15 fevereiro 2019

PATRIMÓNIOS NO JORNAL "BADALADAS" - 1



Em 4 de Janeiro iniciámos nova série da rubrica PATRIMÓNIOS no semanário torriense BADALADAS.




CONTINUAR

Desde 2010, a Associação do Património de Torres Vedras mantém este espaço no
BADALADAS, com uma regularidade pendular – de três em três semanas.
Passou por várias fases, cada uma delas organizada em torno de um tema central. Abordaram-se questões relacionadas com o Centro Histórico torriense, uma preocupação constante da nossa parte: razões do seu progressivo despovoamento, descaracterização, atentados urbanísticos, crise do comércio tradicional, hipóteses de revitalização. Depois, deu-se lugar às memórias de quem viveu no Centro Histórico, testemunhos vividos e relatados pelos próprios, numa revisitação de lugares e pessoas. Por último, de Agosto de 2016 a Novembro de 2018, o tema foi “Torrienses
na Grande Guerra 1914 -1918” – um total de 40 crónicas, publicadas em livro na passada semana.
Novo ciclo se perfila. Era nossa intenção iniciar, desde já, a abordagem centrada no espaço concelhio exterior à cidade – as nossas vilas e aldeias. Contudo, razões de ordem prática aconselham a adiar o projecto por uns meses.
Mas o PATRIMÓNIOS, como presença nestas páginas, vai continuar. Há sempre temas a tratar, acontecimentos a sublinhar, sugestões a fazer, opiniões a divulgar.





VALORIZAÇÃO DO CASTRO DO ZAMBUJAL

O castro é uma das jóias da coroa do nosso Património edificado. Há muito que se exigia uma intervenção de fundo, que o protegesse e valorizasse.
A Associação do Património contribuiu com estudos, ideias e sugestões, por isso as obras que agora se concluíram eram aguardadas por nós com grande expectativa. No essencial, ela não foi defraudada e, com isso, muito nos congratulamos. Mas o trabalho não está concluído, evidentemente. Por ora, consideramos que é de relevar o trabalho feito: consolidação das estruturas pétreas, passadiços de madeira, painéis informativos, limpeza do casal saloio, arrumação das muitas pedras que por ali andavam espalhadas, construção de pequeno edifício com sanitários e primeira fase do alargamento e pavimentação do parque de estacionamento. Aguardamos, agora, a fase seguinte: criação de um Centro Interpretativo, construção de uma plataforma elevada, para observação – que possibilite visitas seguras e impeça a deambulação de visitantes sobre a parte mais significativa do monumento – e continuação das escavações. Como é próprio das estações arqueológicas, há ainda muito a procurar, investigar, estudar.

PUBLICAÇÕES

Esta Associação tem vindo a fazer um esforço considerável na edição de textos de divulgação
do nosso Património. Recordamos aos nossos leitores que há um ano foi publicado o livro sobre a Casa Hipólito e, na passada semana, o nº 1 dos CADERNOS DO PATRIMÓNIO.
Adquirir estes livros é uma forma de apoiar o trabalho da Associação e, ao mesmo tempo, de
divulgar o nosso Património Cultural.

(À venda na Papelaria União e na Gráfica Torreana)







