09 março 2012

07 março 2012

A COLINA DO CASTELO, DE DIA E DE NOITE

Fotos tiradas do terraço do Hotel Império:




















O NOSSO CONTRIBUTO PARA A REVITALIZAÇÃO DO CENTRO HISTÓRICO

A obra prossegue, como se vê por estas fotos tiradas em 4 de Março 2012.
O antigos e decrépitos edifícios estão a ser substituídos por espaços adaptados à vida associativa, social e cultural. Lá para o fim do ano faremos a mudança. Os torrienses terão aqui mais um motivo para frequentarem o Centro histórico.


 O característico arco sobre a calçada, ligando os dois edifícios






 O Castelo de Torres Vedras está mesmo ali em cima...


Do outro lado, os telhados da cidade






A Associação do Património de Torres Vedras uniu esforços com outras associações e está a construir a sua sede numa das zonas historicamente mais emblemáticas da cidade, na Calçada do Quebra-Costas, onde dantes existia a Sociedade Recreativa Operária. É o Forum Cultural que englobará, para além da Associação do Património e da S. R. Operária, o Espeleo-Clube de Torres Vedras e o ATV-Académico de Torres Vedras.
O projeto desta construção está integrado no projeto mais vasto TORRES AO CENTRO.

25 fevereiro 2012

TORRES VEDRAS À NOITE





Dedicadas a quem vive longe desta cidade e tem saudades dela. E aos que nela vivem e não a passeiam de noite. E também aos que passeiam de noite e sentem a magia destas ruas... 





[ Mais fotos: ver página GALERIA ]



FOTOS(C)MÉON
Fevereiro 2012

24 fevereiro 2012

TORRES VEDRAS À NOITE - O CENTRO HISTÓRICO

Noite de inverno, de um frio seco. Quase ninguém na rua. Passeando e fixando o olhar...



[ Mais fotos: veja GALERIA ]

Fotos(C)Méon
Fevereiro 2012

22 fevereiro 2012

MAIS VIDA NO CENTRO HISTÓRICO



A Associação do Património de Torres Vedras partilha a preocupação sentida pelos torrienses quanto à crescente e alarmante desertificação do Centro Histórico da cidade. Desde há mais de um ano temos vindo a publicar no jornal BADALADAS uma coluna dedicada a este problema, na qual procurámos incluir o contributo de pessoas de formação e perspetivas diferentes e complementares.

Na sequência destes textos sentimos a necessidade de aprofundar as análises e de alargar a discussão e a procura de soluções concretas.
Com estes objetivos, lançamos agora um CICLO DE 5 DEBATES sob o título genérico

                                         MAIS VIDA NO CENTRO HISTÓRICO

a realizar no AUDITÓRIO MUNICIPAL (Av. 5 de Outubro), das 16 às 18 H, nas datas e com os temas indicados:

10 MARÇO - O papel dos cidadãos na revitalização dos Centros Históricos

24 MARÇO - Espaços devolutos, novos usos culturais e criativos

14 ABRIL - Memórias do Centro Histórico

28 ABRIL - Arquitetura e Urbanismo

12 MAIO - Economia e inovação social.

Em cada sessão contaremos com a presença de CONVIDADOS ESPECIAIS, a anunciar oportunamente, e de alguns CONVIDADOS DE PRIMEIRA FILA.

As sessões são abertas. Esperamos a participação e o apoio de todos aqueles que anseiam por soluções para a revitalização do Centro Histórico da nossa cidade.



Ver página neste blogue: MAIS VIDA NO CENTRO HISTÓRICO

PATRIMÓNIOS 22 (BADALADAS, 10 FEVEREIRO 2012

RESSUSCITAR O CENTRO HISTÓRICO (III Parte)

André Tavares, Arquitecto


Depois de uma perspectiva geral dada no artigo introdutório e de uma incidência mais política e social no anterior, queria aqui focar-me no papel do Arquitecto e as suas dificuldades face à recuperação.  
Correndo o risco de me desviar do assunto central da coluna e textos anteriores, parece-me necessário esclarecer e analisar uma série de mitos construídos ao longo do tempo, e que devem ser prontamente ultrapassados.

