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10 julho 2017

CAPELA DE SANTO AMARO - ORDASQUEIRA





Quem toma a  estrada que leva de Torres Vedras ao Sobral de Monte Agraço, andados cerca de três quilómetros, depois das Termas dos Cucos e tendo passado por baixo da autoestrada A8, encontra os velhos muros da Quinta da Macheia. Um pouco adiante, à direita, entronca o caminho que vai dar à quinta e nele, logo ao princípio, deparamos com a capela de Santo Amaro - que se vê da estrada principal.
A fachada tem o carácter e singeleza das capelinhas em espaços rurais. Pertencia à Quinta da Macheia - propriedade da família Vieira, dona das Termas dos Cucos - mas, no início do séc. XX passou para a paróquia de Matacães.
Quem nos deu estas informações foi o Padre José Manuel da Silva, que paroquiou Matacães. Foi no seu tempo que se fez a ampliação e restauro da capela que estava bastante arruinada - conforme se lê na pedra memorial colocada numa das paredes laterais do interior:




O retábulo setecentista do altar-mor tem a traça característica da época:




Os azulejos são contemporâneos da reconstrução de 1991.

No exterior, sobre o muro que delimita o pequeno adro, vemos esta cabeceira de sepultura, com um baixo relevo representando duas folhas de carvalho e uma bolota. Disse-nos o P. José Manuel que esta pedra veio do Cemitério de S. João, em Torres Vedras, onde ele a encontrou num monte de entulho, prestes a ser mandada para o lixo. Agora, à beira do adro de Santo Amaro, reencontrou a dignidade de outrora.


O arco enfeitado a folhas de murta é uma tradição que assinala a festa do padroeiro. Ela decorreu neste passado fim de semana (8 e 9 de Julho).
O nosso associado José Luís Patrício acompanhou a festa de há três anos e deixou no seu blogue uma reportagem com texto, imagens e vídeos. Pode ver-se aqui:

http://aterraeagente.blogspot.pt/2014/07/festejos-em-honra-de-santo-amaro-na.html

NOTA:

Há muito que desejávamos visitar esta capela. Hoje, por iniciativa da Paula Mendes e Varela Ferreira - dois atentos e assíduos observadores do nosso Património - lá fomos finalmente. Gratos a estes amigos.

15 outubro 2012

TERMAS DOS CUCOS - A nossa próxima VISITA GUIADA




No dia 20 de Outubro, pelas 14H30, iniciaremos uma visita guiada às Termas dos Cucos, em que seremos acompanhados por um dos seus proprietários, Paulo Neiva Vieira e por Ramiro Fernandes que lá trabalha há 61 anos.

As fotos do lugar e o artigo muito interessante  publicado há 20 anos pelo semanário torriense BADALADAS servem aqui de motivação para mais esta jornada de divulgação do nosso património








Fotos (C) J. Moedas Duarte - Nov 2011

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TERMAS DOS CUCOS – HOJE COMO DANTES
J. Paulino Pereira

BADALADAS ( Semanário de Torres Vedras), 
11 / Dezembro / 1991

Há mais de dois séculos que as águas mineromedicinais dos Cucos têm sido notícia e tema de conversa.
Já em 1646, o Dr. Moniz de Carvalho, médico do partido mu­nicipal de Torres Vedras, descobria o seu valor terapêutico, muito embora a população as usasse, empiri­camente, tempos antes para alívio dos diversos males.
Desde então multiplicaram-se os estudos e as publicações médi­cas, iniciadas em 1810 pelo Dr. Francisco Tavares, da Universidade de Coimbra, até ao consagrado hidrologista, Professor Armando Narciso, de Lisboa, que sublinhou no seu último trabalho sobre as termas dos. Cucos, a sua essencial vocação para reumáticos e gotosos.
Será, todavia, em 1815, a partir da arrematação em hasta pública da Quinta da Macheia e o Sítio dos Cucos, por João Goncalves Dias Neiva, que as Termas conhecem um período de grande desenvol­vimento. Através dos tempos, esta propriedade tem-se mantido una e indivisa, transmítindo-se como um vínculo, de tios a sobrinhos e de pais a filhos. Para sua valorização realizaram-se melhoramentos das instalações balneares, protegendo-as das arremetidas do Sizandro, então pujante e despoluído no seu curso.