12 agosto 2024

MARIA LUCÍLIA MIRANDA SANTOS - UMA JUSTA HOMENAGEM / Jornal BADALADAS, 31 MAIO 2024

 

Maria Lucília Miranda Santos

UMA JUSTA HOMENAGEM

José Eduardo Miranda Santos Sapateiro

 


Maria Lucília Miranda Santos, destemida opositora do regime salazarista, foi a advogada que mais presos políticos defendeu durante o Estado Novo, trabalho que fazia gratuitamente. Foi agora homenageada, a título póstumo, pela Ordem dos Advogados Portugueses. Recebeu a distinção seu filho, José Eduardo Sapateiro, juíz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça. A Associação do Património de Torres Vedras (ADDPCTV) associa-se a esta homenagem, recordando que a Drª Mª Lucília foi dedicada associada e seu filho, autor deste texto, faz parte dos actuais Corpos Sociais desta Associação. Mª Lucília, nascida em 1922, deixou-nos em 15 de Novembro de 2016.| JMD

 

«O Conselho Geral da Ordem dos Advogados Portugueses, deliberou em sessão de 2 de fevereiro de 2024, conceder, a título póstumo, a Medalha de Ouro da Ordem dos Advogados Portugueses à Dra. MARIA LUCÍLIA MIRANDA SANTOS pelo seu elevado mérito e relevante ação na defesa dos direitos, liberdades e garantias dos/as cidadãos/ãs, com plena identificação com os ideais de justiça, liberdade e defesa do Estado de Direito que norteiam a ação desta Ordem.

Por ocasião do 50.º aniversário do 25 de abril, a Ordem dos Advogados homenageia a Advogada e reconhece o seu exemplo no exercício de uma  Advocacia livre, independente e combativa pelos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e pela oposição ao regime fascista e defesa do Estado de Direito Democrático».

       

É esta Declaração, datada de 23 de abril de 2024 e assinada pela Bastonária da Ordem dos Advogados, Dra. Fernanda de Almeida Pinheiro, que se pode ler, por debaixo da Medalha de Ouro atribuída, por tal organismo representativo dos advogados, a minha mãe.     

Minha mãe, como nome profissional, usava apenas o de MARIA LUCÍLIA MIRANDA SANTOS.  Se bem que, de seu nome completo, se chamasse DA LIBERDADE. Por força da sua tia e madrinha AURORA DA LIBERDADE.  Fez, de muitas formas, jus a esse apelido privado e escondido.

Se ainda hoje fosse viva, teria 100 anos de idade. E certamente ficaria tão ou mais orgulhosa, honrada e emocionada quanto a sua família, com a justa homenagem que lhe foi feita, nesse dia 23 de abril de 2024, no Salão Nobre dessa Casa Ilustre dos Advogados.

Minha mãe era, antes de mais, de corpo e alma, UMA ADVOGADA. Adorava a sua profissão, principalmente quando esta a levava à barra dos tribunais por esse país fora. Com o seu sentido de humor muito próprio, dizia que era a defensora dos «frascos e dos comprimidos» (fracos e oprimidos), como foi o caso, já depois do 25 de abril, de muitos rendeiros rurais que patrocinou e que se juntavam, aos magotes, no seu escritório, em Torres Vedras, onde desenvolveu a sua atividade durante várias décadas. 

Para vencer no meio masculino dos advogados, viu-se compelida, no gabinete do juiz, onde todos se encontravam, a dar um par sonoro de bofetadas no rosto de um varão e barão da advocacia de uma comarca de província de então, quando este, arrogante e superior, a mandou cozer meias para casa em vez de estar no tribunal a exercer essa nobre e incontornável profissão. O som das mesmas fizeram eco imediato no meio social envolvente, que funcionando como uma enorme caixa de ressonância, foi transportando adiante a história daqueles sopapos, por muitos anos. Estando longe de ser um caso único, a resistência também se fazia por aí, nessa época.

Foi a partir de 1958, com as eleições para a Presidência da República, em que concorreu o General Humberto Delgado, que começou a ter intervenção política, enquanto cidadã e advogada, na sociedade portuguesa de então, participação essa que, de maneira mais ou menos ininterrupta, se prolongou até depois do 25 de abril de 1974, sendo de realçar os muitos julgamentos que efetuou, enquanto defensora de presos políticos e a sua pertença à COMISSÃO NACIONAL DE SOCORRO AOS PRESOS POLÍTICOS, tendo muitas das suas reuniões se realizado no seu escritório em Lisboa.

Apesar de essa sua atividade política de protesto e combate ao Estado Novo, nunca esteve presa,  nunca pertenceu a nenhum partido  [embora tivesse apoiado, pelo menos em 1969, a CDE (COMISSÃO DEMOCRÁTICA ELEITORAL)] nem nunca foi comunista. À imagem, aliás, de muitos outros opositores ao regime fascista, que também resistiram fora das fileiras ou da influência do Partido Comunista Português. Tal não significou qualquer animosidade contra o PCP, tendo ela perfeito conhecimento da importância e papel desse Partido na resistência ao fascismo, assim como dos muitos sacrifícios feitos pelos seus militantes nessa luta de décadas  contra o regime.  

 

CORAGEM

Era uma mulher corajosa, temerária, roçando, por vezes a imprudência.

Recordo um episódio que ela me contou e que terá decorrido no ano de 1958, quando, provindos da Ordem dos Advogados, a minha mãe e  o advogado e pintor Dr. ARLINDO VICENTE, membro do Partido Comunista Português e candidato à Presidência da República foram, de repente, abordados, na Praça dos Restauradores, por dois agentes da PIDE, que agarraram o referido causídico com o propósito de o arrastarem para dentro de um carro e desaparecerem, pela calada da noite. Como na canção de José Afonso: “era de noite e levaram”.

Tentaram-no mas não conseguiram, que a minha mãe agarrou-se, com unhas e dentes, ao colega e desatou a gritar por socorro, tendo atraído, nesse frenesim de gritos e bulha física, um polícia sinaleiro que ali estava de serviço e que, de imediato, ignorante de tudo, se aproximou em auxílio de ambos e acabou por levar toda a gente para a esquadra, forçando assim os raptores a refrearem o seus ímpetos e intenções, pois tinham de ser discretos e de não dar muito nas vistas. ARLINDO VICENTE viria a ser preso, mais tarde, no ano de 1961.

Recordo também um fim de tarde em que a minha mãe chegou, combalida, a casa, depois de ter estado em Aveiro, onde se havia realizado o III CONGRESSO DA OPOSIÇÃO DEMOCRÁTICA e onde a polícia de choque tinha investido contra os manifestantes pacíficos que circulavam nas ruas daquele cidade, vindo minha mãe a ser atingida com duas ou três bastonadas na cabeça por um dos agentes, quando, num impulso de revolta e raiva contra a violência que presenciava e que se traduzia na agressão indiscriminada e por vezes sangrenta das pessoas que a rodeavam, se voltou para os elementos da força policial que se aproximava e chamou-lhes, aos berros, “assassinos”, “assassinos”, “assassinos”.

