).
1 — Nos termos dos artigos 23° e 44." e para os efeitos dos artigos 25.° e 45° do Decreto-Lei n ° 309/2009, de 23 de outubro, faço público que, com fundamento em parecer da Secção do Património Arquitetônico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura (SPAA — CNC), de 17/12/2012, é intenção da Direçâo-Geral do Património Cultural propor a S. Ex.* o Secretário de Estado da Cultura a classificação, como Mo­numento de Interesse Público (MIP) da Igreja de Santiago, na freguesia de S. Pedro e Santiago, concelho de Torres Vedras, distrito de Lisboa, conforme planta de delimitação anexa, a qual faz parte integrante do presente anúncio.
2 — Nos termos dos artigos 27 ° do Decreto-Lei n.° 309/2009, de 23 de outubro, os elementos relevantes do processo estão disponíveis nas páginas eletrônicas dos seguintes organismos:
a)      Direção-Geral do Património Cultural, www.rjatrimoniocultural.
gov.pt,
b)        Câmara Municipal de Torres Vedras, www.cm-tvedras.pt.
3 — O processo administrativo original está disponível para consulta (mediante marcação prévia) na Direção Geral do Património Cultural, no Palácio Nacional da Ajuda, Ala norte, 1349-021 Lisboa.
4 — Nos termos do artigo 26° do Decreto-Lei n.° 309/2009, de 23 de outubro, a consulta pública terá a duração de 30 dias úteis.
5 — Nos termos do artigo 28.° do mesmo decreto-lei, as observações dos interessados deverão ser apresentadas junto da Direção Geral do Património Cultural, que se pronunciará num prazo de 15 dias úteis.
6 — Caso não sejam apresentadas quaisquer observações, a classi­ficação e a ZP serão publicadas no Diário da República, nos termos do artigo 32° do diploma legal acima referido, data a partir da qual se tomarão efetivas.
7 — Aquando da publicação referida no número anterior, os imóveis incluídos na ZP ficarão abrangidos pelo disposto nos artigos 36°, 37.° da Lei n.° 107/2001, de 8 de setembro, e no artigo 37° do Decreto-Lei n.° 309/2009, de 23 de outubro.
17 de dezembro de 2012. — A Diretora-Geral do Património Cultural, Isabel Cordeiro.

* * *

Recordamos que a iniciativa da classificação da Igreja de Santiago partiu do Departamento de História da Escola Secundária de Henriques Nogueira de Torres Vedras com o apoio da Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras. Elaborado  o projecto nos termos da lei, foi apresentado às autoridades competentes, de que resultou um Despacho de abertura em 15/10/1997.

* * * 

Texto da "Nota artística" retirada do site do IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico):

«A freguesia de São Pedro e Santiago resulta de união de duas freguesias distintas, ambas de longínqua origem, e testemunhas da antiguidade da refundação cristã de Torres Vedras, no século XII. A cada orago respeita um templo, sendo que o de São Pedro constitui matriz da sede de concelho.

A actual igreja de Santiago resulta da reconstrução quinhentista de um edifício primitivo, tendo sofrido ainda várias obras de remodelação, nomeadamente no século XVIII, provavelmente exigidas pela acção danosa das cheias do rio Sizandro, que durante o Inverno inundavam a parte baixa da vila. Da primeira campanha de Quinhentos restam alguns janelões. contrafortes, e o portal principal, de arquivoltas redondas inteiramente cobertas por lavores manuelinos. Na fachada, datada da remodelação mais tardia, rasga-se ainda uma janela de verga recta encimada por óculo redondo, a eixo com o referido portal. Divide-se em três panos, sendo o central rematado por frontão circular com cornija contra-curvada, e o direito constituindo o corpo da sineira, vazada por frestas redondas.

O interior é coberto por abóbada de berço de caixotões na nave, única e muito larga, e abóbada de cruzaria simples na capela-mor, sendo esta revestida com grandes silhares de azulejos setecentistas. Aí se encontra um retábulo de talha, com colunas salomónicas. assente sobre friso de mármores embutidos. Do acervo da igreja, hoje bastante reduzido, destaca-se a pia baptismal, semelhante à da Igreja de Santa Maria do Castelo, e a escada de caracol do coro alto, em pedra, ambos do século XVI. O cadeiral do coro constitui um bom exemplar de talha maneirista, datado de 1634 e coevo do interessante púlpito de mármore que enriquece a nave. Refira-se por fim o conjunto de pinturas murais descobertas na década de oitenta do século XX, cobrindo o tecto da igreja, e até então tapadas por uma camada de estuque. | SML»

* * * 

Fotos do interior da Igreja, 
em Junho de 2012


Vista geral a partir do Coro alto.
A nave da Igreja está a ser utilizada como espaço de reuniões e catequese pela Paróquia.

Pormenor da Capela Mor


Outra visão geral. 

Ao contrário do que diz a "nota artística" acima transcrita, as pinturas descobertas nos anos 80 do séc. passado, que estavam escondidas sob uma capa de estuque, não estão no tecto mas sim na parede norte da nave, onde se inscreve o arco de entrada da Capela Mor




Púlpito de mármore



Coro alto




 Cadeiral em estado de degradação acentuada

Braço de suspensão de lanterna




Portal manuelino