04 dezembro 2010

A SESSÃO DE ONTEM

Foto de 1954



Para quem não pôde participar: a sessão sobre o Chafariz dos Canos correu bem. Isto é: atingiu os objectivos propostos, a saber:

1 .  fundamentar a prioridade absoluta da intervenção no Chafariz dos Canos;

2 .  reforçar o alerta sobre a degradação vergonhosa a que chegou este Monumento e a sua    
       envolvente;
3 .  informar sobre os Projectos existentes na Câmara Municipal para resolver a situação.

O presidente da Associação, Joaquim Moedas Duarte,  abordou a realização deste encontro à luz da legislação que rege a defesa do Património, nomeadamente o seu artigo 10º (Estruturas Associativas de Defesa do Património Cultural). Fez um beve historial das promessas autárquicas e dos adiamentos das obras do Chafariz,  e apresentou um conjunto de imagens, algumas delas pouco conhecidas e outras com grandes planos elucidativos do estado de degradação do Monumento.

Seguiu-se uma abordagem histórica, a cargo de Carlos Guardado, presidente da Assembleia Geral da Associação, que nos trouxe tudo o que hoje se sabe sobre este Monumento medieval.

Para o terceiro objectivo convidámos Carlos Bernardes, vice-presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, que informou:

- o restauro "é uma prioridade absoluta", a par da requalificação do Largo envolvente
- a Câmara está em contacto permanente com o IGESPAR para o restauro do Monumento, 
   procurando a melhor empresa na área deste tipo de trabalho
- o concurso para a obra de restauro vai ser lançado este mês (Dezembro de 2010)
- a obra deverá iniciar-se o mais tardar no próximo verão
- a requalificação do Largo está integrada no projecto Torres Ao Centro
- a Câmara está em negociações com o proprietário do edifício do lado poente, a fim de se encontrar  uma solução para o estado deplorável em que se encontra
- as intervenções devem ter em conta a necessidade de articular os três pontos históricos daquele  Largo: o Chafariz, o Passo da Procissão dos Passos e os vestígios da muralha medieval.

A assistência - trinta pessoas - participou no debate final, pondo questões à Mesa.

03 dezembro 2010

CUIDEMOS DO QUE É NOSSO. ANTES QUE SEJA TARDE.







CHAFARIZ DOS CANOS – PRIORIDADE ABSOLUTA
SESSÃO PÚBLICA HOJE – 3 DE DEZEMBRO, 21 h –
NO AUDITÓRIO MUNICIPAL DA AV. 5 DE OUTUBRO.
A Associação do Património tem insistido vezes sem conta na necessidade de restaurar este Monumento Nacional e de requalificar o espaço envolvente. É intolerável o estado de abandono e desleixo em que se encontra e disso nos dão conta muitas pessoas que connosco se cruzam. É certo que existem projectos na Câmara mas não têm passado disso mesmo.

Repare-se: em Agosto de 2009 o grande destaque no BADALADAS era o anúncio do Presidente da Câmara de que as obras no Chafariz iriam ter início em Outubro desse ano e tal era apresentado como resposta aos alertas da Associação do Património. Não passou da intenção.

Em Abril de 2010, também com destaque de 1ª página neste jornal, o Presidente Carlos Miguel apresentava justificações para o atraso no arranque das obras e tranquilizava a repórter do jornal que se afoitou em assegurar: “o prazo de execução da obra será de três meses e deverá estar concluída até ao final do ano”.
O ano está a chegar ao fim e aquele nobre Monumento continua em apagada e vil tristeza. Até quando?

Não sabemos se a crise e as reduções de dotação financeira do Estado vão constituir desculpa para mais um atraso. O que não podemos é contemporizar com alterações de prioridades que venham a deitar para data incerta o início urgente das obras.

É oportuno recordar excertos do que propusemos no nosso Parecer sobre a Revisão do Plano do Centro Histórico, emitido em Outubro de 2006:

«Discordando do que é afirmado na página ---- onde se diz não possuir o centro histórico de Torres Vedras um monumento significativo - queremos lembrar que o Chafariz dos Canos é uma construção quase única no seu género, no país (pelo menos) e por isso merecedor de todos os cuidados e de toda a valorização que lhe possamos dedicar. Infelizmente a história recente do nosso desprezo por esta jóia patrimonial é sobejamente conhecida e não vamos aqui recordá-la. Impõe-se, no entanto, que não desperdicemos a oportunidade da revisão do plano para propor algumas medidas de salvaguarda e valorização que o monumento e o espaço que o envolve tanto reclamam. Assim, propomos um conjunto de acções de valorização.
·        Proceder a um estudo aprofundado do seu estado de conservação, tendo em conta, designadamente, a erosão de alguns trechos escultóricos (capitéis, arquivoltas, etc), a sua estrutura construtiva (exame de comportamento das juntas) da sua cobertura, etc.,
·        Proceder a diligências que permitam averiguar com a EDP da possibilidade de retirar o posto de transformação ainda instalado na parte traseira do edifício, designadamente para estudo arqueológico das suas fundações e canalização primitiva.
·        Averiguar das possibilidades de resolver - com uma solução digna – a questão do abastecimento de água corrente, sem o qual o monumento perde a sua função e o seu simbolismo. Proceder à instalação de uma adequada iluminação monumental que o possa valorizar de noit
·         Renovação do Largo Infante D. Henrique: a reposição do antigo tanque - bebedouro fronteiro ao Chafariz, retirado nos anos trinta, afigura-se hoje difícil, por falta de elementos iconográficos qualificados. Nos anos sessenta foi construído um espaço “ajardinado”, com canteiros que, em parte, impedem a visão integral do pavilhão gótico. Cremos ser a hora de libertar o pequeno espaço do largo de tal decoração, intervindo apenas a nível do pavimento. Para tal propomos que seja retirado os canteiros e se abra um pequeno espelho de água, com localização e planta semelhante ao tanque, de baixa profundidade, a fim de sublinhar o elemento água e de referenciar a peça que ali existiu. O efeito plástico desta instalação valorizaria em muito o monumento – sobretudo conjugado com a iluminação - sem contudo interferir com a sua imagem. Integrar neste arranjo as duas peças escultóricas decorativas (golfinhos) que pertenceram ao tanque se encontram actualmente no relvado fronteiro à capela de S. João.»
Por último recordamos as palavras que escrevemos num folheto de anúncio da Sessão de hoje – para a qual convidamos todos os que se preocupam com o nosso Património:
Chafariz dos Canos: memória de pedra. Está ali há mais de 600 anos. Vinte gerações de torrienses beberam dele. Peça arquitectónica única no país. Chegou até nós porque cuidaram dele. E a nossa geração? Diz-se que há projectos. Mas continuamos a vê-lo desfazer-se aos poucos. Cuidemos do que é nosso. Antes que seja tarde.


02 dezembro 2010

SESSÃO PÚBLICA

Foto em 1 Dezembro 2010

CHAFARIZ DOS CANOS
um longo passado...
Um triste presente...
Que futuro?

A presença de todos nós é necessária, para atingirmos os objectivos desta SESSÃO PÚBLICA

3  DEZEMBRO (SEXTA-FEIRA)
21 H. AUDITÓRIO MUNICIPAL
AV. 5 DE OUTUBRO

para a qual convidámos 
o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras
Carlos Bernardes.

OBJECTIVOS:

. fundamentar a prioridade absoluta da intervenção no Chafariz dos Canos;



. reforçar o alerta sobre a degradação vergonhosa a que chegou este Monumento e a sua envolvente;

. informar sobre os Projectos existentes na Câmara Municipal para resolver a situação.




30 novembro 2010

SOBRE O CHAFARIZ DOS CANOS

O nosso associado Prof. Venerando de Matos colocou no seu blogue VEDROGRAFIAS um belo conjunto de postais antigos do Chafariz dos Canos, assim como um texto elucidativo sobre o mesmo tema.
A ver AQUI.

19 novembro 2010

PUBLICADO HOJE - 19 NOVEMBRO - NO BADALADAS







É o segundo artigo da série PATRIMÓNIOS.
Deverá ter uma regularidade quinzenal.

Ver transcrição no post anterior.

04 novembro 2010

TORRES VEDRAS: CENTRO HISTÓRICO?

 Um caso a merecer reflexão:


Foto 1 - Prédio na Rua Dias Neiva, 2007/8 (onde era a butique Caverna)



Foto 2 - O novo prédio, em 2010, a imitar o antigo...

Dois ou três equívocos sobre requalificação urbana:

1- Deixa-se degradar o edifício antigo até parecer que não tem qualquer viabilidade de reconstrução.

2- Arranja-se um projecto que dê ares de respeitar o centro histórico. Um ou duas chaminés "à antiga" sempre ajudam...

3- Pinta-se de uma cor que faça lembrar o prédio antigo e... já está!

Fica a interrogação:

Que é feito do Plano de Pormenor de Reabilitação do Centro Histórico de Torres Vedras?
Este edifício não fazia parte dos que deviam ser conservados?

No site da Câmara Municipal lê-se o seguinte:


«A nova versão do Plano de Pormenor de Reabilitação do Centro Histórico de Torres Vedras já está em vigor.


A revisão deste documento deveu-se a vários factores como a realização de uma avaliação crítica ao mesmo, a evolução de Torres Vedras e do contexto urbano envolvente ao seu centro histórico, a necessidade de adaptação do plano a novos meios de gestão de informação e de representação gráfica e a actualização dos princípios, objectivos e métodos de actuação em centros históricos.


A nova versão daquele documento apresenta quatro princípios e objectivos estratégicos para o centro histórico de Torres Vedras: a promoção da reabilitação urbanística e ambiental; a reabilitação da estrutura sócio-económica; a recuperação do papel simbólico e estruturante no contexto do sistema urbano de Torres Vedras; e a reformulação da estrutura viária.


Para se atingir estas metas a nova versão do Plano de Pormenor de Reabilitação do Centro Histórico de Torres Vedras estipula um conjunto de medidas e acções.»

O prédio em questão está referenciado AQUI

Perguntamos: como foi analisado este caso? Quem avaliou e decidiu?

Julgamos que é o próprio conceito de Centro Histórico que está em causa. Ele pressupõe:

- respeito pelo edificado, que faz parte de um conjunto onde se deteta uma certa unidade.
- unidade conferida pelos materiais tradicionais usados na construção, a escala dos edifícios, as relações entre espaços abertos e fechados, o perfil dos telhados e a volumetria dos edifícios.
- regras bem definidas na requalificação dos edifícios identificados e caracterizados no Plano de Pormenor.

Deitar abaixo para substituir por coisas vagamente parecidas não é requalificar o Centro Histórico, é continuar a política do "Centro de Réplicas", já seguida noutros casos.

Voltaremos ao assunto, que merece uma reflexão mais profunda e sustentada.

______________________________________________________________

Publicámos no semanário torriense BADALADAS, em 19 de novembro de 2010 o seguinte artigo, integrado na rubrica PATRIMÓNIOS:


Brincar às casinhas
É o que nos sugere esta recente e infeliz reconstrução no Centro Histó­rico, a qual põe em questão a orientação programática do Plano de Reabilitação do Centro Histórico, assim como a sua aplicação prática, pouco tempo após a sua revisão.
Apesar da sua evidente degradação geral, o edifício existente (Foto 1) confi­gurava uma casa típica dos finais de oitocentos, com sua janela de gui­lhotina, beirado duplo e uma característica "trapeira" ou água-furtada, que na simplicidade das suas características formais contribuía para a identidade daquela zona. Na terminologia adoptada pelo plano estava classificada como edifício "de acompanhamento ", categoria que se defi­ne como "... edifícios sem valor intrínseco específico, salvo o que resulta da sua contribuição ao acompanhamento de outros edifícios, constituindo assim unidades ou conjuntos que fazem o cenário urbano".
Gostaríamos de acreditar no regulamento, quando defende que..." a salvaguarda e valorização do património existente deve ser entendida como respeito pela morfologia e tipologia existentes e também peia pre­servação do carácter e dos elementos notáveis que constituem e refor­çam o valor cultural da sua imagem".
Mas neste caso a opção foi pela alteração e reconstrução, ao invés da conservação, reabilitação, ou restauro, que constituem outras varian­tes possíveis de intervenção para este tipo de edifícios.

O que resultou é esta imagem híbrida ( Foto 2) onde consta­tamos uma profunda alteração dos elementos arquitectónicos, com au­mento de cércea, modificação da água-furtada existente, culminando com a invenção daquelas "chaminés algarvias"!
Mais grave ainda é sabermos que a maioria dos edifícios do Centro Histórico possui esta categoria, o que quer dizer que cerca de 240 ca­sas podem ter um destino semelhante a este, sempre cumprindo o plano, se tal for o entendimento dos técnicos que aprovam os projectos.
Surge, pois, um problema: a breve trecho ficaremos apenas com o "Centro" mas veremos desaparecer o "Histórico".
Já temos o Torres ao Centro; parece vir aí o 'TORRES A BAIXO"!
J. P. Sobreiro

02 novembro 2010

PLANO DE PORMENOR DO CHOUPAL E ÁREAS ENVOLVENTES


Choupal - Torres Vedras (Fotos Méon, LUGAR ONDE)

Este é um instrumento fundamental para percebermos o que está projectado para o Choupal.
Pode ser consultado na Câmara Municipal ou no respectivo site, AQUI.

Dos diversos documentos aí insertos, chamamos a atenção para o Relatório de Ponderação da Discussão Pública onde se pode ler o texto da participação da nossa Associação.

Ainda sobre o Choupal, pode ver AQUI uma intervenção do blogue LUGAR ONDE.

30 outubro 2010

POLIS DE TORRES VEDRAS: FINALMENTE?

Semanário BADALADAS desta semana:

“No PIDDAC [Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central] para 2011 o concelho de Torres Vedras vê dois projectos inscritos: as obras no âmbito do programa Polis, que é dos últimos a ser implementado no país com 1.251.360 euros, e a creche, ATL, centro de dia e serviço de apoio domiciliário do Centro Social Paroquial com 337.373 euros.
Aliás, o valor inscrito para o Polis de Torres Vedras é das poucas rubricas a ultrapassar um milhão de euros na região.”

Recordamos uma "local" inserta no site da Câmara Municipal de Torres Vedras em 2006:

Plano de Pormenor do Choupal em discussão pública

14-11-2006
A proposta do “Plano de Pormenor do Choupal e áreas envolventes na Cidade de Torres Vedras” está em discussão pública até ao final do ano.


Criado no âmbito do Programa PÓLIS, este documento encontra-se em Exposição no átrio do Edifício Multi-Serviços da Câmara Municipal e nas sedes das Juntas de Freguesia de S. Pedro e Santiago e de Santa Maria e S. Miguel, devendo as respectivas sugestões, reclamações ou observações ser apresentadas no serviço de atendimento do referido Edifício, por meio do “site” da Câmara Municipal (www.cm-tvedras.pt), ou remetidas por correio para a Câmara Municipal (Av. 5 de Outubro, 2560-270 Torres Vedras).
De entre as principais acções, previstas nesta proposta de Plano, refira-se a criação de um parque urbano no Jardim do Choupal, que fará deste espaço uma área de recreio e de realização de eventos; a construção de um adro para a Ermida da N.ª Sr.ª do Ameal; a instalação de uma Ciclovia entre este local e as margens do Sizandro, bem como de percursos pedonais na zona próxima deste equipamento; o desencanamento e tratamento da Vala dos Amiais; o arranjo paisagístico das margens do Sizandro; a remodelação das Ponte de S. Miguel e das Mentiras; a requalificação e remodelação do Pátio Alfazema; e a edificação de uma ponte pedonal entre este local e o Choupal.

A nossa Associação participu nesta discussão, enviando um parecer sobre o projecto. Em breve divulgá-lo-emos aqui.

FORTE DO GRILO NA PONTE DO ROL






Demos uma volta por lá e tirámos fotografias. Foi limpo, estão à vista os perfis característicos: os fossos, as canhoneiras, a praça de armas central...
Já não era sem tempo, até porque estamos a duas semanas da inauguração da Grande Rota dos Fortes das Linhas de Torres Vedras.

23 outubro 2010

A NOSSA PARTICIPAÇÃO NO FORUM "TORRES AO CENTRO"


O FORUM DAS ASSOCIAÇÕES CULTURAIS apostou na recuperação destes velhos edifícios,onde era a sede da Sociedade Recrativa Operária, ao cimo da Calçada do Quebra-Costas, em pleno Centro Hstórico . Essa recuperação foi integrada no Projecto Torres ao Centro, beneficiando de Fundos da União Europeia.





22 Outubro 21H-23H
Edifício Paços do Concelho

1º FÓRUM DE PARTICIPAÇÃO PÚBLICA DO TORRES AO CENTRO

Este 1º fórum de participação pública insere-se no programa de acção Torres ao Centro - Regeneração Urbana do Centro Histórico de Torres Vedras e assume dois grandes objectivos:

 Esclarecer a comunidade local, nomeadamente os moradores e os comerciantes, tendo em vista o reforço da aceitação do público perante as acções previstas; e dar visibilidade ao programa de acção.


- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Participámos hoje neste Forum e seguimos atentamente os seus trabalhos. A sala estava quase cheia, bom sinal, tanto mais que cerca de dois terços eram pessoas ligadas ao Centro Histórico por habitação ou comércio e serviços. Os pormenores deste projecto de regeneração urbana podem ser vistos no site da Câmara Municipal, como já referimos noutra edição.
A Associação de Defesa do Património de Torres Vedras faz parte do FORUM DAS ASSOCIAÇÕES CULTURAIS, o qual, por sua vez, é um dos Parceiros do projecto.

Pusemos, oralmente e por escrito, a seguinte questão/preocupação:

" Os espaços públicos dos centros antigos resultam da sedimentação da presença humana ao longo do tempo histórico, e vão-se construindo, degradando, reconstruindo, modificando, etc, ao longo de gerações e gerações.
A nossa preocupação é que as intervenções previstas nestes projectos descaracterizem significativamente os espaços antigos, pois são imediatas no tempo e voluntaristas no afã de "requalificar".Não é por acaso que elas se repetem, no estilo, um pouco por todo o país, com o predomínio do desenho geométrico dos arruamentos, dos alinhamentos, do mobiliário urbano, a escolha de materiais vistosos mas rapidamente degradáveis nos pavimentos, o predomínio de um esteticismo que se torna cansativo, em tudo contrário à riqueza e diversidade das formas que se foram acumulando ao longo do tempo. Como pensam os responsáveis destes projectos obviar a estes perigos?"

Esperamos a resposta por escrito - como nos foi prometido - a esta questão.

21 outubro 2010

INTERVENÇÕES NO CENTRO HISTÓRICO DE TORRES VEDRAS

Divulgamos:



O 1º Fórum de Participação Pública do Torres ao Centro terá lugar no dia 22 de Outubro (próxima sexta-feira), às 21h00, no Auditório do Edifício Paços do Concelho de Torres Vedras.

Este fórum tem como principal objectivo informar a comunidade local, nomeadamente moradores e comerciantes do centro histórico, sobre as intervenções previstas no âmbito do Programa de Acção “Torres ao Centro: Regeneração Urbana no Centro Histórico de Torres Vedras”.

Nesta fase do projecto torna-se essencial informar a população e sensibilizá-la antes do início das obras no centro histórico que, como todos sabemos, acarretam sempre incómodos, principalmente para quem vive e para quem tem o seu estabelecimento comercial. Neste sentido a Câmara Municipal fez chegar à caixa de correio de todos os moradores do Centro Histórico um convite e foram distribuídos cartazes nos estabelecimentos comerciais a anunciar o fórum de participação.
 
 

PONTO DA SITUAÇÃO

No início de Setembro do corrente ano solicitámos à Câmara Municipal de Torres Vedras o ponto da situação sobre intervenções no património construído de Torres Vedras.
Transcrevemos:

Ofício da Câmara Municipal de Torres Vedras, nº 15 464 de 17 SET 2010, em resposta a solicitação da ADDPCTV

Assunto: INFORMAÇÃO SOBRE PATRIMÓNIO MUNICIPAL

(…) somos a informar sobre trabalhos previstos ou programados no património construído em Torres Vedras, independentemente da sua propriedade ser do Município ou do Estado.


Assim temos:
a) Chafariz dos Canos: prevê-se intervenção ao nível da recuperação do monumento e de
intervenção no largo, cujo concurso público deverá ser lançado no final do corrente ano;

b) Pórtico da Igreja de S. Pedro, Largo de S. Pedro e Largo Wellington: projecto
integrado no programa "Torres ao Centro", cujo projecto estará concluído em 2011 e nesse ano lançado concurso público;

c) Largo Morais Sarmento e Porta do Castelo: projecto a aguardar execução das
especialidades, prevendo-se o lançamento de concurso público até ao final do corrente ano;

d) Largo da Ermida N. Sra. do Amial: projecto concluído, estando o concurso público
dependente de autorização ministerial para contracção de empréstimo;

e) Castro do Zambujal: em elaboração programa para construção de Centro de
Interpretação;

f) Forte dos Olheiros: aguarda autorização do Exército para lançar concurso público para
projecto de recuperação;

g) Forte de S. Vicente: em curso negociação de terrenos para estacionamento e nova
entrada no Forte;

h) Centro de Interpretação das Linhas de Torres: projecto de arquitectura elaborado, o qual aguarda o lançamento de concurso público para as especialidades

i) Igrejas Paroquiais: em colaboração com cada uma das paróquias estamos a apoiar a
recuperação de várias igrejas.


16 outubro 2010

PROJECTOS PARA O CHAFARIZ DOS CANOS

Tem havido algum dramatismo na forma de abordarmos a questão dos Chafariz dos Canos, não negamos. Mas isso deve-se à nossa impaciência perante o desleixo que tem rodeado o tratamento do mais importante Monumento Nacional do nosso concelho.
Alguém nos lembrou que há um projecto de requalificação do Largo Infante Dom Henrique e de restauro do monumento, projecto integrado num outro, mais amplo, o TORRES AO CENTRO. Não desconhecemos tal projecto, que foi apresentado no início de 2010 e teve divulgação mais ampla na Feira de S. Pedro com uma exposição e um livrinho de apresentação.

Dele retiramos o seguinte excerto:

0 Largo Infante Dom Henrique ocupa um lugar estratégico no contexto do Centro Histórico de Torres Vedras, localizando-se junto à antiga porta nascente da localidade medieval, e é dominado pela presença do Chafariz dos Canos, estrutura monumental de génese medieval, classificada como monumento Racional.
A reabilitação do conjunto desenvolve-se através de duas intervenções que se complementam: a intervenção sobre o monumento, cujo projecto de conservação e restauro se encontra concluído; e a intervenção sobre o espaço público do largo, que constitui o objecto do presente projecto. A intervenção procura valorizar as potencialidades internas do espaço do largo, tomando como referência estruturante o Chafariz, e as poten­cialidades externas, operando sobre a articulação com o tecido urbano envolvente. Tem ainda como propósito a introdução de uma componente lúdica que promova a revitalização do espaço, materializada na implantação de um espelho de água, elemento de elevada carga simbólica e indutor de múltiplas leituras. 0 projecto propõe ainda acções de repavimentação do espaço do largo e ruas adjacentes, a renovação da iluminação e mobiliário urbanos e a redução do impacto visual causado pelo tráfego automóvel na Rua Cândido do Reis.


Claro que nos congratulamos com o projecto mas ele não passa disso. Existe no papel, apenas. E enquanto não se concretiza, não podemos pactuar com o aspecto actual e a falta de limpeza de toda a envolvente do Monumento.

De qualquer modo, mal nos ficaria se não déssemos conta de uma iniciativa louvável da Câmara Municipal: o I ENCONTRO DE ARQUITECTURA E URBANISMO, este ano sob o tema "Pensar + Regenerar + Habitar". O objectivo principal é "a promoção do debate e da reflexão em torno da arquitectura e do urbanismo praticados no concelho" e consiste na realização de conferências semanais durante o mês de Outubro.
Participámos na que se realizou hoje, que teve como título REGENERAR OS CENTROS HISTÓRICOS: UMA PERSPECTIVA INTEGRADA.
O painel de interventores tinha qualidade e abordou a questão de forma variada e enriquecedora. Lá se falou do Torres ao Centro, bem como de acções de requalificação dos centros históricos de Leiria e Coimbra apresentada pelos seus responsáveis.
Mais pormenores sobre este Encontro podem ser vistos no site da Câmara Municipal de Torres Vedras, AQUI.

Voltamos ao princípio: enquanto não se passa à realização do projecto, o que pode demorar meses, (ou anos ?...) é urgente que se faça alguma coisa naquele largo e naquele monumento que nos faça não ter vergonha de levar lá os nossos visitantes.

NOTA: pela leitura atenta do projecto Torres ao Centro, verificamos que as intervenções previstas terão de estar concluídas em Maio de 2012. O financiamento está garantido em 4/5 pelos Fundos da União Europeia. Portanto...

14 outubro 2010

VERGONHA DE NÓS TODOS

Continua a ser uma vergonha para todos nós, o Chafariz dos Canos!
Passámos lá hoje. Tirámos fotografias. Tirem vocês as conclusões.








Lembramos: este monumento tem mais de 600 anos, é único em Portugal.
Mas não há dinheiro para tratar dele...

10 outubro 2010

CARVOEIRA

Andámos hoje por lá. Revendo o que já conhecíamos e alguns aspectos esquecidos. A exigir visita mais demorada e atenta.
Paisagisticamente é um deslumbramento. O vale da Ribeira de Matacães visto da cumeada da Serra de S. Julião, as encostas de A-da-Rainha, o fundão das Carreiras... O largo das aldeias onde se recorta o perfil rústico das capelinhas...

É a PR 6 /TVD ( Pequena Rota 6 de Torres Vedras ) para quem escolhe fazer os percursos pedestres da Associação de Marchas e Caminhos do Concelho de Torres Vedras.

Igreja de Nª Srª da Luz, Carvoeira 

Capela da Aldeia da Srª da Glória



 Bica na Serra de S. Julião


Quinta e capela de A-da-Rainha

 Capela da Madre de Deus, Zibreira

08 outubro 2010

Reportagem do BADALADAS - 8 OUT 2010



Encontro sobre património da ADDPCTV

TORRES VEDRAS TEM NOVE MONUMENTOS NACIONAIS

Joaquim Ribeiro

"Hoje todos os autarcas gostam muito de di­zer que têm um monumento no seu território, mas as questões do património continuam a ser muito mal tratadas", afirmou Joaquim Moedas Duarte, da direcção da Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras (ADDPCTV), du­rante a sessão intitulada "Mo(nu)mentos da Memória. Ver e ler o nosso património", que decorreu no passado dia 24 de Setembro no auditório municipal de Torres Vedras.
O encontro não teve muito público pre­sente, mas os poucos animaram o debate que se seguiu à apresentação dos nove mo­numentos nacionais torrienses, alguns desco­nhecidos da maior parte da população. Uma sessão dirigida ainda por José Pedro Sobreiro e também pelos poemas declamados de Luís Filipe Rodrigues, ambos da direcção da asso­ciação, integrada nas Jornadas Europeias do Património. No domingo houve mais duas iniciativas, de manhã um passeio pedestre e à tarde uma visita-guiada à igreja de São Pe­dro. Refira-se que a ADDPCTV foi fundada em 1979 precisamente para defender o pa­trimónio de Torres Vedras e conta actualmente com 130 associados.
Dos nove monumentos nacionais do ter­ritório torriense, seis estão classificados como património arquitectónico. Os elementos ro­mânicos da igreja de Santa Maria do Castelo são um deles, datados de 1208 e ainda hoje podem ser apreciados, apesar das sucessivas modificações ao longo dos séculos. Uma classificação que, contudo, não se aplica a to­do o castelo. Outro monumento nacional é a ermida de Nossa Senhora do Ameal, no Choupal, do século XIV, também ela alvo de várias obras ao longo do tempo. O chafariz dos Canos é outro, fonte gótica do século XIV, uma verdadeira relíquia nacional, única em Portugal e muito rara em toda a Europa, que, contudo, segundo a ADDPCTV, tem sido muito mal tratada. A completar esse lote de monumentos nacionais está ainda a igreja de São Pedro, restaurada no século XVI, com portal manuelino de 1712 e porta lateral qui­nhentista. Os outros dois monumentos são o aqueduto de Torres Vedras, que servia para abastecer o chafariz dos Canos, remodelado na segunda metade do século XVI; e o mos­teiro do Varatojo, mandado construir em 1470 por Dom Afonso V como pagamento de uma promessa a Santo António, onde se destaca o portal gótico.
Há depois três monumentos nacionais do património arqueológico: o castro do Zam­bujal, povoado fortificado pré-histórico des­coberto em 1938 por Leonel Trindade; o tholos do Barro ou da Pena, monumento fu­nerário do Eneolítico descoberto em 1909; e a gruta artificial da época Calcolítica da Ermegeira (Maxial), estrutura funerária desco­berta em 1930, onde se descobriu um par de brincos em ouro, seguramente o menos co­nhecido deste lote dos nove monumentos nacionais de Torres Vedras.
Da discussão que se seguiu realce para a sugestão de se criar um centro interpretativo junto ao chafariz dos Canos e o resto das muralhas da porta da Corredoura. Também foi dito que Torres Vedras tem três dos mais antigos relógios mecânicos do país: Varatojo, Castelo e Graça. Para além dos monumentos nacionais, o concelho é rico em património, com um vasto conjunto de edificações classi­ficadas, cuja lista pode ser consultada em: http://patrimoniodetorresvedras.blogspot. com.