Com as cacetadas que levou, minha mãe terá tombado ou, pelo menos, se ajoelhado no passeio,  mas, como me contava depois, não teria sido também atacada pelo pastor-alemão que era levado à arreata pelo seu agressor, dado o animal em questão ter sentido que ela gostava de animais…                        

O 25 de abril de 1974 foi, para a minha mãe – como, certamente, para muito de nós –, um dos grandes – senão mesmo o maior – acontecimento da sua vida.

Ora, nessa madrugada do dia da revolução dos cravos, após um telefonema de alerta para o que se estava a passar nas ruas e que levou a família a  refugiar-se toda, novos e velhos, na casa do irmão da minha mãe, esta, contra a opinião de todos, desarvorou para a Baixa, argumentando que tinha um julgamento marcado para as 10,00 horas da manhã – o que, efetivamente, correspondia à verdade, decorrendo o mesmo no tribunal plenário da Boa Hora e tendo, como réus, diversos elementos da ARA [AÇÃO REVOLUCIONÁRIA ARMADA], braço armado do Partido Comunista Português, na resistência ao fascismo -, audiência essa que contudo não se chegou a realizar, dado a DGS [DIREÇÃO GERAL DE SEGURANÇA, antiga PIDE] ter comunicado ao juiz do processo que não conseguia assegurar a comparência dos presos no tribunal.

O magistrado judicial que presidia aos trabalhos quis marcar uma nova data para a sua realização mas a minha mãe, segundo ela me contou, disse-lhe, empolgada, que era melhor adiá-lo «sine die», pois aquele julgamento nunca mais se faria.

Tinha ABSOLUTA razão. Não se fez nesse dia nem nos cinquenta anos de democracia que já levamos. Que venham então, não apenas mais cinco, mas mais cinquenta anos.

 

 



ASSOCIAÇÃO DO PATRIMÓNIO DE TORRES VEDRAS - 45 ANOS EM PROL DO NOSSO PATRIMÓNIO CULTURAL Jornal BADALADAS 26 ABRIL 2024

 

ASSOCIAÇÃO DO PATRIMÓNIO DE TORRES VEDRAS

45 ANOS EM PROL DO NOSSO PATRIMÓNIO CULTURAL

 

A Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras completa, em 2024, 45 anos de existência. A festa fez-se no Moinho do Paul, no passado dia 20 de Abril, com jantar de convívio – em que participou um número significativo de associados – seguido da Assembleia Geral com eleição de novos Corpos Sociais.

Os anos da pandemia e outras dificuldades de funcionamento não impediram a Associação de continuar o seu trabalho, como ficou expresso no relatório de actividades apresentado pela Direcção cessante, o qual se reporta aos anos de 2019 a 2023.

Não é possível enumerar aqui todas essas actividades – um total de 190 intervenções, bem explicitadas e datadas no Relatório. Algumas delas podem ser agrupadas: 14 visitas guiadas, com um total de cerca de 700 pessoas, a maioria de forasteiros interessados em conhecer o nosso Património; 4 acções de Formação no âmbito do projecto ISA PATRIMÓNIO, em parceria com o sector cultural da Câmara Municipal de Torres Vedras; 66 páginas PATRIMÓNIOS, publicadas mensalmente no jornal Badaladas, versando os mais diversos temas patrimoniais e da autoria de 17 colaboradores e/ou membros da Direcção; 9 palestras; 10 acções de Educação Patrimonial junto de diversas escolas; edição de 4 livros. Ao longo destes quatro anos, fizeram-se muitas reuniões com responsáveis autárquicos, para obter esclarecimentos, fazer propostas, apresentar protestos ou fazer elogios. Duas jovens investigadoras pediram a colaboração da Direcção para elaborarem trabalhos académicos. Uma delas, que entrou agora para a Direcção, fez a sua dissertação de Mestrado sobre “Educação e Património – O caso da Associação do Património de Torres Vedras”. Trabalho meritório que atesta os nossos muitos anos de trabalho e a sensibilização da juventude para as questões da salvaguarda do nosso Património.

Na leitura do relatório, ressalta a verificação de que houve intervenções da Associação em todos os meses daqueles quatro anos de actividades, o que atesta regularidade e presença constante na defesa e divulgação do nosso Património. Sublinha-se, também, que a Associação manteve actividade ininterrupta ao longo dos 45 anos da sua existência – o que não é comum na maioria das associações de património do nosso país.

Neste convívio celebratório, os presentes homenagearam os associados entretanto falecidos, alguns dos quais foram os fundadores no já longínquo ano de 1979. Uma referência especial ao P. José Manuel da Silva, sócio fundador nº 1, que nos deixou em Março passado.

Por último referiu-se que a Associação do Património faz parte do colectivo FORUM DAS ASSOCIAÇÕES, sediado na Calçada do Quebra-Costas, no qual estão representadas mais quatro associações torrienses.

 


 

                                                               O mais velho e a mais nova da Direcção

PROJECTOS PARA O FUTURO

O que foi realizado é o alicerce para o futuro que nos espera. Nessa perspectiva, a nova Direcção apresentou o seu Plano de Actividades para o próximo biénio:

·       Criação de uma newsletter mensal a enviar aos sócios

·       Continuar as atividades do Isa Património, em parceria com a Câmara Municipal

·       Manter a parceria com o Sector de Turismo da C. Municipal, realizando visitas do projecto Passos em Volta

·       Parcerias com as escolas, nomeadamente com o agrupamento de Escolas  Madeira Torres, e com outras que venham a surgir

·       Intervir, sempre que necessário ou oportuno, em reuniões com a vereação, em artigos na imprensa e nas redes sociais

·       Manter a disponibilidade para colaborar na concretização de um Centro de Interpretação da muralha de Torres Vedras

·       Organizar uma base de dados e disponibilizá-la online

·       Participar das atividades do Fórum das Associações, nomeadamente da sua direção, contribuindo para o seu funcionamento e reflexão sobre futuro associativo

·       Eleger a política museológica municipal como tema prioritário para orientar uma reflexão interna e como motivo propulsor de debate alargado à comunidade torriense

·        Acompanhar a questão da salvaguarda da Casa das Termas da Fonte Nova

·       Continuar a acompanhar o PUCTV (Plano de Urbanização da Cidade de Torres Vedras), nomeadamente nas propostas por nós apresentadas, através da apresentação fundamentada de um Plano de Salvaguarda de edificações consideradas importantes para a história da cidade, ou de espaços construídos, como o Bairro Novo

·       Seguir com interesse o desenvolvimento da Marca Torres Vedras

·       Seguir e colaborar quando solicitado com o Plano Municipal de Acção Climática

Cremos deste modo dar o nosso sincero contributo para esta causa que nos move, a preservação do Património, sem saudosismos passadistas, mas com noção da memória coletiva que é fundamental permanecer e transmitir a gerações futuras. A construção e consolidação dos valores da democracia afigura-se fundamental nos tempos atuais, pelo que também é imperativo deixarmos o nosso contributo.

O 45º aniversário que comemoramos acontece no mesmo ano em que festejamos os 50 anos do glorioso e libertador 25 de Abril. Nascemos da conquista da liberdade e esse é um futuro que queremos deixar como legado.