15 dezembro 2018

CADERNOS DO PATRIMÓNIO






CADERNOS DO PATRIMÓNIO, UMA INICIATIVA EDITORIAL
  
«Cadernos do Património» é uma colecção agora lançada pela Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras com o objectivo de investigar e dar a conhecer aspectos da história local, de pugnar pelos valores próprios que modelam e caracterizam o património do concelho de Torres Vedras, isto é, dos seus vestígios materiais e imateriais.
Desde a fundação, em Março de 1979, a Associação do Património de Torres Vedras tem desenvolvido múltiplas acções, e em diferentes domínios, tendo sempre como escopo a defesa intransigente do território, no que respeita à preservação da sua história física e social. E essa história diz respeito ao património construído, mas também à salvaguarda da memória colectiva envolvendo um amplo diálogo com as diversas disciplinas, desde a arquitectura e o urbanismo, passando pela história da arte e pela sociologia, até à decisão política. Numa atenção vigilante a esse jogo de perspectivas.
Ora, a maior eficácia para a defesa de um património passa necessariamente por torná-lo público. Assim, a edição física, e actualmente a edição electrónica, aparecem como instrumentos indispensáveis a tal divulgação. É o que tem acontecido ao longo dos seus quarenta anos de existência e ultimamente com a presença permanente na Net através de vários Blogues.
«Cadernos do Património», enquanto iniciativa de natureza editorial, insere-se neste contexto, encontrando-se aberta à participação em geral. Irá abranger, por um lado, áreas como a biografia de personalidades reconhecidas, a história de empresas e de associações, ou ainda outros temas de âmbito local.  Por outro, trabalhos de autor, desde que se enquadrem na temática do património nas suas diversas expressões e linguagens.

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A sessão de lançamento foi largamente participada. O BADALADAS publicou reportagem:



 A obra agora publicada pode ser adquirida na Gráfica Torreana e na Papelaria UNIÃO, em Torres Vedras.





DE NOVO O CASTRO DO ZAMBUJAL

No BADALADAS de 14 de Dezembro, publicámos este apontamento:


   «VALORIZAÇÃO DO CASTRO DO ZAMBUJAL

 
 
O castro é uma das jóias da coroa do nosso Património edificado. Há muito que se exigia uma intervenção de fundo, que o protegesse e valorizasse.
A Associação do Património contribuiu com estudos, ideias e sugestões, por isso as obras que agora se concluíram eram aguardadas por nós com grande expectativa. No essencial, ela não foi defraudada e, com isso, muito nos congratulamos. Mas o trabalho não está concluído, evidentemente. Por ora, consideramos que é de relevar o trabalho feito: consolidação das estruturas pétreas, passadiços de madeira, painéis informativos, limpeza do casal saloio, arrumação das muitas pedras que por ali andavam espalhadas, construção de pequeno edifício com sanitários e primeira fase do alargamento e pavimentação do parque de estacionamento.
Aguardamos, agora, a fase seguinte: criação de um Centro Interpretativo, construção de uma plataforma elevada, para observação – que possibilite visitas seguras e impeça a deambulação de visitantes sobre a parte mais significativa do monumento – e continuação das escavações. Como é próprio das estações arqueológicas, há ainda muito a procurar, investigar, estudar.»

Dois dias depois, soubemos de uma visita de estudo, no âmbito da disciplina de FOTOGRAFIA, organizada pela Universidade da Terceira Idade de Torres Vedras. A iniciativa foi divulgada no facebook, de onde tirámos esta foto:




Esta imagem fotográfica mostra bem como a valorização do Castro não teve em conta a necessidade de o defender. As pessoas deambulam lá por cima, arriscando-se a cair e deteriorando as estruturas pétreas.
Há muito que defendemos uma plataforma elevada, em madeira, ou um passadiço - para observação da parte mais espectacular do castro, a barbacã.
Nos avisos do painel de entrada pede-se aos visitantes para não sairem dos passadiços de madeira mas depois não há forma de observar de perto se não saindo deles e andando por lá, à vontade.
Esta valorização foi, pois, na minha perspectiva - e também da Associação do Património - um trabalho incompleto e com incoerente informação aos visitantes.

Joaquim Moedas Duarte


21 novembro 2018

CASTRO DO ZAMBUJAL – AS OBRAS DE REQUALIFICAÇÃO



Andámos, há dias, pelo Castro do Zambujal, a observar como decorrem as obras de requalificação deste Monumento Nacional, um dos mais significativos do período pré-histórico, conhecido como Calcolítico da Estremadura.
Gostámos do que vimos. Os acessos foram redimensionados, construiu-se um pequeno edifício de apoio (sanitários), as estruturas pétreas estão a ser consolidadas, há passadiços de madeira para os visitantes poderem observar os espaços intervencionados pelos arqueólogos, o antigo casal rústico está mais limpo e apresentável.
No entanto, notámos uma falta que, a manter-se, muito desvalorizará o trabalho já feito: trata-se de uma plataforma para se poder observar o ponto que é, indiscutivelmente, o mais importante daquela construção milenar: a barbacã, com as seteiras:


