22 maio 2012

TRILHO DOS DINOSSAUROS DE TORRES VEDRAS?



Na colina fronteira às Termas dos Cucos, na face virada a norte, foi descoberto em 1996 um trilho de pegadas de dinossauro. Entretanto, depois de observação de especialistas, levantaram-se dúvidas sobre a sua caracterização rigorosa. Enquanto aguardamos uma conclusão fiável, vamos visitando o lugar, magnífico, com belas perspetivas sobre os arredores de Torres Vedras.
Andámos por lá no passado domingo, 20 de maio, numa iniciativa do Académico de Torres Vedras e trouxemos estes bonecos.













A aproximação mais acessível à lage das pegadas faz-se pelo Bairro Arenes. Junto ao restaurante Ferro o Bico vira-se para a direita e sobe-se a rua íngreme até ao fim do alcatrão. Depois é seguir pelo caminho de terra.
Recordamos que em Torres Vedras existe uma Associação Científica que se dedica ao estudo da Paleontologia. Endereço web: http://www.alt-shn.org/

17 maio 2012

Mosteiro de Santa-Clara-a-Nova revela fragilidades

 Santa Clara-a-Nova



Santa Clara-a-Velha (ao fundo, nas duas fotos, Santa Clara-a-Nova)


Infelizmente, esta é a realidade que temos.
Dia 3 contamos estar em Coimbra, para visitar os dois edifícios de Santa Clara: "a-Velha", recentemente restaurado; e "a-Nova", que está em risco
Ver aqui:
Mosteiro de Santa-Clara-a-Nova revela fragilidades: em Coimbra

15 maio 2012

PASSEIO CULTURAL - 2/3 junho - Penacova e Coimbra


CONVITE 

Penacova, Penedo do Castro

Santa Clara a Velha - Coimbra

Aos sócios e amigos do Património de Torres Vedras

Vamos realizar o nosso PASSEIO CULTURAL anual nos próximos dias 2 e 3 de junho. Para o efeito solicitámos a colaboração da INALVA – Agência de Viagens, empresa com a qual encetámos uma parceria para a realização de Rotas Turísticas dedicadas ao nosso Património.

Assim, pomos à vossa consideração o PROGRAMA  que juntamos em anexo,  sugerido por nós, o qual abrange dois destinos muito bonitos e ricos de potencialidades histórico-culturais: Penacova e Coimbra.

O primeiro, Penacova, no dia 2, com visitas guiadas ao Mosteiro do Lorvão; conjunto monumental dos moinhos de Gavinhos; Moinho de Vitorino Nemésio, na Portela de Oliveira; Penedo do Castro; panoramas da Pérgula e Mirante Emídio Correia.

O segundo, Coimbra, no dia 3, parecerá talvez mais conhecido, mas estamos certos de que há razões para uma redescoberta valiosa. Referimo-nos ao Convento de Santa Clara a Velha, que nos habituámos a ver soterrado em lama nas margens do Mondego. Recentemente reaberto ao público, depois de alguns anos de restauro, é uma peça magnífica da nossa arquitetura medieval. Esta redescoberta de Santa Clara a Velha permite-nos olhar com outra perspetiva o Convento de Santa Clara a Nova, situado um pouco mais acima e onde se encontra o túmulo da Rainha Santa Isabel.

Este será o itinerário para a manhã de domingo. De tarde, depois de almoço livre, visitaremos:

·  O  CRIPTOPÓRTICO ROMANO, situado por baixo do Museu Machado de Castro, uma estrutura arquitetónica surpreendente e que pouca gente conhece.

·  A Sé Nova  e a Sé Velha, dois momentos arquitetónicos de grande significado da  História de Arte Portuguesa.





Criptopórtico de Coimbra

07 maio 2012

MAIS VIDA NO CENTRO HISTÓRICO - Último debate


CONVITE À PARTICIPAÇÃO DE TODOS OS QUE SE PREOCUPAM COM A DECADÊNCIA DO CENTRO HISTÓRICO DE TORRES VEDRAS


- Economia e Inovação Social  
Ciclo "Mais Vida no Centro Histórico"


12 Maio Sábado 16 H 



 AUDITÓRIO MUNICIPAL (Av. 5 de Outubro) 



Neste último debate, que encerra o ciclo "Mais Vida no Centro Histórico", o tema a debater será o mais relevante para os comerciantes e outros agentes económicos e sociais sediados no Centro Histórico. As dificuldades sentidas pelo comércio de proximidade geram efeitos nefastos no seu contexto urbano, como o encerramento de lojas e serviços, o aumento do desemprego ou a desertificação do território.
Importa por isso identificar os problemas e pensar em soluções estratégicas e sustentáveis.

Por outro lado, para além das formas tradicionais de empreendedorismo, devemos estar atentos e reconhecer outras possibilidades de criação de valor, designadamente através da Economia Social.

Para facilitar a reflexão em torno destas questões e articular possíveis estratégias que permitam revitalizar a economia local e assim contribuir também para trazer mais vida ao nosso Centro Histórico, estarão presentes:

Armando Fernandes (Consultor de Negócios)

Mário Reis (Presidente da Direcção da ACIRO) 
http://www.aciro.pt/

Francisco Rodrigues (Gestor) 
http://maisvaletardedoquenunca.blogspot.pt/  




+ INFO: http://patrimoniodetorresvedras.blogspot.pt/p/mais-vida-no-centro-historico.html 
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30 abril 2012

QUINTA DA MESSEJANA - Capela de Nª Srª da Conceição


Situada à saída da Aldeia Grande, povoação da freguesia do Maxial, concelho de Torres Vedras, a Quinta da Messejana tem uma pequena capela dedicada a Nª Srª da Conceição. É uma peça de encantador traço rústico, com a sua galilé alpendrada, sob a qual se abre a porta axial de traçado setecentista.
(Fotos © Associação do Património de Torres Vedras)






 O interior é muito simples, como se vê na foto 
tirada através das grades de uma das janelinhas laterais.



 A quinta está à venda, conforme vimos em anúncio perto deste portão de entrada


Edifício da quinta, atrás do qual se situa a capelinha. 

23 abril 2012

MAIS VIDA NO CENTRO HISTÓRICO - NOVO DEBATE


Recordamos o CICLO DE DEBATES sobre MAIS VIDA NO CENTRO HISTÓRICO que a Associação do Património de Torres Vedras tem vindo a realizar no Auditório Municipal ( Av. 5 de outubro, Torres Vedras), às 16H00.

O próximo, sobre ARQUITETURA E URBANISMO, será no sábado, 28 de Abril e contará com a presença de um reputado especialista em assuntos relacionados com a vivência urbana, o Prof. João Seixas, e de um arquiteto local a convidar.



                                     28 Abril | Arquitectura e Urbanismo                       
 
                                                                         

 
De que modo a Arquitectura contribui para uma vivência mais plena do Centro Histórico ? Qual o impacto dos projectos de requalificação (obras) do "Torres ao Centro" no casco antigo da cidade? De que modo o planeamento urbanístico pode contribuir para a revitalização da zona e da cidade ? 

Estas são algumas questões de partida que visam debater as relações entre o edificado e as pessoas, entre os espaços e os projectos, num território que se pretende cada vez mais vivido, mais participado e partilhado.  

João Seixas (geógrafo e  urbanista) é orador convidado para debater e apresentar novas visões do urbanismo e das cidades do séc. XXI.

João Seixas é doutorado em Geografia Urbana pela Universidade Autónoma de Barcelona e em Sociologia do Território e do Ambiente pelo ISCTE, com uma tese em torno da governação contemporânea das cidades europeias, com o enfoque analítico na cidade de Lisboa. Licenciado em Economia (UCP, 1989), Mestre em Urban and Regional Planning (London School of Economics and Political Science, 1997).

 «Face à crise, a cidade deve ser estratégica. Governando de forma atenta e pensada, pouco afeita a “vaipes” populistas. Com um verdadeiro planeamento, técnico só depois de estratégico. Sabendo que se vive numa era de transição, com muita desorientação. E, como tal, defendendo princípios sólidos a todo custo: o direito à cidade, ao habitat, à mobilidade, à inclusão social, ao consumo sustentável, ao ambiente, ao empreendedorismo local. Este “a todo custo” não é custo, é investimento. Bem feito, será altamente recompensador no futuro.
Perante a crise, a cidade deve ser democrática. Feita com as pessoas e para as pessoas – de longe o seu maior recurso – retro-alimentando a qualidade de vida e a esperança. Sabendo que o futuro só se fará com a sociedade, não longe dela ou contra ela. Com auscultação, participação e inteligência dialéctica. Com processos como os orçamentos participativos, a Agenda Local XXI, os conselhos de bairro e de cidade. Construindo um urbanismo participativo e de proximidade. Construindo compromissos (diferentes de consensos, palavra sonsa) o que implica ganhos e cadências e, sobretudo, implica responsabilidade para as diferentes partes.»
  
Ver aqui texto completo 

20 abril 2012

UM MONUMENTO OU UM SÍTIO?

Reconstituição da gruta / hipogeu da Ermegeira, desenho de José Pedro Sobreiro


Não é por acaso que se fala de "monumentos e sítios", a propósito do Dia Internacional - 18 abril - que aqui temos referido.

A Gruta da Ermegeira - buraco artificial construído para ser um túmulo coletivo - é um sítio, muito mais que um monumento. Nada tem de espetacular e quem a visitar com a ideia de ver algo como as "grutas de Mira d'Aire", por exemplo,  terá uma tremenda desilusão. O que lá está é um resto, um vestígio do que sobrou depois de 4 500 anos de História.

Aquele é UM SÍTIO por excelência e como tal deve ser preservado. É que ali foram encontrados, em 1939, dois pendentes de oiro e cinco contas tubulares também em ouro, que são, provavelmente, os mais antigos artefactos de ourivesaria em solo português. Isso bastou para que este sítio fosse classificado, em 1940, como Monumento Nacional. Esses objetos fazem parte dos Tesouros da Arqueologia Portuguesa, expostos no Museu Nacional de Arqueologia de Lisboa, em Belém.

O que teria sido aquele sítio, originalmente?
 A partir do texto do investigador Manuel Heleno que escavou a gruta e publicou um relatório na revista ETHNOS em 1942, o professor José Pedro Sobreiro fez um desenho que nos aproxima desse espaço original.
Ao mesmo tempo, o professor Jorge Ferreira da Silvas executou em latão as réplicas perfeitas dos referidos objetos de ouro, os quais podem ser vistos na pequena exposição patente ao público durante esta semana na sede da Junta de Freguesia do Maxial.

Para falar disto e apreendermos melhor o significado deste Monumento Nacional tão mal conhecido dos torrienses, haverá amanhã, dia 21, uma sessão pública na Junta de Freguesia do Maxial, com a presença de um Técnico do IGESPAR.
Quem quiser deslocar-se de Torres Vedras ao Maxial terá um autocarro da Câmara Municipal que partirá às 15H30 junto ao Tribunal.
Se o tempo o permitir, depois da sessão haverá uma visita ao sítio da gruta da Ermegeira.

11 abril 2012

UM MONUMENTO NACIONAL POUCO CONHECIDO: GRUTA DE ERMEGEIRA




A Associação do Património de Torres Vedras vai participar, mais uma vez, na celebração deste dia com a seguinte atividade:



Maxial é uma freguesia do Município de Torres Vedras com numerosos vestígios de ocupação humana desde a Pré-História. O mais significativo é a Gruta Calcolítica da Ermegeira – aldeia próxima da sede de freguesia – descoberta e explorada no final dos anos 30 do século passado. Do espólio existente avulta um par de pendentes de ouro, guardado no Museu Leite de Vasconcelos, em Belém, cuja valia e raridade explicam a classificação daquela estação arqueológica como Monumento Nacional. Da gruta resta apenas uma parte da calote, o que se explica pela ação do tempo e algum vandalismo. Mas aquele é um vestígio importante a preservar e que está em risco de ser desclassificado devido ao estado de abandono.


