18 setembro 2013
17 setembro 2013
PORMENORES
... dos painéis de azulejo do Claustro do Convento da Graça de Torres Vedras, alusivos à vida de D. Frei Aleixo de Meneses, que foi prior deste Convento no séc. XVI.
Cenas da vida quotidiana, cheias de movimento e sugestões de sons ( as conversas, o coro a cantar, o marulhar das ondas...).
Há figuras orientais, nos paínéis que relatam a chegada de D. Frei Aleixo de Meneses a Goa.
Cenas da vida quotidiana, cheias de movimento e sugestões de sons ( as conversas, o coro a cantar, o marulhar das ondas...).
Há figuras orientais, nos paínéis que relatam a chegada de D. Frei Aleixo de Meneses a Goa.
11 setembro 2013
UM SÍTIO A REVISITAR
Sítio e Ermida do Senhor do Calvário, Matacães
A visitar no dia 22 de Setembro 2013, nas Jornadas Europeias do Património
Um lugar deslumbrante!
Para saber mais:
http://historiasdetorresvedras.wordpress.com/2010/06/20/monte-do-calvario/
Fotos J. Moedas Duarte
07 setembro 2013
ESTAMOS NAS JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO 2013
Já foi publicado o PROGRAMA NACIONAL no qual participamos através de uma VISITA GUIADA a Matacães e ao seu Património edificado e classificado, a realizar no dia 22 de Setembro.
P R O G R A M A
(Aberto ao público em geral, sem inscrição prévia)
22 Setembro 2013
15H00 - Concentração dos visitantes no Largo junto à Igreja de Matacães (Imóvel de Interesse Público)
15H15 - Visita à Igreja conduzida pelo Pároco P. José Miguel Ramos e P. José Manuel da Silva (antigo Pároco e um dos fundadores da Associação do Património de Torres Vedras)
16H15 - Visita ao Sítio e Ermida do Senhor do Calvário, recentemente classificado como Imóvel de Interesse Público
LEITURA DA PAISAGEM, no Largo fronteiro à Ermida:
Arq. Jorge Bonifácio: a residência solarenga do Juncal
Arqueólogo Emanuel Carvalho: o Castro da Fórnea (Imóvel de Interesse Público)
O Museu Municipal Leonel Trindade, de Torres Vedras participa nestas Jornadas através de uma pequena exposição do espólio do Castro da Fórnea, a qual estará acessível ao público de 22 a 29 de Setembro
01 setembro 2013
UMA SOLUÇÃO MUITO DISCUTÍVEL
Andei hoje pelo Turcifal. A Igreja Matriz, de Santa Maria Madalena, é Imóvel de Interesse Público, estatuto definido pelo Decreto n.º 5/2002, DR, 1ª Série-B. nº 42, de 19-02-2002.
Não entrei na Igreja, que estava fechada, fiquei-me pelo exterior. E fiquei surpreendido com o que vi, no lado poente do adro: quatro cabeceiras de sepulturas medievais a "decorarem" o murete do adro.
Veja-se:
Agora de mais perto:
Salvo melhor opinião, considero que esta solução é muito discutível. O Turcifal é uma das mais antigas povoações do nosso concelho, cujo topónimo é citado em documentos dos séc. XII e XIII ( TORRES VEDRAS, A VILA E O TERMO NOS FINAIS DA IDADE MÉDIA, Ana Maria Rodrigues, 1995).
É bem sabido que, ao lado da sua imponente Igreja (reconstrução setecentista do templo medieval) havia um cemitério, cujos vestígios chegaram até aos nossos dias, caso das cabeceiras de sepultura. Estas que aqui mostro são da época medieval, como bem se infere da sua tipologia, semelhante à colecção existente no nosso Museu Municipal e que José Beleza Moreira estudou no seu opúsculo "Catálogo das Cabeceiras de Sepultura do Concelho de Torres Vedras", editado em 1980 pela Associação do Património de Torres Vedras.
Estas estelas funerárias são um testemunho genuíno que vem do fundo dos séculos e nos traz a memória de quem ali viveu e foi sepultado. Ao contrário das peças de Museu, estas cabeceiras estavam in situ, e era aí que deveriam ser mantidas. Como memória e testemunho do passado.
O adro, que foi objecto de obras profundas terminadas em 2007 - como se lê na placa comemorativa - só teria a ganhar se nele tivesse sido preservado um lugar, talvez junto de uma das paredes da Igreja, em que estas cabeceiras fossem alinhadas, com um pequeno dístico a lembrar aos homens de hoje a existência dos antepassados. O que nos parece inaceitável é fazer delas objectos de decoração do muro do adro.
Joaquim Moedas Duarte
Não entrei na Igreja, que estava fechada, fiquei-me pelo exterior. E fiquei surpreendido com o que vi, no lado poente do adro: quatro cabeceiras de sepulturas medievais a "decorarem" o murete do adro.
Veja-se:
Agora de mais perto:
Salvo melhor opinião, considero que esta solução é muito discutível. O Turcifal é uma das mais antigas povoações do nosso concelho, cujo topónimo é citado em documentos dos séc. XII e XIII ( TORRES VEDRAS, A VILA E O TERMO NOS FINAIS DA IDADE MÉDIA, Ana Maria Rodrigues, 1995).
É bem sabido que, ao lado da sua imponente Igreja (reconstrução setecentista do templo medieval) havia um cemitério, cujos vestígios chegaram até aos nossos dias, caso das cabeceiras de sepultura. Estas que aqui mostro são da época medieval, como bem se infere da sua tipologia, semelhante à colecção existente no nosso Museu Municipal e que José Beleza Moreira estudou no seu opúsculo "Catálogo das Cabeceiras de Sepultura do Concelho de Torres Vedras", editado em 1980 pela Associação do Património de Torres Vedras.
Estas estelas funerárias são um testemunho genuíno que vem do fundo dos séculos e nos traz a memória de quem ali viveu e foi sepultado. Ao contrário das peças de Museu, estas cabeceiras estavam in situ, e era aí que deveriam ser mantidas. Como memória e testemunho do passado.
O adro, que foi objecto de obras profundas terminadas em 2007 - como se lê na placa comemorativa - só teria a ganhar se nele tivesse sido preservado um lugar, talvez junto de uma das paredes da Igreja, em que estas cabeceiras fossem alinhadas, com um pequeno dístico a lembrar aos homens de hoje a existência dos antepassados. O que nos parece inaceitável é fazer delas objectos de decoração do muro do adro.
Joaquim Moedas Duarte
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Cabeceiras de sepultura do Turcifal
RESPONDENDO A UM CONVITE
Do ICEA - Instituto de Cultura Europeia e Atlãntica - da Ericeira, recebemos o convite para participarmos na comemoração dos 500 anos do Foral Manuelino da Ericeira.
Lá estivemos, a ouvir duas comunicações pelos investigadores Margarida Garcez Ventura e Carlos Margaça Veiga. A primeira, sobre o Foral de 1229; e a segunda, mais circunstanciada, sobre o Foral de D. Manuel, assinado em 31 de Agosto de 1513.
Os assistentes, que enchiam por completo o Auditório da Casa da Cultura Jaime Lobo e Silva, receberam gratuitamente um opúsculo com aqueles documentos históricos.
E já que ali estávamos, adquirimos numa livraria local o livro de José Constantino Costa, ERICEIRA - UMA FOTOBIOGRAFIA, ed. Mar de Letras, para cujo lançamento em 4 de Agosto corrente havíamos sido convidados e a que não pudemos assistir.
É um belíssimo livro/álbum, com fotos antigas e um roteiro pelas memórias daquela vila centenária.
23 agosto 2013
JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO 2013
A ADDPCTV vai participar, mais uma vez, nas Jornadas Europeias do Património.
No site da Direcção Geral do Património Cultural pode ler-se:
«As Jornadas Europeias do Património são uma iniciativa anual do Conselho da Europa e da União Europeia, envolvendo cerca de 50 países, tendo como objectivo a sensibilização dos cidadãos para a importância da protecção do Património. Em cada país é promovido, anualmente, um programa de actividades a nível nacional, de acesso gratuito na sua grande maioria.
A Direção-Geral do Património Cultural, entidade responsável pela coordenação do evento a nível nacional propõe, para as Jornadas Europeias do Património de 2013, o tema Património / LUGARES, com o qual pretende chamar a atenção para a dimensão humana de que o património se reveste, expressa materialmente em espaços e paisagens – urbanos e não urbanos – que nos marcam, que exploramos e com que convivemos numa relação de proximidade.
Os lugares estruturam o desenvolvimento pessoal e social, sustentam identidades, exprimem a dimensão cultural da sociedade, interessando conhecê-los para além do aparente, para os podermos estimar e proteger; a importância dos lugares é a importância da nossa identificação e o nosso sentimento de pertença a algum sítio, tornando-se fundamental sensibilizar os cidadãos para a sua protecção através de acções que estimulem a aproximação física e emocional ao património.»
* * *
Desde já divulgamos o pequeno PROGRAMA que preparámos para estas Jornadas:
MATACÃES, UM
LUGAR A REDESCOBRIR
22 SETEMBRO
2013
15H00 – concentração dos visitantes no largo junto à igreja de Matacães
15H15 – Visita à Igreja de Nª Srª da Oliveira, conduzida pelo Pároco José Miguel Ramos e P. José Manuel da Silva (antigo pároco e um dos fundadores da Associação do Património de Torres Vedras). Igreja classificada como Imóvel de Interesse Público.
16H15 – Visita ao Sítio e Ermida do Senhor do Calvário, recentemente classificada como Imóvel de Interesse Público.
Leitura da paisagem, no largo fronteiro à Ermida:
Arquitecto Jorge Bonifácio: a Residência Solarenga do Juncal
Arqueólogo Emanuel Carvalho: o Castro da Fórnea
.
Trata-se, pois, de uma visita guiada aberta a todos quantos queiram participar. A sua divulgação será feita no jornal BADALADAS, facebook e contactos-mail.
11 agosto 2013
MONOGRAFIAS DAS FREGUESIAS DE TORRES VEDRAS
Algumas pessoas têm-nos pedido opinião
sobre uns livros publicados pelo sr. Fernando Pereira Sá dedicados à História e
ao Património Cultural de algumas freguesias do nosso concelho.
É-nos penoso escrever estas linhas pois,
do pouco que conhecemos do autor, sabemos que é pessoa esforçada e persistente.
Mas isso não chega para garantir qualidade ao que faz. Temos diante de nós dois
desses livros, um sobre a Carvoeira e o outro, muito recente, sobre Runa e a
honestidade obriga-nos a dizer que são obras muito más.
O autor não sabe escrever Português. Não
há um parágrafo que se aproveite, tantos são os erros de concordância, de
vocabulário e de construção da frase.
Do ponto de vista do conhecimento
histórico, estes livros são uma calamidade, pouco ou nada se aproveita. Não há
uma referência bibliográfica, uma citação, um estudo conhecido. O livro está
cheio de legendas pouco rigorosas e de apreciações pueris. Mas o que é mais
grave são os erros resultantes de invenções ou de ter ouvido a alguém uma
opinião qualquer que ele refere como se fosse uma fonte histórica.
Como é que o autor consegue fazer livros
tão volumosos - o de Runa tem mais de 500 páginas - ?
Simples: junta dezenas e dezenas de fotos com que vai enchendo as páginas
do livro. A maior parte não tem qualquer relevância como é o caso do cemitério
do CAS de Runa que levou o autor a encher dez páginas com vistas do exterior e
interior - juntando a uma delas esta legenda: "Aqui chegou a estar
sepultada a Princesa Benedita até à trasladação para o Panteão...", uma
pura invenção que não tem qualquer suporte documental. Bastaria ao autor
consultar a biografia de D. Maria Francisca Benedita escrita por Paulo Drumond
Braga e publicada pela Câmara Municipal de Torres Vedras. E este é apenas um
exemplo entre muitos.
O que nos deixa perplexos não é a
ignorância ou a falta de rigor manifestadas pelo autor destes livros pois
é sabido que uma das características dos ignorantes é o atrevimento. O que nos
espanta é o facto de ter acolhimento entre pessoas que tinham obrigação de
serem prudentes e rigorosas com as encomendas. Caso das Juntas de Freguesia que
apadrinham estas publicações, as quais em nada as prestigiam ou, até, da
Associação Leader Oeste que financiou uma destas monografias. Alguns desses
responsáveis disseram-nos que acreditaram na boa vontade e no voluntarismo do
autor. Na boa-fé e no desejo legítimo dos autarcas de valorizar as suas terras,
nós também acreditamos. Mas isso chega para dar crédito a um trabalho
público? Leram previamente os escritos? Aconselharam-se com pessoas
credenciadas?
Respeitamos o senhor Pereira Sá como
pessoa, nada temos contra ele, embora nos incomode a prosápia de se considerar
um investigador, caso típico de publicidade enganosa. Mas o respeito pelos
leitores, muitos deles alunos das nossas escolas em busca de elementos para os
seus trabalhos, obriga-nos a denunciar vigorosamente as suas publicações que,
pela falta de qualidade redactorial e notório desconhecimento da História,
temos de classificar como autênticas fraudes.
SANTA SUSANA DO MAXIAL
Hoje, 11 de Agosto, é o dia consagrado pela Igreja a Santa Susana.
A freguesia do Maxial, concelho de Torres Vedras, tem Santa Susana como padroeira. No cemitério local existe uma capela com a designação desta santa, capela que é, afinal, o que resta do antigo templo, destruído pelo terramoto de 1755. A Junta de Freguesia decidiu, em iniciativa que louvamos, proceder a obras de restauro e beneficiação daquela relíquia patrimonial. Assinalando o acontecimento, ontem, dia 10, foi lá celebrada Missa pelo Pároco P. José Miguel Ramos, cerimónia para a qual a Junta convidou a população, estendendo o convite aos amigos do Património e, como tal, à nossa Associação.
Como sinal e testemunho, publicou um pequeno opúsculo que reproduzimos, bem como a totalidade do texto, da autoria do Dr. Carlos Guardado da Silva, responsável pelo Arquivo Municipal de Torres Vedras e Presidente da Assembleia Geral da Associação do Património de Torres Vedras.
Associamo-nos, assim, à festa de Santa Susana e à meritória iniciativa da Junta de Freguesia do Maxial.
Contracapa do opúsculo, com a imagem de Santa Susana
Folha interior do opúsculo com as referências de publicação.
Para uma biografia de Santa Susana do Machial
A igreja paroquial
A existência da igreja de Santa Susana do Machial, então com a designação de Santa Susana de Alcabrichel, remonta, muito provavelmente, ao início do domínio
cristão da Estremadura, na sequência da conquista definitiva da linha do Tejo,
em Outubro de 1147, por D. Afonso Henriques, no contexto da Segunda Cruzada. A
fundação da paróquia teria sido instituída mais tarde, no século XIV, com pia
baptismal, sino e fregueses, em data posterior a 1315, uma vez que consta da lista de todas as igrejas, comendas e mosteiros que havia nos reinos de
Portugal e Algarves, de 1320-1321. O seu quantitativo demográfico bastaria,
por si só, para justificar a independência administrativa e eclesial, em
inícios da centúria de trezentos. Constando a igreja de Santa Susana do
Alcabrichel do rol das igrejas de que o rei era padroeiro em 1258-59, a sua
independência das matrizes da vila não estaria provavelmente completa.
Aquando da sua fundação e ao longo da Baixa Idade
Média, Santa Susana era uma paróquia anexa da matriz de São Miguel da vila de
Torres Vedras, encontrando-se a igreja paroquial fora do
lugar.
Entre 1315 e 1317, o bispo de Lisboa D. Frei Estêvão
atribuiu a cada uma das quatro igrejas urbanas de Torres Vedras o seu
território paroquial, cujos limites rurais foram definidos, embora a parte
urbana tivesse ficado completamente silenciada. Santa Maria do Castelo, São
Pedro e São Tiago partilhavam, entre si, áreas de dimensão idêntica na vila.
São Miguel obteria uma porção exígua do espaço urbano, recebendo, em
contrapartida, a maior parte do espaço periurbano.
Ao longo do século XIV
manter-se-iam contendas sobre os direitos eclesiásticos, sobretudo no que dizia
respeito à receita das dízimas. Certo é que a imprecisão dos limites
territoriais das paróquias, assim como as diversas transformações ocorridas no
povoamento contribuíam para relançar, de vez em quando, a discussão sobre quem
detinha os direitos dizimais. As crises económicas exigiam igualmente a cada
igreja a defesa dos seus interesses, meio de sustentação da sua comunidade ou
de cumprimento dos ofícios, assim como de
manutenção do edifício. É neste contexto que surge um contencioso entre a
colegiada de São Miguel e o prior de Santa Susana de Alcabrichel acerca dos
limites das respectivas paróquias. Se em 1315 D. Frei Estêvão havia atribuído
um extenso território à colegiada, que cobria a parte norte e leste do termo
torriense, o pároco de Santa Susana do Maxial, já elevada esta a igreja
paroquial, reclamaria os direitos sobre o território que anteriormente se
encontrava sob a influência material e espiritual de São Miguel.
Como as
demais igrejas de Torres Vedras, Santa Susana de Alcabrichel era de padroado
régio. Um facto que não exclui a possibilidade de ter sido instituída pelos
fregueses que, em dado momento, seriam substituídos naquela função pelo
monarca. Na década de 30 do século XVI, a igreja foi objecto de nova
construção.
01 agosto 2013
(Clicar sobre a imagem)
A Associação do Património de Torres Vedras está a organizar a sua participação nestas Jornadas, à semelhança do que tem feito em anos anteriores.
Desta vez vamos centrar-nos no rico Património de Matacães, freguesia que conta com três IMÓVEIS DE INTERESSE PÚBLICO e dois de INTERESSE CONCELHIO (Ver coluna lateral deste blogue).
Dentro de alguns dias colocaremos aqui o programa de visitas que estamos a organizar.
30 julho 2013
ADEUS A UM AMIGO
JOÃO SARZEDAS
Faleceu em 27 de Julho ( Sábado), depois de doença prolongada. Grande amigo do Património torriense, homem de cultura, inconformado com a sociedade consumista e, por isso mesmo, militante do despojamento pessoal, João Sarzedas tinha uma personalidade multifacetada que fomos descobrindo ao longo de muitos anos de convívio. Trabalhador das artes gráficas, fazia da criatividade e da imaginação o seu principal instrumento de trabalho.
Rigoroso, meticuloso, exigente no que fazia. Mas havia nele um outro cambiante que se foi apurando com a experiência: o sentido da observação refinado pelo humor. E isso ficou bem patente nos cartoons com que enriqueceu muitos números do BARRETE, Revista de Carnaval publicada anualmente pela Associação do Património de Torres Vedras.
Veja-se um dos que publicou este ano:
Diz-se que ninguém é perfeito e, sendo assim, temos de referir que João Sarzedas gostava de brincar com os amigos que não eram adeptos do seu clube, fazendo bonecos a condizer. Como este em que ele mesmo se caricaturiza:
Vamos ter saudades dele, do seu riso contido, da sua forma discreta de apreciar o mundo, dos seus desenhos onde se entornava tanta sensibilidade e ternura.
Obrigado por tanto que nos deste, querido amigo!
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Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras
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23:20
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artes gráficas.,
cartoon,
humor,
João Sarzedas,
O BARRETE,
Revista de Carnaval
PUBLICADO no SEMANÁRIO BADALADAS em 19 de JULHO
EU CRESCI NO CENTRO HISTÓRICO
(1ª Parte)
QUIM GAGO
Passei a minha infância no Largo dos Polomes, também conhecido por Largo
dos Ferradores. Nesse tempo existiam duas oficinas: a do Heliodoro, com o velho
Abel; e a do João Martins, com o seu empregado João. Por sinal, o João Martins
era um excelente músico que chegou a tocar na banda dos Bombeiros e na
orquestra ‘Os Lusitanos’. Porém, o número de ferradores estendia-se além dos
Polomes. Lembro-me do velho Zé Trinta e do Miguel na Corredoura e do amigo Malaquias
na Rua Santos Bernardes, em frente onde hoje se encontra o Banco Totta. Mas a
actividade deste Largo não se cingia aos ferradores. Casas de bicicletas eram
cinco: a do Zé Bonabal, a do Flores, a do Celestino (ainda vivo), a do velho
Cola e a do Francisco Inácio, natural de Casalinhos de Alfaiata – o primeiro
ciclista do concelho a ganhar uma volta a Portugal, (em 1941, pelo Sporting
Clube de Portugal). Por sua vez, a Rua Dias Neiva, que liga o Largo dos Polomes
ao Largo de São Pedro, era a rua mais movimentada da vila, pois nela existia a
maior parte dos armazenistas, tais como o Raul Alves, o Fonseca & Lisboa, o
Florêncio Augusto Chagas, a Central Cafeeira e ainda lojas diversas.
Enfim, ao olharmos para trás, registe-se com alguma nostalgia o nome de
actividades que foram inevitavelmente desaparecendo, pois, nesse tempo, para
além do comércio tradicional, distribuíam-se pelas ruas do centro histórico os
correeiros e os albardeiros, os funileiros e o amola-tesouras, os ferreiros, os
barbeiros, os sapateiros e as ajuntadeiras, e outros artesãos.
No princípio dos anos cinquenta – época da minha infância – as ruas e os
largos eram os locais privilegiados para os miúdos brincarem, desenvolvendo as
suas aptidões físicas e a sua capacidade inventiva. O futebol era sem dúvida o jogo
mais desejado, pois em qualquer recanto que desse para colocar duas pedras no
chão a servir de baliza estava montado o sítio para jogar. E havia muitos. No
meu caso, era o pátio Alfazema – mais conhecido pela Caldeira, porque havia aí uma
caldeira de destilação de bagaço pertencente à casa Neiva Vieira, onde até há
pouco esteve a laborar uma oficina de mármores. Mas se houvesse uma bola lá
estávamos nós. Ainda me lembro de jogar com os irmãos Campos – no beco (agora
com o topónimo Travessa Madeira Torres), ou no pátio da Casa Primavera (nas
traseiras da Tuna), e serem estes os primeiros palcos da nossa infância. Por
vezes as jogadas eram interrompidas pela presença inesperada dos polícias que
moravam na Encosta de São Vicente, mais a do Pencudo que vinha do Paul. Eram
homens que nunca nos incomodavam, embora a sua presença imprimisse respeito.
Porém, mal nos viravam as costas a jogatina recomeçava.
***
Pela amizade que sempre
nos uniu quero, publicamente, deixar registada a minha solidariedade e
preocupação para com Vítor Campos, velho companheiro das lides de infância,
face ao momento difícil que atravessa.
(Texto escrito ao abrigo do
antigo acordo ortográfico)
17 julho 2013
RECORDAR LEONEL TRINDADE
Hoje é dia do seu aniversário: nasceu em 16 de Julho de 1903 - há 110 anos - e faleceu em 4 de Janeiro de 1992.
Marcou a arqueologia pré-histórica portuguesa pelas inúmeras jazidas que descobriu e investigou. As mais conhecidas são o Castro Eneolítico do Zambujal, (ver AQUI também) a cerca de 3 km da cidade de Torres Vedras, e o Tholos de Paimogo. Mas há muitas mais, como a necrópole do Cabeço da Arruda, a Cova da Moura ou o povoado eneolítico do Penedo.
Em 1999 a Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras, com o apoio do Governo Civil de Lisboa e da Câmara Municipal de Torres Vedras, publicou a biografia de Leonel Trindade, da autoria de Cecília Travanca: Reconhecer Leonel Trindade. É um documento precioso para o conhecimento da figura e da obra deste ilustre torriense.
Foto do livro RECONHECER LEONEL TRINDADE
Neste espaço, situado nas antigas instalações do Museu Municipal, na R. Serpa Pinto - hoje ocupado por instalações da Misericórdia - passava Leonel Trindade muitas horas a estudar e a reconstruir peças de cerâmica a partir de fragmentos encontrados nas escavações.
As novas gerações de professores de História de Torres Vedras iam ali falar com ele para aprenderem um pouco do muito que ele sabia.