Sabendo nós como é melindrosa qualquer intervenção num Monumento Nacional, não esperávamos nenhuma solução espectacular para o problema da visibilidade da barbacã. Aliás, consta que chegou a ser ponderada a possibilidade de se construir uma sofisticada torre de observação, projectada por um arquitecto de renome, de modo a atrair visitantes. A torre seria uma mais-valia pelo confronto da vetusta construção pré-histórica com essa arrojada “obra de arte” arquitectónica contemporânea. E há até quem diga que tal solução só não avançou já, por ser muito cara, mas quando houver disponibilidade financeira, irá para a frente.
Não acreditamos que mentes lúcidas se atrevam a tais soluções, desajustadas e gravemente desrespeitadores do nosso mais antigo e expressivo Monumento, pelo que tomamos como piada de mau gosto a ideia da tal “obra de arte”.
Contudo, o problema subsiste: como facultar aos visitantes a observação cómoda e, sobretudo, segura, da barbacã?
Em tempos já apresentámos nas páginas deste jornal uma sugestão que nos parece viável, barata e eficaz: montagem de uma estrutura de madeira (pinho tratado) – como plataforma de observação – que permita aos visitantes aperceberem-se da complexidade e características da fortificação. E acrescentávamos: «Tal estrutura é, só por si, uma defesa activa da integridade do monumento. Reconhecemos que a localização deste equipamento pode ser considerada intrusiva. Porém, ela é a única que permite a observação detalhada do pormenor mais significativo e emblemático do Zambujal – a barbacã com as seteiras. Acresce que, sendo de madeira, ela é facilmente alterável; e, por outro lado, ficará colocada numa zona que, já tendo sido escavada, foi de novo coberta de terra, uma forma usual de preservação de espaços como este».
Este tipo de estrutura – que pode ser visto, por exemplo, no acesso à Praia da Ribeira d’Ilhas, na Ericeira – é seguro e durável, e evita que os visitantes deambulem sobre as muralhas e as torres do Zambujal, com todos os perigos inerentes, para eles e para as construções que se vão degradando. E, sendo de madeira, integra-se naturalmente no ambiente circundante.
Será excessivamente intrusiva esta plataforma? Que dizer, então, do casal rústico mesmo ao lado do Monumento? Há coisa mais intrusiva do que aquele amontoado caótico de casebres em ruínas? E no entanto, existe há décadas, uma parte terá séculos de existência e já nos habituámos a ele. Faz parte da História daquele lugar.
O aspecto e localização da plataforma seriam estes:



     
A sugestão aqui fica, certos de que haverá tempo e vontade para a pôr em prática. O Monumento e os seus visitantes merecem.
Associação para a Defesa e Divulgação
do Património Cultural de Torres Vedras

 [Texto publicado no jornal BADALADAS, semanário de Torres Vedras de 16 de Novembro de 2018, p. 23]

18 outubro 2018

ADEUS, CARLOS CUNHA


(Fotos da AUTITV - http://actividadesenior.blogspot.com/2015/01/o-telegrafo-portugues-nas-linhas-de.html )



Partiu hoje, depois de luta desigual contra a doença.
Aqui o vemos, numa palestra para visitantes de uma Exposição sobre a Guerra Peninsular, em Janeiro de 2015, junto da réplica do telégrafo de sinais que era usado nos Fortes das Linhas de Torres Vedras e que ele ajudou a construir. O estudo deste equipamento foi um dos muitos em que se empenhou ao longo da vida, investigando incansavelmente o passado torriense. 


Recorde-se que Carlos Cunha foi um dos fundadores da Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras, em Março de 1979, fazendo parte, actualmente, da sua Direcção.
Que descanse em paz.






24 julho 2018

UM MARCO HISTÓRICO EM MATACÃES

O nosso associado José Luís Patrício gosta de calcorrear territórios menos conhecidos. Quando sabe de algo que não conhece, ou festa a que nunca assistiu, lá vai ele de máquina em punho, a registar tudo em pormenor.
O seu blogue - A TERRA E A GENTE - tem fartos testemunhos das suas andanças.

