18 maio 2011

MONUMENTOS DE TORRES VEDRAS - CAPELA DE Nª SRª DO SOCORRO

















(Fotos de J Moedas Duarte, 2010)

Situada no Monte do Socorro, freguesia do Turcifal, está classificada como "Imóvel de Interesse Público".

Leia-se a discrição:

ERMIDA DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO

«Quem se desloque pelas estradas dos concelhos de Torres Vedras, Sobral de Monte Agraço ou Mafra con­torna sempre o monte do Socorro, cuja enorme e escal­vada massa, coroada pela alva capela, é como que um eixo de toda esta região estremenha. Demais, a estrema dos concelhos de Mafra c Torres Vedras passa pelo cume do monte, dividindo as próprias edificações, donde resulta ficar a ermida a pertencer à freguesia de Enxara do Bispo.
A vista que do seu eminente eirado se desfruta é como se fora de avião, cimeira aos povoados e vilas e acidentes orográficos, estendida desde Peniche até às torres do Convento de Mafra, que surgem por detrás de altos cabeços como mastros de um navio a dobrar o horizonte...
Embora haja uma velha tradição de mesquita moura, o certo é que a actual capela é apenas uma sugestiva construção gótico-manuelina. A sua estreita e obscura nave é coberta por uma abóbada de dois tramos de grossas nervuras chanfradas, com bocetes de rosetas, um deles com serpentes entrelaçadas. Os capi­téis e mísulas são de tipo manuelino, no ornato de grossas cadeias horizontais. A porta lateral tem, na face que daria para o primitivo exterior, um recorte manuelino. O púlpito setecentista, de laje de mármores rosado, completa-se por uma bojuda varanda de madeira. A pia de água benta é cúbica e de pedra, assente num colunelo.
A capela-mor, precedida por pequena e boa teia de mármores, é de planta quadrada, cortada nos can­tos por nichos e pequenos silhares de azulejos. Cruzam a abóbada duas nervuras modificadas por posteriores remodelações. Nas paredes, os silhares de azulejos azuis e brancos representam, em quatro painéis, os Evange­listas. 0 retábulo de talha é naturalmente pequeno mas cuidado, de quatro colunelos salomónicos e exíguos nichos de baldaquinos com sanefas nos intercolúnios, onde se veneram as imagens de S. Joaquim e Santa Ana. A imagem de Nossa Senhora do Socorro, com o Menino, e uma pequeníssima pomba na mão, está muito repin­tada. O frontal de altar, pintado, imita um velho tecido.
Cobre a sacristia uma abóbada baixa de nervuras cruzadas que assentam sobre mísulas em forma de pirâmides invertidas. No bocete esculpiu-se uma cruz emoldurada por uma corda. 0 pequeno lavabo é de mármores do século XVII.
Antecede a capela uma galilé de abóbada de berço, posterior à sua construção. A porta principal foi re­feita, conforme a inscrição datada de 1820.
A tradicional festa ocorre a 5 de Agosto. Para os romeiros existem, à volta da ermida, casas antigas e outras mais recentes.»

(In: Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa – Torres Vedras, Lourinhã e Sobral de Tem Agraço – Junta Distrital de Lisboa, 1963)


10 maio 2011

AMIGOS DO NOSSO PATRIMÓNIO

A partir de agora teremos todo o gosto em partilhar as fotos dos nossos amigos que no-las queiram facultar. Elas irão sendo publicadas na página GALERIA. Começamos com Eduardo Catarino. Obrigado.

04 maio 2011

UM GRANDE ACONTECIMENTO CULTURAL - CONVITE






LANÇAMENTO PÚBLICO EM 9 DE MAIO

TORRES VEDRAS ANTIGA E MODERNA,

de Júlio Vieira

A Associação do Património de Torres Vedras teve a iniciativa, a Livrododia associou-se, a Câmara Municipal apoiou e a obra aí está, em segunda edição. A primeira, de 1926, estava há muito esgotada. Livro imprescindível para quem quiser conhecer a História torriense.

Mas uma obra com 85 anos não estará desactualizada? A resposta é clara: não! Apesar do extraordinário incremento dos estudos recentes que vieram esclarecer e completar aspectos particulares do conhecimento do nosso passado, o livro de Júlio Vieira mantém uma indiscutível actualidade. Debruçando-se sobre a História de Torres Vedras, a cidade e o concelho, continua a ser de consulta imprescindível. Mais ainda: não perdeu a frescura da escrita. O estilo elegante, rigoroso e sóbrio garante-lhe uma surpreendente proximidade com o leitor de hoje.

É sabido que outra obra básica sobre a História torriense é a do P. Agostinho Madeira Torres, publicada em 1819, com as anotações posteriores dos responsáveis da 2ª edição em 1861, que a enriqueceram mas tornaram de difícil consulta. Está apenas disponível hoje numa edição de 1988, fac-similada, de fraca qualidade gráfica.

Júlio Vieira incorporou essa informação e ampliou-a por investigação própria, apoiando-se em fontes documentais que cita abundantemente, num trabalho de grande probidade intelectual. O resultado foi esta obra publicada em 1926. Sai agora, finalmente, a segunda edição, que respeita integralmente o original mas enriquecida com anotações dos historiadores locais nossos contemporâneos, Carlos Guardado da Silva e Venerando Aspra de Matos, e com utilíssimos índices onomástico, toponímico e didascálico.


 
Júlio Vieira (1880-1930)
 
Um dos objectivos da Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras é contribuir para um maior interesse de todos os torrienses pela sua História. Ao longo de 32 anos de existência (1979-2011) esta tem sido uma das suas linhas de orientação, expressa nas inúmeras intervenções e actividades que desenvolve, quer nas páginas da imprensa regional quer nos debates públicos ou nos pareceres sobre projectos autárquicos.

A iniciativa de reeditar o livro de Júlio Vieira é mais um contributo da ADDPCTV para o conhecimento da nossa história local.
A Associação do Património de Torres Vedras, através desta reedição, presta público reconhecimento ao ilustre cidadão torriense que foi Júlio Vieira.
                                                                     

                                                                      * * *


Esta foto ajuda-nos a recuar no tempo. É um postal dos anos 20 do século passado. À direita, a rua Dias Neiva – é agora a 9 de Abril. Ao centro, o edifício de dois pisos, onde está hoje o prédio de três andares da Havaneza, construído nos anos 30/40.

Olhando à esquerda, vemos o edifício pertencente à Misericórdia, que ainda hoje existe. Mas a loja – actualmente o “Luís Pereira” – era a Sapataria Vieira, pertencente a Júlio Vieira, de quem falamos a propósito da História torriense. Os vultos em que se fixa agora o nosso olhar eram seus contemporâneos.

Homem de prodigiosa actividade! Viveu apenas 49 anos mas deixou marcas indeléveis na terra que tanto amou: além de comerciante com sucesso na área do calçado, foi proprietário e redactor de jornais locais, dirigente político republicano, activista sindical e associativo, impulsionador de iniciativas de desenvolvimento regional, publicista e historiador.
O nosso olhar perde-se nesta contemplação e encontra na História, escrita por homens como Júlio Vieira, a ponte que vem do passado para ligar os de hoje aos que já aqui viveram e morreram.


28 abril 2011

PATRIMÓNIOS 9

Actividade comercial no centro histórico - como ultrapassar alguns constrangimentos
 Fernando Jorge Fabião (Jurista)
(Publicado no BADALADAS EM 29 ABRIL 2011)

Não podemos esquecer que a qualidade de um centro histórico resulta necessariamente de um conjunto de valores que, para os seus habitantes, assumam um carácter emblemático, nomeadamente a preservação de espaço público. No entanto não existe espaço público de qualidade sem pessoas na rua e sem comércio activo. As soluções puramente urbanísticas são insuficientes. É necessário criar mecanismos jurídicos e aproveitar os já existentes, de apoio à manutenção e criação do pequeno comércio, de modo a propiciar a continuidade de um centro histórico com vida.
É no quadro de um ordenamento jurídico mais ágil e que crie incentivos indirectos ao pequeno investimento, que algumas soluções podem ser encontradas. Quer pela via de alterações do IMI (Imposto Municipal de Imóveis), já sugeridas nesta coluna por Rui Matoso, quer pela aplicação do RDP (Regime de Declaração Prévia), que regula a instalação dos estabelecimentos de comércio alimentar e de certos estabelecimentos de comércio não alimentar e de prestação de serviços.
Um pequeno centro histórico como o de Torres Vedras necessita urgentemente, para além da requalificação urbana, de uma divulgação, junto da população, dos mecanismos legais que permitam a criação de pequenos estabelecimentos que, com qualidade, criem e fidelizem consumidores.
Um dos pontos de partida terá de passar por alterações profundas ao regime de licenciamento constante do Decreto-Lei nº 370/99, de 18 de Setembro, o que foi iniciado pelo Decreto-Lei nº 259/2007 de 17 de Julho.
De que forma é que o RDP se poderá aplicar a estabelecimentos comerciais inseridos no centro histórico? É esta a questão a que tentarei responder.
No quadro legal vigente não está prevista, relativamente ao RDP, qualquer solução diferenciada para estabelecimentos existentes ou a instalar nos centros históricos. No entanto, cumpre relembrar que o RDP aplica-se não só à abertura de estabelecimento mas também à alteração do tipo de actividade ou ramo de comércio que explora o referido espaço.
O RDP consiste no essencial na necessidade de, no período até vinte dias úteis antes da abertura do estabelecimento ou da alteração de ramo, apresentar uma declaração na Câmara Municipal e cópia na Direcção-Geral de Empresa, na qual o titular se responsabiliza de que o estabelecimento cumpre os requisitos adequados ao tipo de actividade ou ao ramo de comércio por que tenha optado.
Posteriormente, as duas entidades acima mencionadas, emitem comprovativos da apresentação da referida declaração, que permitem proceder à abertura/alteração de ramo.
 Sem prejuízo da obrigatoriedade de respeitar as regras estabelecidas em matéria de urbanização e edificação, é necessário ter presente que não é obrigatória a vistoria prévia à laboração e à emissão de alvará.
Por outro lado, as empresas passam a ser responsabilizadas no que concerne à segurança alimentar, responsabilização estabelecida pelos regulamentos (CE) nº 852/04 e nº 853/04 do Parlamento Europeu e do Conselho de 29 de Abril, nomeadamente no que diz respeito à necessidade de aplicação de sistemas de auto-controlo baseados nos princípios de análise de pontos críticos designado por HACCP (Hazard Analysys Critical Control Point).
O Regime de Declaração Prévia permite ultrapassar alguns constrangimentos que existiam em termos de licenciamento e que de uma forma relativamente célere permite o fomento de pequenas empresas em diversas áreas.


O futuro do centro histórico de Torres Vedras tem sido discutido em múltiplas ocasiões e sob vários ângulos. Neste e em artigos posteriores vou tentar expor alguns elementos que, do ponto de vista jurídico, poderão contribuir para ultrapassar alguns constrangimentos detectados.

23 abril 2011

LARGO DE SANTO ANTÓNIO

É um espaço muito bonito, de facto, apesar do excesso de muros e poiais para as árvores que ali foram feitos em anos recentes.
Não há referências históricas a este largo, que na Idade Média não existia, dado que o pano da muralha corria paralelo à Rua dos Mercadores (actual Rua dos Cavaleiros da espora Dourada). O Largo de Santo António terá resultado da expansão da vila para poente, já nos séculos XVIII / XIX.

Aqui ficam algumas fotos tiradas há poucos dias.



Escadinhas de Santo António com o muro da "cerca da Josefa"



Largo de Santo António




Casas do Largo de Santó António

21 abril 2011

CHAFARIZ DOS CANOS - IMAGENS POUCO HABITUAIS

A zona do Chafariz dos Canos entrou em obras. Os Serviços Municipalizados informam no seu site que  "vão proceder à remodelação das infraestruturas de água e saneamento da zona do Chafariz dos Canos, parte da rua Cândido dos Reis, rua João de Meneses, travessa S. Pedro e Travessa do Rosário. Por este motivo, estas vias irão ser cortadas ao trânsito a partir do próximo dia 11 de Abril, prevendo-se que as obras terminem no início do mês de Junho, após o que a Câmara Municipal iniciará os trabalhos de repavimentação, no âmbito das referidas obras de requalificação da zona."
Passámos por lá na visita guiada, domingo dia 17, e não gostámos de ver o espaço fronteiro ao Chafariz transformado em estaleiro, com veículos de apoio a taparem completamente a vista do Monumento. Felizmente, o apelo que fizemos junto do responsável da obra teve resposta positiva, como pudemos confirmar hoje.

Vejam-se agora as fotos , algumas delas com perspectivas pouco habituais, tiradas neste últimos dias. A reportagem é de J. Moedas Duarte, que muito agradece aos proprietários que facilitaram o acesso para tirar fotografias.

 
18 de ABRIL . Estava assim o estaleiro de obras dos Serviços Municipalizados 


Vista do 3º andar do prédio contíguo


Idem

O terraço do Chafariz dos Canos, cheio de ervas


Pormenor das ameias do Chafariz
 
20 ABRIL 2011. Estaleiro dos SM, já arrumado. 

Terraço do Chafariz. 20 ABRIL 2011

Terraço

Terraço. 20 ABRIL 2011

Edifício nas traseiras do Chafariz dos Canos, com acesso ao terraço do Chafariz

16 abril 2011

IMAGENS ANTIGAS DO CHAFARIZ DOS CANOS - TORRES VEDRAS



INÍCIO SÉC. XX



 ANOS 20 / 30


1954

1963


1963



1972 : construção do "prédio do Reinaldo"


MEMÓRIAS DA ÁGUA - Visita guiada no próximo domingo 17 ABRIL


A Associação do Património de Torres Vedras associa-se a esta data através de uma parceria com o Museu Municipal Leonel Trindade para a realização de uma VISITA GUIADA aos lugares históricos da água, no dia 17 de Abril, das 15H30 às 17H30. O ponto de partida será o Claustro do Convento da Graça. Mais pormenores AQUI.


 Largo do Município, início do séc. XX, com o Chafariz ao fundo


15 abril 2011

PATRIMÓNIOS - 8




A Antropologia Urbana e a etnografia dos centros históricos – III

As flores da Rua de S. Miguel

Joaquim Ribeiro *

 (Publicado no BADALADAS em 8 ABRIL 2011)


No meu último texto evoquei o conceito de “comunidade imaginada”, de Benedict Anderson, para sugerir a necessidade de “requalificar” a memória da população local. Na verdade, todas as propostas para um centro histórico urbano são válidas: recuperação dos edifícios degradados, atracção de novos moradores ou o desenvolvimento de projectos artísticos e turísticos. No entanto, para a consolidação da memória de uma zona histórica de uma cidade não é suficiente fazer obras em prédios antigos para os tornar mais resistentes ou até mais modernos no seu interior de forma a atrair novos moradores, que, no fundo, vão lá apenas pernoitar. O aproveitamento de edifícios para outros fins, como o da atracção turística, desenvolvimento de projectos artísticos ou animação nocturna, são óptimos para chamar visitantes ao local, mas o processo esgota-se aí. Os moradores mais antigos que assistem a estes movimentos já lá estavam e lá continuam depois da fugaz incursão dos forasteiros.
A noção de vizinhança deve ser estimulada pelo convívio entre os membros da comunidade, na partilha de práticas culturais e de interesses mútuos, em redor do espaço comum que habitam. Aqui é fundamental o papel das associações, como o Atlético Clube Torreense, na encosta entre o Largo de Santo António o Largo Coronel Morais Sarmento. Actualmente a sua actividade resume-se provavelmente ao mais importante: ponto de encontro diário dos moradores, a maioria idosos, que ali passam as tardes e os serões.
Um exemplo daquilo que reforça o sentimento de vizinhança na zona histórica são as flores da Rua de S. Miguel, artéria que vai desde o castelo até à ponte de S. Miguel (no extremo norte da Rua de S. Gonçalo de Lagos). Os seus moradores fazem questão de decorar o exterior das suas habituações com vasos de flores, uma prática cuja origem se perde no tempo e que reforça o sentimento de comunidade, na medida em que envolve os vizinhos e os une no orgulho de embelezar a sua rua. Por isso ficaram decepcionados quando o ano passado, pela primeira vez, a Procissão das Velas (na noite de 12 para 13 de Maio) saiu da igreja de Santa Maria mas já não passou pela Rua de S. Miguel. Antes, a procissão passava à frente daquelas casas, onde os moradores espalhavam flores na calçada e empenhavam-se colectivamente nas decorações florais às suas portas. Este é um exemplo de como a requalificação de um local com importância histórica deve sobretudo dar atenção à recuperação de tradições populares, como uma festa, o “almoço dos castelhanos” ou a passagem da Procissão das Velas sobre um manto de flores que os locais se empenharam em recolher e que era importante para a comunidade que voltasse a passar pela Rua de S. Miguel.
·       Mestre em Antropologia pelo ISCTE-IUL


09 abril 2011

IMAGENS ANTIGAS DE TORRES VEDRAS

Duas fotos panorâmicas de Torres Vedras a partir da encosta do Varatojo. Início do Séc. XX.






A Associação do Património vai fazer o lançamento da 2ª edição do livro de Júlio Vieira, TORRES VEDRAS ANTIGA E MODERNA, no próximo dia 9 de Maio, nos Paços do Concelho. Será apresentador D. Manuel Clemente, bispo do Porto, historiador e torriense ilustre.

Para assinalar este acontecimento fazemos aqui a divulgação de algumas fotos antigas de Torres Vedras.
Muito gostaríamos que nesta divulgação pudéssemos contar com a colaboração dos leitores e visitantes deste blogue. Caso as tenham, enviem-nos as vossas fotos digitalizadas, com a respectiva identificação e data exacta ou aproximada, se a souberem.
A sua publicação é uma forma importante de divulgação e preservação do nosso Património e constituirá um precioso instrumento de trabalho para os estudantes das nossas escolas.
Desde já agradecemos a vossa colaboração.

08 abril 2011

RECORDAÇÃO DA FONTE NOVA


Diz Júlio Vieira:

"O chafariz da Fonte Nova que fica ao sul da vila sobre a estrada que vai para Lisboa, é também um monumento antigo, mas a sua construção só oferece o interesse da antiguidade e de notável o facto de conter na parede do tanque, que é recortada de ameias, , o brasão das armas da vila com a data de 1529."  (TORRES VEDRAS ANTIGA E MODERNA, Júlio Vieira, Torres Vedras, 1926)

Não sabemos quando foi demolido. Ao que parece, entrou em ruína e acabou por ser sacrificado ao alargamento da estrada. Salvou-se o bloco de pedra com o brasão da vila, que se encontra no Museu Municipal, como se pode ver:


Brasão de Torres Vedras, proveniente da Fonte Nova
Museu Municipal Leonel Trindade, Torres Vedras

No local foi contruído um novo fontanário nos anos 80 do século passado. Pretendeu-se evocar o antigo chafariz, lugar de paragem obrigatória dos almocreves e demais viajantes ou moradores. Na parede foi colocada uma réplica do antigo brasão.