01 julho 2013
"PATRIMÓNIOS" no semanário BADALADAS
nº 45 - publicado em 28 de Junho de 2013
O MEU CLUBE
É O TORREENSE – ALGUMAS ESTÓRIAS
(3ª Parte)
NINÉU
Não vou escrever sobre o Torreense, instituição que
faz parte do nosso património, do qual nos orgulhamos, e que já por três vezes esteve
entre os grandes do futebol nacional.
Aproxima-se 2017, ano em que se irá comemorar o 1º
centenário do clube, designadamente com a publicação de um livro contendo toda
a sua história.
Nesta circunstância, cabe-me apenas relatar alguns
factos pessoais.
Comecei a ir ao Campo das Covas muito cedo, pela
mão do meu pai. Ao domingo, depois do almoço, íamos ao café do Borba, em frente
à igreja de São Pedro. Mal acabava de beber um garoto punha-me na alheta para ver os remates potentes do Sidónio
que me deixavam entusiasmado.
Nessa altura fazia recortes dos jornais desportivos,
pois o meu pai, sendo caixeiro-viajante, trazia resmas de jornais das suas
viagens.
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"Ninéu",
Vitor Sobreiro
"PATRIMÓNIOS" no semanário BADALADAS
Nº 42 - publicado em 26 de Abril de 2013
PESQUISAS
NO CENTRO HISTÓRICO – LARGOS, IGREJAS E GRANDES EDIFÍCIOS
(5ª
Parte)
EMANUEL
CARVALHO
(Assistente
de Arqueólogo)
Algumas
áreas do Centro Histórico foram objecto de intervenções de natureza arqueológica:
no largo de São Tiago (popularmente conhecido como ‘praça da batata’) foram
encontrados vestígios de casas, espólio cerâmico e diversas peças de osso
utilizadas para afiar foices (designadas safra de osso), atribuídas aos séculos
XIV/XV.
Na
rua Cândido dos Reis (junto ao Chafariz dos Canos), foi revelado um troço da
muralha fernandina, vestígios de habitações e foi ainda possível confirmar a
existência da porta de entrada da vila, conhecida por ‘Porta da Corredoura’. É
possível observar o que resta deste troço de muralha e das restantes estruturas
arqueológicas, uma vez que foram integradas na obra e mantidas sob protecção,
actualmente visíveis através de vidraças – sendo apenas de lamentar a não
existência de qualquer sistema de iluminação e informação com interpretação no
local.
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Centro Histórico,
Emanuel Carvalho
30 junho 2013
"PATRIMÓNIOS" no BADALADAS
Nº 41 - Publicado em 5 de Abril de 2013
Pesquisas no Centro Histórico
-antigos Paços do Concelho
(4a parte)
Emanuel Carvalho
[ Assistente de arqueólogo ]
De entre o conjunto de
intervenções arqueológicas levadas a cabo no Centro Histórico de Torres Vedras
nas últimas duas décadas, realizadas sobretudo no contexto de obras de
construção civil, municipais e privadas, temos a destacar as escavações no
edifício dos antigos Paços do Concelho.
Nesse local, durante as obras de
reabilitação, foi recolhido em toda a área do piso térreo um vasto conjunto
arqueológico de grande importância para a compreensão da história torriense.
A escavação
total de um poço rectangular com 16 metros de profundidade, usado até ao
século XX para captação de água, veio a revelar aos arqueólogos um espólio
verdadeiramente extraordinário, não só pela qualidade como pela quantidade e
variedade dos elementos encontrados. O poço encontra-se actualmente integrado no espaço
dos antigos Paços do Concelho, podendo ser observado no pátio do piso térreo.
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Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras
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Emanuel Carvalho,
Patrimónios
29 junho 2013
A ASSOCIAÇÃO DO PATRIMÓNIO DE TORRES VEDRAS NA FEIRA DE S. PEDRO 2013
O nosso espaço encontra-se no Pavilhão B, Galeria Superior, junto de outras associações de carácter sócio-cultural.
O tema da exposição é o Centenário da Luz Eléctrica em Torres Vedras. Exposição documental da autoria de José Pinto Gouveia e José Pedro Sobreiro, mostra-nos em 7 painéis a evolução da luz eléctrica no nosso concelho desde 1912 até hoje.
Passe por lá.
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