Nova Direcção (Falta o José Manuel Pinto Gouveia, que não poude estar presente neste dia):
Pedro Fiéis, Ana Rita Pereira, Joaquim Moedas Duarte e José Pedro Sobreiro



11 agosto 2024

VIR DOLORUM, UM QUADRO DE JOSEFA DE ÓBIDOS EXPOSTO NO MUSEU MUNICIPAL / Jornal BADALADAS - 29 MARÇO 2024

 

VIR DOLORUM

UM QUADRO DE JOSEFA DE ÓBIDOS

EXPOSTO NO MUSEU MUNICIPAL

José Pedro Sobreiro

 


Desde o dia 25 de janeiro e até 25 de junho está patente, numa sala do Museu Municipal Leonel Trindade, de Torres Vedras, uma pintura pertencente Convento do Varatojo, denominada Vir Dolorum, cuja autoria é atribuída à Oficina de Josefa de Óbidos. O interesse da apresentação desta obra reside, desde logo, na revelação desta surpreendente pintura daquela notável artista portuguesa do séc. XVII, mas também na abordagem do trabalho de restauro e no estudo interdisciplinar desenvolvido a partir do mesmo – de técnicas, materiais, contexto histórico-artístico e expositivo – com a inclusão, entre outros elementos, de um vídeo demonstrativo dos processos e das fases desse procedimento.

             

O EVENTO

A realização deste importante trabalho ficou a dever-se ao colectivo Associação TENTO, formado por Daniela Morgadinho e Milene Santos, ambas com Licenciatura e Mestrado em Conservação e Restauro, a operar no concelho de Torres Vedras e do qual já aqui se deu notícia (edição de 30 /abril /2021). Tal projecto teve o apoio da Câmara Municipal através do Regulamento Municipal de Atribuição de Apoios, o qual proporcionou a verba que permitiu a realização do trabalho de restauro da pintura e do respetivo estudo interdisciplinar.

Todo este trabalho contou com a supervisão da conservadora/restauradora Dra. Vanessa Antunes, do Prof. Vítor Serrão e do Prof. Fernando António Batista Pereira, individualidades de reconhecido prestígio nesta área da nossa história da arte, que também assinaram a curadoria da exposição, assim como dinamizaram o Congresso “Pelas Cores da Terra Mãos de Josefa | Novas Possibilidades”, anteriormente realizado, no dia 20 de janeiro, no auditório do Edifício dos Paços do Concelho. Neste congresso, organizado pela Associação TENTO, enunciaram-se novas possibilidades que a Oficina de Óbidos apresenta aos historiadores de arte e conservadores-restauradores contemporâneos, para além do enquadramento da obra de Josefa e de seu pai, Baltazar Gomes Figueira, no quadro do barroco português.

A OBRA

A denominação Vir Dolorum – literalmente, Homem das Dores – constitui um dos temas da  paixão de Cristo, representado em expressão sofrida com os atributos da flagelação – a coroa de espinhos, a corda ao pescoço e o manto vermelho – mas também da crucificação – a exibição das chagas nas mãos que se mostram de frente para o observador, destacando as feridas causadas pelos pregos na cruz. Trata-se, pois, de uma representação após a morte, ou, de um Cristo ressuscitado. Originária da arte bizantina, foi adoptada pela arte ocidental em finais da Idade Média, sendo muito divulgada em gravuras já no séc. XVI. E terá sido uma destas gravuras, originárias do centro da Europa, que terá servido de base à pintura em causa. Normalmente a figura de Jesus é apresentada inteira, mas a pintora de Óbidos optou aqui por meio corpo. O fundo negro reforça o dramatismo da figura, notável de expressão, algo estilizada de forma a acentuar a expressão de sofrimento.   Trata-se de uma obra singular e inigualável da única pintura conhecida da Oficina de Óbidos relativa à temática da emoção na dor.

A expressão em causa deriva da tradução latina da Bíblia (Vulgata) de um texto do profeta Isaías:

              «Era desprezado e rejeitado dos homens; um varão de dores, e que tinha experiência de enfermidades. Como um de quem os homens escondiam o rosto, era ele desprezado, e dele não fizemos caso. Verdadeiramente foi ele quem tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o reputávamos como aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos devia trazer a paz, caiu sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos nós sarados. Todos nós temos andado desgarrados como ovelhas; temo-nos desviado cada um para o seu caminho; e Jeová fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós.» (Isaías 53:3–6).  Entendida como tradução visual do dogma da Transubstanciação, segundo o qual o pão e o vinho se transformam no corpo e no sangue de Cristo, no momento da consagração, a imagem do Vir Dolorum torna-se, assim, um símbolo eucarístico.

Esta tipologia devocional da representação de Cristo em sofrimento confunde-se, de algum modo, com uma outra, porventura mais conhecida na iconografia cristã, designada por Ecce Homo (“Eis o Homem”) frase proferida por Pilatos, após ter mandado flagelar Jesus, na tentativa de acalmar os ânimos inflamados da multidão que exigia a sua morte. A diferença é que nos apresenta o Cristo ainda vivo, ao passo que o Vir Dolorum nos mostra o Senhor ressuscitado.

O LOCAL 

Esta pintura da igreja do convento do Varatojo, encontrava-se, já no nosso tempo, em lugar diferente daquele para o qual foi feita. O presente processo de investigação, liderado por Fernando António Batista Pereira, situou-a no altar da segunda capela lateral à direita, conhecido actualmente por altar de Nossa Senhora das Dores. A investigação apurada com base documental permitiu datar o primitivo altar de 1680, confiado à execução da oficina de Óbidos e que incluía a presente pintura, colocada por cima do sacrário no primitivo retábulo, por estar relacionada com a eucaristia.

Mais tarde, em 1740, a capela foi renovada com outro programa iconológico (o que hoje ali pode ser visto) por sinal da uma das preciosidades artísticas da igreja do Varatojo. Tal programa manteve a temática da dor, mas agora centrada na mãe de Cristo. É um espaço totalmente preenchido com obras de arte, como é apanágio do pleno barroco, com o retábulo em talha ocupando todo o fundo da capela e onde se destaca, entre várias, a imagem central de Nossa Senhora das Dores com as sete espadas cravadas no peito. Nas paredes laterais quatro painéis de azulejo representam alguns passos dolorosos da vida de Maria, e em cima duas pinturas a óleo com temas da paixão.                                                                                                                         O quadro agora restaurado foi a única peça que restou do primeiro retábulo, estando colocado noutro sítio da igreja, onde passava despercebido. As restantes peças foram dispersadas por várias igrejas e conventos da região. Uma dessas pinturas, denominada Menino Jesus Salvador do Mundo, essa, sim, imediatamente reconhecível pelo estilo inconfundível de Josefa, está atualmente no Museu Nacional de Arte Antiga.

Com estas linhas sobre tão interessante evento queremos felicitar, desde logo, as autoras do restauro, cujo empenhado e rigoroso labor se vai já traduzindo num apreciável currículo, e também sublinhar o carácter exemplar desta iniciativa que, envolvendo várias entidades num trabalho de colaboração – as personalidades referidas e a Câmara Municipal - se afirma como testemunho de uma prática desejável na preservação e divulgação do nosso património artístico.                                   E não deixamos de assinalar que a presente mostra pode também prenunciar uma nova valência da oferta do Museu Municipal – a realização de pequenas exposições temporárias – que possam complementar a desejável retoma da exibição pública do seu espólio permanente e, assim, ajudar a dinamizar o magnífico espaço do Convento da Graça.