Há dias enviou-nos estas fotos. Mostram-nos um marco de delimitação de propriedade, com cerca de 600 anos. Assinalava um reguengo, propriedade régia, no termo de Torres Vedras.
Ao lado, um pequeno texto ajuda-nos a identificar o monumento, situado na povoação de Matacães, a cerca de 7 km da cidade de Torres Vedras.

Os nossos efusivos agradecimentos ao Zé Luís Patrício.






12 julho 2018

EM MEMÓRIA DE ÁLVARO CORREIA



Associado activo e interveniente da Associação do Património de Torres Vedras. Deixou-nos hoje, depois de alguns anos de luta contra a doença.
Dele fica a recordação de um homem bom, cidadão inconformado e atento à vida da pólis.

À família, a ADDPCTV endereça sentidas condolências




30 junho 2018

UM OLHAR SOBRE O VELHO CHAFARIZ

No Boletim de Freguesia de Santa Maria, S. Pedro e Matacães - Torres Vedras, Março 2014.
Textos de Joaquim Moedas Duarte, da Direcção da ADDPCTV.


(Clicar para aumentar)

28 junho 2018

LINHAS DE TORRES VEDRAS - Processo de classificação - consulta pública






Chamamos a atenção para o que foi publicado em Dº da República sobre este assunto. 


 Diário da República, 2.ª série — N.º 120 — 25 de junho de 2018


Anúncio n.º 102/2018 

 Projeto de Decisão relativo à classificação como conjunto de interesse nacional/monumento nacional (MN) da 1.ª e 2.ª Linhas de Defesa a Norte de Lisboa durante a Guerra Peninsular, também conhecidas como Linhas de Torres Vedras, nos concelhos de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa. 

1 — Nos termos do artigo 25.º do Decreto -Lei n.º 309/2009, de 23 de outubro, faço público que, com fundamento em parecer da Secção do Património Arquitetónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura de 21 de fevereiro de 2018, que mereceu a minha concordância, é intenção da Direção -Geral do Património Cultural propor a Sua Excelência o Ministro da Cultura a classificação como conjunto de interesse nacional/monumento nacional (MN) da 1.ª e 2.ª Linhas de Defesa a Norte de Lisboa durante a Guerra Peninsular, também conhecidas como Linhas de Torres Vedras, nos concelhos de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa. 

2 — Nos termos do artigo 27.º do referido decreto -lei, os elementos relevantes do processo (fundamentação, despacho, lista das obras militares a classificar (114), lista das obras retiradas do conjunto a classificar (15), restrições a fixar e plantas com a delimitação das obras integrantes do conjunto a classificar e da respetiva zona geral de proteção) estão disponíveis nas páginas eletrónicas dos seguintes organismos: 

a) Direção -Geral do Património Cultural, www.patrimoniocultural.pt (Património/Classificação de Bens Imóveis e Fixação de ZEP/Consultas Públicas/Ano em curso) 

b) Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos, www.cm -arruda.pt 

c) Câmara Municipal de Loures, www.cm -loures.pt 

d) Câmara Municipal de Mafra, www.cm -mafra.pt 

e) Câmara Municipal de Sobral de Monte Agraço, www.cm -sobral.pt 

f) Câmara Municipal de Torres Vedras, www.cm -tvedras.pt g) Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, www.cm -vfxira.pt 

3 — O processo administrativo original está disponível para consulta (mediante marcação prévia) na DGPC, Palácio Nacional da Ajuda, ala Norte, sala 5, 1349 -021 Lisboa. 

4 — Nos termos do artigo 26.º do referido decreto -lei, a consulta pública terá a duração de 30 dias úteis. 

5 — Nos termos do artigo 28.º do referido decreto -lei, as observações dos interessados deverão ser apresentadas junto da DGPC, que se pronunciará num prazo de 15 dias úteis. 

23 de maio de 2018. — A Diretora -Geral do Património Cultural, Paula Araújo da Silva.

(Apontamento a partir daqui: