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07 abril 2017

IGREJA DE SANTIAGO - Boas notícias


Visitámos hoje a Igreja de Santiago, na companhia do Pároco de Torres Vedras, P. Daniel Henriques.
Agradável surpresa. O templo foi liberto das divisórias e mobílias que lá estavam e que serviam para criar espaços de reuniões e catequese. Ultimamente até era depósito de víveres da Cruz Vermelha.
O Pároco entende - e muito bem - que o templo tem uma dignidade e uma História que não são compatíveis com os usos que lhe estavam a ser dados. Por isso, tem procurado que aquele espaço seja recuperado e devolvido a usos mais condignos. Embora não se preveja que volte a ser lugar de culto religioso - pese embora não ter sido nunca dessacralizado - considera desejável que recupere a expressividade patrimonial. Expurgado de elementos estranhos à sua essência,  aquele templo poderá constituir-se como uma nova referência no Centro Histórico, apta a acolher actividades culturais como palestras ou concertos musicais.
Há ali, ainda, muito trabalho a fazer: substituir o pavimento, arranjar as paredes, recuperar os altares, fazer regressar algumas peças escultóricas, restaurar os retábulos e o cadeiral do coro alto, datado de 1634. A seu tempo se conseguirá.
A Direcção da Associação do Património de Torres Vedras saúda vivamente estas boas notícias e está disponível para colaborar no que lhe for possível.


São visíveis as diferenças

O sóbrio e bonito cadeiral seiscentista necessita de restauro urgente:





Recorde-se que na capela - mor desta igreja há dois belíssimos painéis de azulejos do séc. XVIII, atribuídos ao Mestre PMP, nos quais são representados os dois símbolos dos peregrinos de Santiago de Compostela: a cruz de Santiago e o chapéu mais o bordão e a concha dos romeiros. Um e outro são enquadrados por um sumptuoso emolduramento decorativo e pontuados por pequenas referências à vida quotidiana.
Veja-se:












Recordamos as duas páginas LUGAR ONDE, no Badaladas, que abordaram a Igreja de Santiago:
(Clicar para aumentar)






26 outubro 2015

CONVENTO DA GRAÇA - RESTAURO DOS AZULEJOS DO CLAUSTRO


Prosseguem em bom ritmo os trabalhos de recuperação dos azulejos.
Estivemos há dias com uma das equipas que lá têm trabalhado: a Telma Gomes, a Lúcia Leitão e o Alexandre Sá Viana.
Gente nova num trabalho de rigor, minúcia e habilidade.






28 agosto 2011

ESTAMOS DE VOLTA

Convento do Varatojo - Torres Vedras


Depois de alguns dias de interrupção, regressamos ao convívio com os amigos do Património.
Vamos ser mais assíduos, numa linha de FORMAÇÃO / INFORMAÇÃO, que seja um apoio útil aos que querem saber mais e assim contribuir para a preservação e o conhecimento do nosso valiosíssimo Património Cultural e Natural.

                                                                               * * *

«A defesa e a conservação dos bens culturais, hoje reconhecidas como uma incumbência fundamental do Estado, apoiam-se na sua ampla conjuntura política, social, económica, cultural e ecológica, sobretudo des­de a campanha do Ano Europeu do Património Arquitectónico, em 1975, a que Portugal aderiu1. O conceito abrangente de salvaguarda do património cultural é considerado, cada vez mais, como um modo de defesa global do ambiente que não se preocupa só com a protecção do espaço vital natural mas também com a do espaço vital colectivo, desenhado pelo homem no decurso da sua existência. Não faltam, por isso, normas e directivas internacionais, referendadas por organismos vocacionados para a preservação da identidade histórico-cultural, sobretudo pela UNESCO, pelo Conselho da Europa e pelo ICOMOS, entre outros, apelando todas para a preservação da herança natural e cultural da comunidade humana.»

 (1)    Em 26 de Setembro de 1975, o Conselho da Europa adoptou a Carta Europeia do Património Arquitectónico, também conhecida por Carta de Amesterdão.

in: CULTURA E PATRIMÓNIO, Virgolino Ferreira Jorge, Ed. Colibri e Câmara M. de Portel, Lisboa, 2005.

29 junho 2011

OS MARAVILHOSOS AZULEJOS DO CLAUSTRO DO CONVENTO DA GRAÇA - TORRES VEDRAS

Os boieiros...



Os almocreves...
São pormenores do vasto painel sobre a vida de Frei Aleixo de Meneses.
O Museu Municipal de Torres Vedras organiza visitas guiadas para leitura integral deste belíssimo património azulejar. Ver AQUI.
A qualidade dos desenhos e os pormenores da vida quotidiana permitem-nos ter uma visão fiel da vida em Portugal no século XVIII.

Sobre o Convento da Graça existe um bom estudo:
O CONVENTO DA GRAÇA DE TORRES VEDRAS - A comunidade eremítica e o património, Paula Correia da Silva, LivrodoDia Editores e Câmara Municipal de Torres Vedras, Torres Vedras, 2007.