Referência: folheto da exposição VIR DOLORUM elaborado pelo Museu Municipal Leonel Trindade

 



22 abril 2024

PÁGINA PATRIMÓNIOS - Notícias sobre a Assembleia Geral (a publicar no BADALADAS de 26 de Abril de 2024 )

 

ASSOCIAÇÃO DO PATRIMÓNIO DE TORRES VEDRAS

45 ANOS EM PROL DO NOSSO PATRIMÓNIO CULTURAL

 

A Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras completa, em 2024, 45 anos de existência. A festa fez-se no Moinho do Paul, no passado dia 20 de Abril, com jantar de convívio – em que participou um número significativo de associados – seguido da Assembleia Geral com eleição de novos Corpos Sociais.

Os anos da pandemia e outras dificuldades de funcionamento não impediram a Associação de continuar o seu trabalho, como ficou expresso no relatório de actividades apresentado pela Direcção cessante, o qual se reporta aos anos de 2019 a 2023.

Não é possível enumerar aqui todas essas actividades – um total de 190 intervenções, bem explicitadas e datadas no Relatório. Algumas delas podem ser agrupadas: 14 visitas guiadas, com um total de cerca de 700 pessoas, a maioria de forasteiros interessados em conhecer o nosso Património; 4 acções de Formação no âmbito do projecto ISA PATRIMÓNIO, em parceria com o sector cultural da Câmara Municipal de Torres Vedras; 66 páginas PATRIMÓNIOS, publicadas mensalmente no jornal Badaladas, versando os mais diversos temas patrimoniais e da autoria de 17 colaboradores e/ou membros da Direcção; 9 palestras; 10 acções de Educação Patrimonial junto de diversas escolas; edição de 4 livros. Ao longo destes quatro anos, fizeram-se muitas reuniões com responsáveis autárquicos, para obter esclarecimentos, fazer propostas, apresentar protestos ou fazer elogios. Duas jovens investigadoras pediram a colaboração da Direcção para elaborarem trabalhos académicos. Uma delas, que entrou agora para a Direcção, fez a sua dissertação de Mestrado sobre “Educação e Património – O caso da Associação do Património de Torres Vedras”. Trabalho meritório que atesta os nossos muitos anos de trabalho e a sensibilização da juventude para as questões da salvaguarda do nosso Património.

Na leitura do relatório, ressalta a verificação de que houve intervenções da Associação em todos os meses daqueles quatro anos de actividades, o que atesta regularidade e presença constante na defesa e divulgação do nosso Património. Sublinha-se, também, que a Associação manteve actividade ininterrupta ao longo dos 45 anos da sua existência – o que não é comum na maioria das associações de património do nosso país.

Neste convívio celebratório, os presentes homenagearam os associados entretanto falecidos, alguns dos quais foram os fundadores no já longínquo ano de 1979. Uma referência especial ao P. José Manuel da Silva, sócio fundador nº 1, que nos deixou em Março passado.

Por último referiu-se que a Associação do Património faz parte do colectivo FORUM DAS ASSOCIAÇÕES, sediado na Calçada do Quebra-Costas, no qual estão representadas mais quatro associações torrienses.

 

PROJECTOS PARA O FUTURO

O que foi realizado é o alicerce para o futuro que nos espera. Nessa perspectiva, a nova Direcção apresentou o seu Plano de Actividades para o próximo biénio:

·       Criação de uma newsletter mensal a enviar aos sócios

·       Continuar as atividades do Isa Património, em parceria com a Câmara Municipal

·       Manter a parceria com o Sector de Turismo da C. Municipal, realizando visitas do projecto Passos em Volta

·       Parcerias com as escolas, nomeadamente com o agrupamento de Escolas  Madeira Torres, e com outras que venham a surgir

·       Intervir, sempre que necessário ou oportuno, em reuniões com a vereação, em artigos na imprensa e nas redes sociais

·       Manter a disponibilidade para colaborar na concretização de um Centro de Interpretação da muralha de Torres Vedras

·       Organizar uma base de dados e disponibilizá-la online

·       Participar das atividades do Fórum das Associações, nomeadamente da sua direção, contribuindo para o seu funcionamento e reflexão sobre futuro associativo

·       Eleger a política museológica municipal como tema prioritário para orientar uma reflexão interna e como motivo propulsor de debate alargado à comunidade torriense

·        Acompanhar a questão da salvaguarda da Casa das Termas da Fonte Nova

·       Continuar a acompanhar o PUCTV (Plano de Urbanização da Cidade de Torres Vedras), nomeadamente nas propostas por nós apresentadas, através da apresentação fundamentada de um Plano de Salvaguarda de edificações consideradas importantes para a história da cidade, ou de espaços construídos, como o Bairro Novo

·       Seguir com interesse o desenvolvimento da Marca Torres Vedras

·       Seguir e colaborar quando solicitado com o Plano Municipal de Acção Climática

Cremos deste modo dar o nosso sincero contributo para esta causa que nos move, a preservação do Património, sem saudosismos passadistas, mas com noção da memória coletiva que é fundamental permanecer e transmitir a gerações futuras. A construção e consolidação dos valores da democracia afigura-se fundamental nos tempos atuais, pelo que também é imperativo deixarmos o nosso contributo.

O 45º aniversário que comemoramos acontece no mesmo ano em que festejamos os 50 anos do glorioso e libertador 25 de Abril. Nascemos da conquista da liberdade e esse é um futuro que queremos deixar como legado.




Direcção eleita: Pedro Fiéis (Presidente), Ana Rita Pereira, Joaquim Moedas Duarte

e José Pedro Sobreiro. Falta José Manuel Pinto Gouveia, que não pôde estar presente.

A nova geração garante a continuidade do trabalho iniciado há 45 anos pelos mais velhos.







O decano (J. Pedro Sobreiro) e a caloira (Ana Rita Pereira): duas gerações que se completam


Festejar...

ASSEMBLEIA GERAL DE 20 DE ABRIL DE 2024

 

RELATÓRIO DAS ACTIVIDADES REALIZADAS | 2019 – 2023

                                                                                                                        

Constitui um triste dever desta direção comunicar o falecimento do padre José Manuel da Silva, mas também expressar uma sentida homenagem ao homem por cuja vontade, combatividade e espírito associativo, estamos nesta assembleia a assinalar 45 anos de existência ininterrupta. Temos uma enorme dívida de gratidão por todos os que como o P. José Manuel da Silva, dedicaram parte do seu tempo à causa do Património.

A última Assembleia Geral da nossa Associação foi realizada em 23 de Março de 2019. Um ano depois, declarou-se a epidemia Covid 19, de que bem nos lembramos e que veio alterar as rotinas dos nossos quotidianos, com os confinamentos de 2020 e 2021. A ADDPCTV não parou as suas actividades – como podemos verificar na listagem que apresentamos – mas os constrangimentos da vida social obrigaram a procurar novas formas de contacto e impediram o funcionamento a que estávamos habituados.

A desadequação dos nossos velhos Estatutos, que já vêm da fundação em 1979, face ao actual quadro geral legislativo, tornou claro que era necessário meter ombros à tarefa de os alterar. Tal deveria ser feito antes de convocar nova Assembleia Geral. Porém, a concretização desse objectivo revelou-se mais demorada do que o previsto. Essa a razão por que só agora nos reunimos em Assembleia Geral.

O que se alterou nos Estatutos foi o que estava desactualizado, caso da morada, e da duração dos mandatos. Mantêm-se os objectivos traçados pelos fundadores e que têm norteado os Corpos Sociais desta associação ao longo dos seus 45 anos de existência.

Começamos por fazer a listagem, o mais completa possível, das actividades ao longo destes cinco anos – 2019 a 2023 – em forma de tabela ordenada cronologicamente, o que permite uma percepção visual imediata sobre o trabalho realizado. Desde logo, a verificação de que, ao longo destes quatro anos, houve intervenções nossas todos os meses, o que atesta regularidade e presença constante na defesa e divulgação do nosso Património.

 

ACTIVIDADES REALIZADAS

2019 a 2023

Ano

Data

Atividade

2019

4 janeiro

Página PATRIMÓNIOS no Badaladas: “Património Industrial, Memórias do trabalho produtivo”.

 

21 a 25

janeiro

Formação aos participantes do ISA – Património.

 

25 janeiro

Página PATRIMÓNIOS: “O que fazer com estas Memórias?”.

 

8 fevereiro

Palestra na Universidade da Terceira Idade de TV: “Os monumentos classificados do concelho de Torres Vedras”.

 

25 fevereiro

Página PATRIMÓNIOS:” Requalificação da Praça Machado

dos Santos: alguns parâmetros para uma intervenção”.

 

26 fevereiro

Reunião com Vereador Bruno Fernandes, sobre assuntos relevantes na área urbanística.

 

8 março

Página PATRIMÓNIOS: “Afinal temos uma Biblioteca”.

 

21 março

Participação na reunião do Conselho Consultivo da ESCO.

 

23 março

Assembleia Geral da ADDPCTV, seguida de convívio pelos 40 anos da Associação.

 

29 março

Página PATRIMÓNIOS: “Associação do Património de Torres Vedras 40 anos de vida I”.

 

19 abril

Página PATRIMÓNIOS: “Associação do Património de Torres Vedras 40 anos de vida II”.

 

22 abril

Reunião pública promovida pela Câmara Municipal para a requalificação da “Praça da Batata”.

 

3 maio

Lançamento do monografia sobre P. Francisco Soares, patrono da escola, elaborada por Joaquim Moedas Duarte.

 

9 maio

Palestra na Universidade da Terceira Idade de TV: “Os avieiros Memórias e Património das comunidades avieiras de pescadores”.

 

10 maio

Pág. PATRIMÓNIOS: “Associação do Património de Torres Vedras – 40 anos de vida III”.

 

11 maio

Visita guiada à rota das ermidas:  Sirol, Senhora dos Milagres e Serra do Socorro”.

 

21 maio

Lojas históricas – reunião de trabalho, na sequência de outras anteriores.

 

31 maio

Página PATRIMÓNIOS: “Lei das Lojas com História – Comércio Local no Centro Histórico”.

 

19 junho

Reunião da Direção com Vereadora Ana Umbelino.

 

21 junho

Página PATRIMÓNIOS: “Arte sacra no Turcifal”.

 

25 junho

Participação no colóquio de homenagem a Michael Kunst.

 

12 julho

Página PATRIMÓNIOS: “Sobre o Largo da Graça”.

 

22 julho

Ida ao Maxial, com André Baptista e Isabel Luna, para observação de uma capela antiga numa casa da família Jordão.

 

25 julho

Participação na Festa anual do CAS Runa.

 

31 julho

Reconhecimento do percurso para a caminhada de 28 setembro.

 

2 agosto

Página PATRIMÓNIOS: “O Monumento de Runa, património em crescente valorização”.

 

5 agosto

Visita da Direção ao Museu do CAS Runa.

 

18 agosto

Participação no torneio de Petanca, no Parque da Várzea, para recolha de fundos para o restauro da capela da Zibreira.

 

23 agosto

Página PATRIMÓNIOS: “Pequenas aldeias, gente grande”.

 

30 agosto

Inauguração da exposição sobre a Casa Hipólito, na Cooperativa Comunicação e Cultura de TV.

 

31 agosto

Périplo pelos lugares de memória da Casa Hipólito.

 

13 setembro

Página PATRIMÓNIOS: “28 de setembro: caminhada pelo Património”.

 

18 setembro

Gravações vídeo com Luís Matos, para documentário sobre ADDPCTV.

 

25 a 27

setembro

Ações de Formação para participantes do ISA Património.

 

28 setembro

Caminhada em Runa, Jornadas Europeias do Património, em parceria com ATV.

 

30 e 31

setembro

Final da Formação ISA Património.

 

1 outubro

Reunião com Fátima Fernandes, do CAS Runa, sobre Museu do CAS Runa.

 

4 outubro

Página PATRIMÓNIOS: “Santuário de Nossa Senhora dos Milagres, tão belo e tão pouco conhecido”.

 

12 outubro

Périplo pelos lugares de memória da Casa Hipólito.

 

22 outubro

Gravações vídeo com Luís Matos, para documentário sobre ADDPCTV.

 

25 outubro

Página PATRIMÓNIOS: “Preservar a memória da Indústria”.

 

31 outubro

Reunião com vereador Bruno Ferreira.

 

16 novembro

Participação na apresentação do “Programa Encosta”, sobre reabilitação da Encosta de S. Vicente e bairros adjacentes.

 

22 novembro

Página PATRIMÓNIOS: “«Sentir-te a voz», um vídeo-livro publicado pela Associação do Património”.

 

30 novembro

Lançamento do vídeo-livro “Sentir-te a voz”, de Luís Filipe Rodrigues.

 

13 dezembro

Envio de participação escrita no Boletim de Freguesia sobre Castro do Zambujal.

 

27 dezembro

Página PATRIMÓNIOS: “Presépios torrienses”.

Anual

 

Participação reuniões Conselho Geral Agrupamento de Escolas Madeira Torres.

2020

13 janeiro

Palestra na Universidade da Terceira Idade de TV: “Património e desenvolvimento social”.

 

16 janeiro

Aula no Externato de Penafirme para alunos do 11º ano, convite da profª Clara Silva: “Indústria metalomecânica torriense no séc. XX – os latoeiros prodigiosos”.

 

25 janeiro

Intercâmbio com Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico Cultural de Santarém, com participação no colóquio “Historiadores de Santarém”.

 

31 janeiro

Suplemento de quatro páginas dedicado à freguesia de Campelos, após visitas preparatórias e entrevistas com habitantes locais.

 

3 fevereiro

Participação na sessão de abertura das comemorações dos 550 anos da fundação do Convento do Varatojo, na Sala do Capítulo do Convento.

 

8 fevereiro

Visita guiada ao Convento Varatojo, Castro do Zambujal e Santa Cruz, participantes na viagem “West side stories” organizada pela “Pontes da Lua”.

 

28 fevereiro

Página PATRIMÓNIOS: “Renaturalização das margens do Sizandro”.

 

14 março

Visita guiada ao Castro do Zambujal.

 

27 março

Página PATRIMÓNIOS: “Venerando Ferreira de Matos: um homem” / “Ephemera – uma associação em defesa do património”.

 

24 abril

Página PATRIMÓNIOS: “Posto de Comando do 25 de Abril é Monumento Nacional”.

 

29 maio

Página PATRIMÓNIOS: “Memórias de Dona Gracia Freoes e de seu filho Pedro Afonso”.

 

26 junho

Página PATRIMÓNIOS: “O encanto da ermida do Sirol”.

 

9 julho

Participação no júri das Provas de Aptidão Profissional de 9 alunos da ESCO, no âmbito da parceria da ADDPCTV com aquela Escola

 

13 julho

Depoimento vídeo gravado para a RTVON, sobre o Convento do Varatojo.

 

31 julho

Página PATRIMÓNIOS: “O edifício das Termas da Fonte Nova”.

 

22 agosto

Visita guiada às igrejas do Centro Histórico, com grupo da ARQA (Associação de Arqueologia da Amadora).

 

28 agosto

Página PATRIMÓNIOS: “O prazer de ver o nosso património”.

 

25 setembro

Página PATRIMÓNIOS: “Todos os anos em setembro”.

 

3 outubro

Participação no Congresso da Associação Patrimonium de Peniche, com uma comunicação

 

6 outubro

Visita ao atelier de restauro de Milene Santos e Daniela Morgadinho, na Caixaria, imagem da igreja do Carvalhal.

 

15 outubro

Comunicação, via Zoom, IV Congresso de História Local de Almada.

 

16 outubro

Reunião com coordenador do “Aspiring Geoparque do Oeste”.

 

30 outubro

Página PATRIMÓNIOS: “Igreja da Misericórdia de Torres Vedras”.

 

27 novembro

Página PATRIMÓNIOS: “Os guadamecis da Igreja da Misericórdia”.

 

28 novembro

Lançamento do livro “Casa Damião / Tomix – Memórias da Indústria Torriense”, de J. Moedas Duarte

 

2 a 3 dezembro

Participação, via Zoom, nos debates sobre Plano Estratégico de Cultura de Cultura de Torres Vedras 2026.

 

25 dezembro

Página PATRIMÓNIOS: “O Bairro Novo”.

Anual

 

Participação reuniões Conselho Geral Agrupamento de Escolas Madeira Torres.

 

 

Seleção de imagem, paginação, revisão e impressão do Livro Casa Damião.

2021

5 a 14

janeiro

Nove sessões de Formação projeto ISA PATRIMÓNIO.

 

29 janeiro

Página PATRIMÓNIOS: “Ainda os frontais de altar em guadameci da Igreja da Misericórdia”.

 

26 fevereiro

Página PATRIMÓNIOS: “Carnaval de Torres Vedras a Património Cultural Imaterial da Humanidade?”.

 

18 Mar

Visita de estudo a Runa para observar com a população local localizações da subestação elétrica.

 

26 março

Página PATRIMÓNIOS: “O caso de Runa: desrespeito pela paisagem e pelo sítio?”.

 

--

Participação em reunião promovida pela CMTV sobre as obras na Linha do Oeste.

 

30 abril

Página PATRIMÓNIOS: “«Salvaguardar»: um Hospital de Bens Culturais”.

 

20 e 26

maio

Aulas no Externato de Penafirme para alunos do 9º ano, convite da profª Clara Silva: “O trabalho industrial em Torres Vedras e a manutenção das suas memórias”.

 

28 maio

Página PATRIMÓNIOS: “Da escuridão à luz! A conservação e   restauro das pinturas pertencentes à Igreja de São Tiago”.

 

31 maio a

1 junho

Aulas no Externato de Penafirme para alunos do 10º ano, convite da profª Clara Silva: “O trabalho industrial em Torres Vedras e a manutenção das suas memórias”.

 

20 junho

Visita às escavações no Tholos do Barro.

 

25 junho

Página PATRIMÓNIOS: “A dinâmica das ruínas”.

 

2 julho

Visita à Associação Cultural e Recreativa da Praia da Assenta, para observação do seu espólio museológico.

 

30 julho

Página PATRIMÓNIOS: “Valorização do Monumento Megalítico do Barro – Arqueologia, sinais do passado”.

 

27 agosto

Página PATRIMÓNIOS: “Um Museu de Comunidade: Memórias do Ti’Alex na Associação Cultural e Recreativa da Praia da Assenta”.

 

24 setembro

Página PATRIMÓNIOS: “Muralha de Torres Vedras / Como salvaguardar os seus vestígios”.

 

14 outubro

Participação no projeto “Andar na rua”, com percurso evocativo dos “Latoeiros prodigiosos de T. Vedras”.

 

5 novembro

Página PATRIMÓNIOS: “Castelo de Torres Vedras – Reconstruir ou conservar? (1ª parte)”.

 

6 novembro

Participação no Fórum do Património 2021, na Central Tejo, em Lisboa - Tema: “relação entre o património e as comunidades”, com uma comunicação

 

26 novembro

Página PATRIMÓNIOS: “Castelo de Torres Vedras – Reconstruir ou conservar? (2ª parte)”.

 

28 novembro

Participação na sessão de lançamento de um livro da Associação Pró-Memória de A dos Cunhados.

 

1 dezembro

Visita guiada da Paróquia do Lumiar ao Convento do Varatojo, Forte de S. Vicente e Convento da Graça.

 

17 dezembro

Artigo no BADALADAS em resposta ao artigo de João Pedro Canário, publicado em 1 de dezembro sobre o castelo de Torres Vedras.

2022

28 janeiro

Página PATRIMÓNIOS: “Lojas com História”.

 

1 fevereiro

Participação na reunião da ORU Stª Cruz (Operação de Reabilitação Urbana).

 

10 fevereiro

Visita à capela do Carvalhal, com o pároco, P. Paulo Antunes.

 

12 fevereiro

Participação “MESA-REDONDA e CONCERTO "CONVENTO VELHO de Penafirme" - Lançamento do Programa de Estudo e Enquadramento.

 

19 fevereiro

Visita ao Penedo (Runa), com Isabel Luna e António Ginja, para reconhecimento de possíveis vestígios arqueológicos.

 

25 fevereiro

Página PATRIMÓNIOS: “Nª Sr.ª dos Anjos, do Carvalhal / HISTÓRIA DE UMA IMAGEM”.

 

14 a 18

março

Acções de Formação para o ISA PATRIMÓNIO: reunião em grande grupo e visitas às 9 igrejas do projeto.

 

19 março

Visita guiada ao Castro do Zambujal, com grupo de caminhadas de Lisboa (Fernando Valério).

 

25 março

Página PATRIMÓNIOS: “Importância e degradação dos Centros Históricos – o caso de Torres Vedras”.

 

1 abril

Preparação da visita guiada de 9 de abril, com o prof. Carlos Moura, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa.

 

9 abril

Visita guiada “Passear em Torres Vedras”, com grupo de Lisboa.

 

12 abril

Diligência escrita, junto do Cardeal Manuel Clemente, sobre situação calamitosa da Igreja de Santiago, depois de um contacto mal sucedido com o pároco ´P. Álvaro Bizarro. Igual diligência junto da vereadora Ana Umbelino.