A Associação do Património de Torres Vedras, inspirada no lema deste dia – Do Património Mundial ao Património Local – decidiu realizar um programa de divulgação e sensibilização para este Monumento tão pouco conhecido dos torrienses, a decorrer em Abril no Maxial:

Dias 17 a 23
               Auditório da Junta de Freguesia do Maxial:
              - Pequena exposição alusiva ao período calcolítico, com peças do Museu Leonel  
                Trindade, de Torres Vedras             
      - Sessões com alunos das Escolas do Maxial, em horas a definir

Dia 21 (sábado)

             15H30: Autocarro da Câmara Municipal de Torres Vedras, junto ao Tribunal, para quem 
             quiser deslocar-se ao Maxial

             16H00 – Auditório da Junta de Freguesia:
                 Sessão evocativa e documental sobre a Gruta da Ermegeira. 
                 Intervenções: Joaquim Moedas Duarte, presidente da Associação do  
       Património de Torres Vedras e Emanuel Carvalho, Técnico de Arqueologia do 
       IGESPAR – Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico.

             17H30 – Visita ao local da Gruta Calcolítica da Ermegeira

Dia 22(domingo)

            09H00:Caminhada com passagem pelo local da gruta. Partida frente à Junta de Freguesia do
           Maxial. Percurso com cerca de 10 km, de nível fácil, aberto ao público em geral.

Participar nestas atividades é uma forma de ajudar a defender o nosso Património. 

A ADDPCTV agradece a colaboração da Junta de Freguesia do Maxial, do Município de Torres Vedras e dos técnicos do Museu Municipal Leonel Trindade, de Torres Vedras.

                                                                                                                            A DIREÇÃO DA ADDPCTV

13 março 2012

GRUTA CALCOLÍTICA DA ERMEGEIRA




O amanhã é hoje, já estamos a 13 de março.
Pois ontem andámos pela Ermegeira - freguesia do Maxial - e visitámos o que resta da Gruta Calcolítica ( da época de transição da Idade da Pedra Polida à Idade dos Metais - entre cerca de 4 500 anos e 1300 a.C.). Aqui foram encontrados os célebres "brincos" de ouro, que estão no Museu Nacional de Arqueologia Dr. Leite de Vasconcelos, em Belém, Lisboa.




Pouco resta da gruta mas mesmo assim o sítio deve ser preservado pois foi classificado como Monumento Nacional em 1940 devido à raridade e importância do espólio. No entanto corre o risco de ser desclassificado, como nos foi dito por um técnico do IGESPAR e lemos numa revista da especialidade.

A Associação do Património de Torres Vedras está a organizar uma ação de divulgação e de informação sobre este monumento, a realizar em Abril. Daremos conta do Programa em breve.

12 março 2012

RUA BRINCOS CALCOLÍTICOS





Percorremos hoje esta rua, provavelmente um caso único na toponímia nacional.
Rua Brincos Calcolíticos? Fica aqui o desafio: em que aldeia do nosso concelho se situa?

Amanhã vem o resto...

09 março 2012

07 março 2012

A COLINA DO CASTELO, DE DIA E DE NOITE

Fotos tiradas do terraço do Hotel Império:




















O NOSSO CONTRIBUTO PARA A REVITALIZAÇÃO DO CENTRO HISTÓRICO

A obra prossegue, como se vê por estas fotos tiradas em 4 de Março 2012.
O antigos e decrépitos edifícios estão a ser substituídos por espaços adaptados à vida associativa, social e cultural. Lá para o fim do ano faremos a mudança. Os torrienses terão aqui mais um motivo para frequentarem o Centro histórico.


 O característico arco sobre a calçada, ligando os dois edifícios






 O Castelo de Torres Vedras está mesmo ali em cima...


Do outro lado, os telhados da cidade






A Associação do Património de Torres Vedras uniu esforços com outras associações e está a construir a sua sede numa das zonas historicamente mais emblemáticas da cidade, na Calçada do Quebra-Costas, onde dantes existia a Sociedade Recreativa Operária. É o Forum Cultural que englobará, para além da Associação do Património e da S. R. Operária, o Espeleo-Clube de Torres Vedras e o ATV-Académico de Torres Vedras.
O projeto desta construção está integrado no projeto mais vasto TORRES AO CENTRO.