O arquitecto é quase sempre imaginado como um indivíduo elitista e de trato difícil, tendendo a tomar as rédeas dos projectos sem consideração pelo cliente e pelas suas necessidades. Dizem alguns que o seu trabalho é caro e, – não fosse a necessidade legal de o contratar, – desnecessário. O arquitecto serviria somente para fazer o “boneco para a Câmara”, e mal o projecto fosse aprovado tornar-se-ia dispensável. Se for uma obra de interiores que não necessite de projecto, então é absolutamente desnecessário.
Vamos tentar desmistificar estes pressupostos.
Existindo profissionais diferentes em todas as áreas, todos eles com feitios e métodos de trabalho distintos, é natural que algumas pessoas tenham tido más experiências com profissionais arrogantes ou prepotentes. No entanto, isto acontece com a mesma facilidade num consultório dentário ou num escritório de advocacia. Apesar de já existirem muitos exemplos de uma arquitectura democrática, de uma arquitectura para todos, participada e participativa, o mito subsiste, talvez por desconhecimento de melhores exemplos.
Um bom arquitecto será aquele que faz o possível para mostrar ao seu cliente novos caminhos e diferentes soluções para um mesmo problema, – para além dos convencionais, – para o resolver. A complexidade de questões que envolve a arquitectura não permite que o seu trabalho se limite a um desenho. Qualquer projecto necessita de mais questões resolvidas do que aquelas que cabem no esboço de uma planta à escala 1/100.
Ao se contratar um profissional tem de haver um espírito aberto e confiar-se na sua experiência. Se o arquitecto se limitar a seguir escrupulosamente o programa sem introduzir nada de novo, o cliente está a ser mal servido.
Um projecto de arquitecto é caro. Será?
Só o preconceito leva muitas vezes a que o profissional nem sequer seja consultado. Um produto só se torna caro se for possível compará-lo com outro de qualidade equivalente e por menor valor. Acontece que muitas vezes se confunde um mero desenho técnico com um estudo aprofundado e cuidado, construído à medida de cada cliente e de acordo com as suas necessidades específicas.
Quanto ao “boneco”. Verifica-se que, se for bem feito, o trabalho do arquitecto não se reduz a um mero desenho, pois está intrinsecamente ligado à pormenorização, à escolha de materiais e soluções técnicas adequadas, e sobretudo a uma capacidade de síntese e de gestão do programa definido pelo cliente e em função de uma ideia de habitar.
A construção do projecto de execução é, ao contrário do que se pensa, a parte mais importante do trabalho do arquitecto, pois que uma organização cuidada pré-obra antecipa grande parte dos problemas e conduz à sua resolução à priori. Seguido de um acompanhamento rigoroso em obra, por parte de um técnico especializado, leva não só a espaços mais equilibrados, confortáveis e apetecíveis, como também, na grande maioria dos casos, a uma maior economia, suplantando não só os honorários iniciais do técnico, como prevenindo as tradicionais derrapagens orçamentais.

**********

Voltando aos Centros Históricos, parece-me óbvio que os promotores e construtores só beneficiariam da colaboração com técnicos especializados. O mercado está saturado de recuperações amadoras e de má qualidade estética e técnica, tanto na habitação como no comércio e serviços, e que na procura do “barato” acabam por ficar não só mais caras como aquém dos objectivos previstos.
É necessário que no novo esforço de recuperação haja uma maior sinergia entre profissionais da construção, arquitectos, urbanistas e designers, que permitam produtos finais qualificados e atractivos com orçamentos equilibrados, a fim de nos devolver as cidades e fazer ressuscitar os nossos Centros Históricos.  



VISITAS A ESTE BLOGUE












                                                                                       

Visualizações de páginas no último mês
3 015
Histórico total de visualizações de páginas
24 713

                                                                               
                 
Registamos com agrado a progressão de visitas ao blogue da Associação do Património de Torres Vedras. Significa que aumenta o interesse pelo trabalho de defesa e divulgação que aqui tentamos fazer.
Obrigado pelo vosso incentivo.

18 fevereiro 2012

Carnaval de Torres 1932


Uma curiosidade histórica. Muito interessante comparar as ruas de então com as de agora.
E as pessoas? Onde estarão agora?
Viver o carnaval hoje em Torres Vedras é, de alguma forma, homenagear a memória dos que o criaram, nos primeiros anos do séc. XX.
Carnaval: uma saudável transgressão do cinzento quotidiano em que vivemos tantas vezes.

14 fevereiro 2012

IMAGENS DO CARNAVAL TORRIENSE

Imagens retiradas do livro A LITERATURA NOS CARNAVAIS DE TORRES, de Jaime Umbelino, ed. da Câmara Municipal de Torre Vedras, 2005


Anos 2o do séc. XX. Largo da Estação

Anos 20 do séc. XX. Avenida 5 de Outubro. O primeiro prédio da esquerda é onde hoje se situa a loja Corte Ideal.

Espontâneos, no carnaval de 1934. Do lado direito era o Bairro Tertuliano. As casinhas baixas do lado direito ao fundo era onde até há poucos anos existia a taberna do Venceslau, junto à Igreja daGraça.

Carnaval de 1931. Bem visível à direita, o pórtico da Igreja de S. Pedro.

* * *

Este livro reune os textos escritos por Jaime Umbelino para as "cerimónias" do Carnaval torriense a partir dos anos trinta do séc. XX: discursos aos reis do carnaval, testamentos para o enterro, piadas...

A título de exemplo, um trecho do discurso de 1940:



Estava a linda Inês posta em sossego
(Aonde não se sabe nem interessa)
Na margem do Sizandro ou do Mondego
- Era aí o teatro da tal peça –
Quando o Adamastor, irado e cego,
Se alevantou, sentado na tripeça,
E, calmo, disse assim, por entre as pedras:
Carnaval só há um: - em Torres Vedras!

E as ninfas e os faunos e as sereias,
Soprando na trombeta a alta Fama,
Trataram de secar ao sol as meias,
Dormiram... levantaram-se da cama,
E vieram calçando mil areias,
Sem medo ao sol, à chuva ao vento, à lama
Atravessando o mar e os oceanos ...
Só para ver o Chafariz dos Canos!...



10 fevereiro 2012

OLH ' Ó BARRETE ! AÍ ESTÁ O DE 2012!





O BARRETE 2012

Vai ser lançado amanhã, junto ao monumento do Carnaval, no Largo da Graça, a partir das 10H00. 

A coisa começou na brincadeira, em 1996. Agora já é um caso sério. Ano após ano, as barretadas sucedem-se ao ritmo do Carnaval torriense. Mentirolas verdadeiras ou verdades mentiradas, invenções e imaginações, desenhos e cartoons, sátiras e piadas, brincadeiras a mandar pró azar – é um ver se te avias, nesta lufada fresca que todos os anos rebenta na tola dos torrienses: O BARRETE!
Não fujam! Ele vem aí outra vez! Brincadeira pegada, não ofende nem maltrata, mesmo que alguns se sintam apalpados e outros fiquem amuados. E até há quem se ofenda por ser ignorado, por não aparecer na caricatura. Nisto, como no resto, não se pode agradar a todos. Mas TODOS podem ler O BARRETE! Baratinho – 1 €! – só para não se dizer que é à borla. Poucochinho mas agradecido, é o que diz a Associação do Património de Torres Vedras que vê no “Carnaval mais português de Portugal” um património a defender. Por isso, há 16 anos que inventa este BARRETE. Esperando que os torrienses o enfiem com a mesma alegria com que ele é feito.




07 fevereiro 2012

IMAGENS DE TORRES VEDRAS - Escavando o antigo cemitério


Até às primeiras décadas do século XIX os enterramentos eram feitos dentro das igrejas. Foram os governos constitucionais que, a partir de 1835, lançaram legislação que obrigava a que se fizessem fora dos templos, o que originou violentas revoltas populares, sobretudo no norte do país.
Mas, pouco a pouco, os terrenos contíguos às igrejas passaram a ser utilizados como cemitérios, o que se verifica ainda hoje em muitas aldeias por esse país fora. Nas povoações maiores, devido ao rápido aumento da população e à expansão urbana, os cemitérios foram sendo empurrados para a periferia. Em Torres Vedras isso aconteceu com o Cemitério de S. João, criado em meados do séc. XIX, fora do perímetro urbano, mas cem anos depois foi absorvido pela cidade, obrigando à criação do atual Cemitério de S. Miguel em finais dos anos 70 do séc. XX.


Vem isto a propósito das obras em redor da igreja de S. Pedro que se iniciaram há duas ou três semanas e que puseram a descoberto alguns túmulos oitocentistas. Duas arqueólogas estão a fazer um reconhecimento destes despojos, para posterior estudo. Como nos explicaram no local, não se trata de uma escavação pormenorizada e minuciosa, que não cabe no âmbito destas obras. É apenas o assinalar a existência deste tipo de cemitério.
Claro que gostaríamos que se fizesse uma investigação profunda, escavando, fotografando,desenhando e estudando os possíveis estratos de ocupação humana ao longo dos séculos. Todavia temos de reconhecer que isso implicaria muitos meses de estaleiro aberto, com os consequentes custos financeiros e incómodos incomportáveis para a vida urbana.


Vejamos algumas imagens do que vimos hoje quando por lá andámos:


Nesta vala, aberta na rua que passa pelas traseiras do Chafariz dos Canos ( junto à conhecida loja de cabedais) encontramos a base de um muro muito antigo em pedra que, pela orientação, pode muito bem ser os restos do aqueduto que alimentava o Chafariz e que, nesta zona, já era subterrâneo.





Mais à frente, nesta mesma vala, foram encontrados vários esqueletos ( um deles, coberto por plástico, na foto do início), objeto de registo meticuloso pela equipa que aqui trabalha, constituída por uma arqueóloga e uma antropóloga:










São visíveis as estruturas em pedra de alguns túmulos, com os blocos desenhando o comprimento do corpo: 




Outros ainda têm as pedras de cobertura, sob as quais estão os esqueletos:



Um último comentário: estes vestígios de inumações humanas, longe de serem achados macabros, permitem uma percepção mais profunda da memória coletiva, pois são testemunhos mudos de vidas que nos antecederam e transmitem-nos a dimensão temporal da ocupação de um espaço por uma comunidade secular como é a nossa. 



05 fevereiro 2012

LARGO DUQUE DE WELLINGTON

Já foi praça do peixe e largo do Rosário, por nela se situar a ermida da Srª do Rosário que já antes fora Srª dos Farpados, anexa ao hospital dos Farpados. Neste terreiro  correram-se touros em 9 de Agosto de 1652, quando o rei D. João IV passou três dias em Torres Vedras (Ver Júlio Vieira, Torres Vedras Antiga e Moderna, 2ª ed., LivrodoDia / ADDPCTV,  pp.164-5, 169, 273 e 300)

Era assim até há três semanas:



Agora está em obras:






Veremos como vai ficar...