 

22 abril

Reunião com vereadora Dulcineia Ramos, sobre assuntos relacionados com o pelouro.

 

29 abril

Página PATRIMÓNIOS: “Representação de um casamento [quase] à primeira vista”.

 

7 maio

Visita guiada com grupo “Pontes da Lua”, vindo de Lisboa: Castro do Zambujal e Passeio dos Poetas em Stª Cruz.

 

12 maio

Palestra na Universidade da Terceira Idade sobre “João de Barros e a praia de Stª Cruz”.

 

21 maio

Limpeza de grafitis no Centro Histórico.

 

27 maio

Página PATRIMÓNIOS: “Os tetos mudéjares de Torres Vedras” e Visita de estudo ao Ramalhal, preparatória de página PATRIMÓNIOS.

 

24 junho

Página PATRIMÓNIOS: “Coleção de garrafas no Ramalhal / Um contributo para o estudo do património industrial”.

 

10 julho

Visita guiada com grupo da Paróquia do Lumiar: Sirol, Sr.ª dos Milagres, Memória da G. Peninsular na Maceira e Passeio dos Poetas em Stª Cruz.

 

13 julho

Reunião na Câmara Municipal T. Vedras, para elucidação de possíveis apoios financeiros.

 

23 julho

Palestra sobre João de Barros em Stª Cruz, na Biblioteca de Praia de Stª Cruz.

 

29 julho

Página PATRIMÓNIOS: “Memória de uma escola noturna, em 1872-73, na freguesia de S. Pedro da Cadeira”.

 

20 agosto

Palestra sobre Antero de Quental e Jaime Batalha Reis, na Biblioteca de Praia de Stª Cruz.

 

26 agosto

Página PATRIMÓNIOS: “Escavações arqueológicas no Tholos do Barro, 2021/2022”.

 

4 setembro

Participação na visita guiada às memórias da Cultura judaica em T. Vedras, feita por Isabel Luna.

 

15 e 16

setembro

Encontros de trabalho com equipa de Michael Kunst, preparação de parceria conjunta para catalogação informática de materiais arqueológico do Castro Zambujal.

 

30 setembro

Página PATRIMÓNIOS: “Fórum do Património 2022 / Património e participação democrática”.

 

1 outubro

Participação no Fórum do Património 2022, em Estremoz.

 

3 e 5 outubro

Preparação e participação na tertúlia sobre a implantação da República, organização da Tuna Comercial Torriense.

 

6 outubro

Participação na tertúlia da Garrafeira Venceslau. Tema: “S. Gonçalo e Torres Vedras”.

 

16 outubro

“Passos em Volta – O esplendor do Barroco em T. Vedras”.

 

18 outubro

Participação na Comissão Consultiva do Centenário do Carnaval de T. Vedras.

 

28 outubro

Página PATRIMÓNIOS: “Perdigueiro Português: joia viva

milenar do nosso património histórico e sócio cultural”.

 

3 novembro

Palestra na tertúlia Garrafeira Venceslau: “Jaime Batalha  Reis, o homem e a obra”.

 

25 novembro

Pág. PATRIMÓNIOS (2 páginas):” Nos 660 anos da sua morte / S. GONÇALO, Padroeiro de Torres Vedras”.

 

3 dezembro

Visita guiada: “Lourinhã histórica e Santuários Marianos de

T. Vedras”, com grupo de Lisboa.

 

30 dezembro

Página PATRIMÓNIOS: “O esplendor do Barroco em Torres Vedras”.

Anual

 

Participação em entrevistas para estudo “Marca Torres Vedras”.

 

 

Contributos apresentados para Plano de Ação Climática Torres Vedras.

2023

27 janeiro

Página PATRIMÓNIOS: “Memórias pessoais como fonte histórica”.

 

24 fevereiro

Página. PATRIMÓNIOS: “Turres Patrimonium – Divulgação e desafios”.

 

16 março

Palestra sobre Júlio Vieira, na Tertúlia da Garrafeira Venceslau.

 

31 março

Página PATRIMÓNIOS: “Igreja Matriz de S. Miguel de Torres Vedras- Em busca da memória perdida”.

 

1 abril

Parceria com grupo “Andar na Rua” – visita noturna ao Centro Histórico de Torres Vedras.

 

12 a 22

abril

Formação aos participantes do ISA PATRIMÓNIO 2023 com visitas a cada uma das 11 igrejas.

 

15 abril

“Passos em Volta” – Lojas com História em Torres Vedras.

 

23 abril

Caminhada Jornadas Europeias Património – Cucos, Moinho do Gaio, Quinta de Santo António e Fonte dos Negros.

 

28 abril

Página PATRIMÓNIOS: “Barros e Cunha: publicista e político”.

 

19 maio

Sessão de trabalho com Ângela Vitória, do sector de Turismo da CMTV para preparar “Passos em volta”.

 

21 maio

Participação na inauguração da Azenha de A dos Cunhados.

 

26 maio

Página PATRIMONIOS: “O Órgão Histórico da Igreja da Misericórdia celebra 250 Anos (1ª Parte).

 

27 maio

Coordenação de uma visita guiada ao Património religioso de Peniche, em parceria com grupo de Lisboa, Paróquia local e Associação Patrimonium.

 

1 junho

Palestra “Henriques Nogueira, precursor do socialismo e

republicanismo em Portugal”, na tertúlia Garrafeira Venceslau.

 

7 junho

Visita guiada ao Centro Histórico com 2 professores e 10 alunos de um Curso Técnico Profissional do Sobral de M. Agraço.

 

23 junho

Encontro de trabalho com Vereador Francisco Martins, sobre assuntos de interesse patrimonial.

 

25 junho

“Passos em Volta”, com o tema de Figuras ilustres de T. Vedras em monumentos evocativos.

 

27 junho

Encontro de trabalho com Vereadora Ana Umbelino e João Serrano (AIDIA Alpiarça), para possíveis parcerias  editoriais.

 

30 junho

Página PATRIMONIOS: “O Órgão Histórico da Igreja da Misericórdia celebra 250 Anos (2ªª Parte).

 

15 julho

Participação “Passos em Volta” sobre “Arquitetura de Veraneio em Stª Cruz”, com Arq. André Baptista.

 

21 julho

Encontro de trabalho no Ramalhal com António Espírito Santo, Presidente Da Junta de Freguesia, sobre elaboração da monografia.

 

27 julho

Por convite à ADDPCTV, participação no lançamento do “Carnaval em realidade virtual”, no CAC.

 

28 julho

Página PATRIMÓNIOS: “Descobrir outros Patrimónios – Torres Vedras e Marvila”.

 

29 julho

Visita de trabalho à freguesia do Ramalhal.

 

5 agosto

Participação por convite à ADDPCTV, na festa do 2º aniversário do Museu do Ciclismo.

 

6 agosto

“Passos em Volta”: “O passeio dos Poetas em Stª Cruz”.

 

21 agosto

Reunião de trabalho com Presidente Junta do Ramalhal.

 

25 agosto

Página PATRIMÓNIOS: “Objetos com História: o Contador de Vidas”.

 

2 setembro

“Passos em Volta”: “Torres Vedras napoleónica”.

 

6 setembro

Parceria Somos Comunidade: A Ermida de Nossa Senhora do Amial.

 

9 setembro

Participação na abertura da festa do Ramalhal, levantamento dos arcos de murta.

 

20 de setembro

Visita Guiada para professores Agrupamento Madeira Torres.

 

27 de setembro

Dia Internacional do Turismo visita noturna ao Castelo de Torres Vedras.

 

29 setembro

Página PATRIMÓNIOS: “Praça Machado dos Santos: Compreender, Reabilitar e Fruir”.

 

1 outubro

Parceria ATV - caminhado Castro do Zambujal e Convento do Varatojo.

 

21 outubro

Lançamento livro S. Gonçalo, de Lagos a Torres Vedras.

 

27 outubro

Página PATRIMÓNIOS: “Os 50 anos do Fanzine Torriense IMPULSO”.

 

18 novembro

Encontro com o grupo da “Reconstituição do telégrafo de sinais da Guerra Peninsular”.

 

22 novembro

Visita guiada com 2 grupos de 50 pessoas da Universidade Sénior D. Sancho I, de Almada, ao Convento da Graça e Convento do Varatojo.

 

24 novembro

Página PATRIMÓNIOS: “Sobre S. Gonçalo / Sobre nós com ele”.

 

30 novembro

Aula na Escola Secundária Henriques Nogueira de T. Vedras, com alunos do 12º ano: “As três grandes empresas industriais de Torres Vedras no séc. XX”.

 

8 dezembro

Participação no Dia Aberto no Convento do Barro, futuro polo universitário ligado à Medicina.

 

10 dezembro

“Passos em Volta”: “Torres Vedras industrial”.

 

18 dezembro

Visitas guiadas com alunos do Ano, Escola Secundária Henriques Nogueira:  Igreja de S. Pedro e Igreja da Graça.

 

29 dezembro

Página PATRIMÓNIOS: “O PRESÉPIO / 880 anos de

encantamento”.

Anual

 

Apoio a tese de mestrado de Ana Rita Pereira.

Apoio a tese de mestrado de Madalena de Jesus

 

 

Visitas às escavações Praça da Batata.

 

 

Participação na Comissão para as Comemorações dos 600 anos da morte de S. Gonçalo. Apresentação e discussão de projetos editoriais e contributos para a exposição no MMLT.

 

 

Contatos com Ângela Vitória, organização de atividades “Passos em Volta”.

 

 

Participação em reuniões do Fórum de Associações, internas e com a CMTV.

 

 

Participação no projeto descobrir patrimónios Marvila e Torres Vedras anos letivos 21/22 e 22/23.

 

 

Produção e Edição do Livro São Gonçalo, de Lagos a Torres Vedras.

 

A nossa acção não se esgotou nas actividades acima referidas, pois há um outro tempo de realização que não cabe em horário específico, antes se prolonga no tempo de acordo com as necessidades que vão surgindo. Assim, continuámos apresentando reivindicações, preocupações, elogios quando devidos, perante o executivo camarário, reunindo periodicamente online e realizando as visitas possíveis à época.

Mantivemos presença nas redes sociais e blogues e nas páginas do semanário local Badaladas, com a rubrica mensal “Patrimónios”.

Procurámos e conseguimos concretizar o antigo projecto de colaboração com as escolas, desenvolvendo parcerias com um colégio de Marvila e com o Agrupamento de Escolas Madeira Torres, projeto Descobrir Patrimónios, que foi objeto de uma apresentação nacional ao abrigo do Plano Nacional das Artes. Igualmente actuámos junto do Externato de Penafirme e da Escola Henriques Nogueira de Torres Vedras.

Continuámos com a edição de livros e iniciámos a preparação de outros, a lançar futuramente. Abrimo-nos ao apoio a investigadores, a todos quantos nos têm procurado em prol do conhecimento.

 

Torres Vedras, 20 de Abril de 2024

A DIRECÇÃO DA ADDPCTV

Pedro Fiéis

José Pedro Sobreiro

Luís Filipe Rodrigues

Joaquim Moedas Duarte

António Gonzalez 

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 PLANO DE ACTIVIDADES PARA O BIÉNIO 2024 / 2025

Analisando anteriores planos de atividades, reconhecemos que algumas não foram possíveis de serem concretizadas, mas mantêm a sua atualidade e potencialidade. Impõe-se, portanto, a sua recuperação, revendo as circunstâncias e contextos em que foram sugeridas.

 

PROPOSTAS BIÉNIO 2024-2025

·       Criação de uma newsletter mensal a enviar aos sócios

·       Continuar as atividades do Isa Património, em parceria com a Câmara Municipal

·       Manter a parceria com o Sector de Turismo da C. Municipal, realizando visitas do projecto Passos em Volta

·       Parcerias com as escolas, nomeadamente com o agrupamento de Escolas  Madeira Torres, e com outras que venham a surgir

·       Intervir, sempre que necessário ou oportuno, em reuniões com a vereação, em artigos na imprensa e nas redes sociais

·       Manter a disponibilidade para colaborar na concretização de um Centro Interpretação da muralha de Torres Vedras

·       Organizar uma base de dados e disponibilizá-la online

·       Participar das atividades do Fórum das Associações, nomeadamente da sua direção, contribuindo para o seu funcionamento e reflexão sobre futuro associativo

·       Eleger a política museológica municipal como tema prioritário para orientar uma reflexão interna e como motivo propulsor de debate alargado à comunidade torriense

·        Acompanhar a questão da salvaguarda da Casa das Termas da Fonte Nova

·       Continuar a acompanhar o PUCTV (Plano de Urbanização da Cidade de Torres Vedras), nomeadamente nas propostas por nós apresentadas, através da apresentação fundamentada de um Plano de Salvaguarda de edificações consideradas importantes para a história da cidade, ou de espaços construídos, como o Bairro Novo

·       Seguir com interesse o desenvolvimento da Marca Torres Vedras

·       Seguir e colaborar quando solicitado com o Plano Municipal de Acção Climática

Cremos deste modo dar o nosso sincero contributo para esta causa que nos move, a preservação do Património, sem saudosismos passadistas, mas com noção da memória coletiva que é fundamental permanecer e transmitir a gerações futuras. A construção e consolidação dos valores da democracia afigura-se fundamental nos tempos atuais, pelo que também é imperativo deixarmos o nosso contributo.

Nascemos da conquista da liberdade e esse é um futuro que queremos deixar como legado.


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CORPOS SOCIAIS / BIÉNIO 2024 - 2025

 

ASSEMBLEIA GERAL

 

CARGO

Jacinto Leandro

Presidente

Ana Maria Cláudio

1º Secretário

Luís Filipe Rodrigues

2º Secretário

 

 

DIRECÇÃO

CARGO

Pedro Carlos Fiéis

Presidente

José Pedro Geraldes Sobreiro

Secretário

Joaquim Moedas Duarte

Tesoureiro

José Manuel Pinto Gouveia

Vogal

Ana Rita Pereira

Vogal

 

 

CONSELHO FISCAL

CARGO

António Manuel Ezequiel Duarte

Presidente

Joana Santos

Secretário

José Eduardo Miranda S. Sapateiro

Relator