03 dezembro 2010

CUIDEMOS DO QUE É NOSSO. ANTES QUE SEJA TARDE.







CHAFARIZ DOS CANOS – PRIORIDADE ABSOLUTA
SESSÃO PÚBLICA HOJE – 3 DE DEZEMBRO, 21 h –
NO AUDITÓRIO MUNICIPAL DA AV. 5 DE OUTUBRO.
A Associação do Património tem insistido vezes sem conta na necessidade de restaurar este Monumento Nacional e de requalificar o espaço envolvente. É intolerável o estado de abandono e desleixo em que se encontra e disso nos dão conta muitas pessoas que connosco se cruzam. É certo que existem projectos na Câmara mas não têm passado disso mesmo.

Repare-se: em Agosto de 2009 o grande destaque no BADALADAS era o anúncio do Presidente da Câmara de que as obras no Chafariz iriam ter início em Outubro desse ano e tal era apresentado como resposta aos alertas da Associação do Património. Não passou da intenção.

Em Abril de 2010, também com destaque de 1ª página neste jornal, o Presidente Carlos Miguel apresentava justificações para o atraso no arranque das obras e tranquilizava a repórter do jornal que se afoitou em assegurar: “o prazo de execução da obra será de três meses e deverá estar concluída até ao final do ano”.
O ano está a chegar ao fim e aquele nobre Monumento continua em apagada e vil tristeza. Até quando?

Não sabemos se a crise e as reduções de dotação financeira do Estado vão constituir desculpa para mais um atraso. O que não podemos é contemporizar com alterações de prioridades que venham a deitar para data incerta o início urgente das obras.

É oportuno recordar excertos do que propusemos no nosso Parecer sobre a Revisão do Plano do Centro Histórico, emitido em Outubro de 2006:

«Discordando do que é afirmado na página ---- onde se diz não possuir o centro histórico de Torres Vedras um monumento significativo - queremos lembrar que o Chafariz dos Canos é uma construção quase única no seu género, no país (pelo menos) e por isso merecedor de todos os cuidados e de toda a valorização que lhe possamos dedicar. Infelizmente a história recente do nosso desprezo por esta jóia patrimonial é sobejamente conhecida e não vamos aqui recordá-la. Impõe-se, no entanto, que não desperdicemos a oportunidade da revisão do plano para propor algumas medidas de salvaguarda e valorização que o monumento e o espaço que o envolve tanto reclamam. Assim, propomos um conjunto de acções de valorização.
·        Proceder a um estudo aprofundado do seu estado de conservação, tendo em conta, designadamente, a erosão de alguns trechos escultóricos (capitéis, arquivoltas, etc), a sua estrutura construtiva (exame de comportamento das juntas) da sua cobertura, etc.,
·        Proceder a diligências que permitam averiguar com a EDP da possibilidade de retirar o posto de transformação ainda instalado na parte traseira do edifício, designadamente para estudo arqueológico das suas fundações e canalização primitiva.
·        Averiguar das possibilidades de resolver - com uma solução digna – a questão do abastecimento de água corrente, sem o qual o monumento perde a sua função e o seu simbolismo. Proceder à instalação de uma adequada iluminação monumental que o possa valorizar de noit
·         Renovação do Largo Infante D. Henrique: a reposição do antigo tanque - bebedouro fronteiro ao Chafariz, retirado nos anos trinta, afigura-se hoje difícil, por falta de elementos iconográficos qualificados. Nos anos sessenta foi construído um espaço “ajardinado”, com canteiros que, em parte, impedem a visão integral do pavilhão gótico. Cremos ser a hora de libertar o pequeno espaço do largo de tal decoração, intervindo apenas a nível do pavimento. Para tal propomos que seja retirado os canteiros e se abra um pequeno espelho de água, com localização e planta semelhante ao tanque, de baixa profundidade, a fim de sublinhar o elemento água e de referenciar a peça que ali existiu. O efeito plástico desta instalação valorizaria em muito o monumento – sobretudo conjugado com a iluminação - sem contudo interferir com a sua imagem. Integrar neste arranjo as duas peças escultóricas decorativas (golfinhos) que pertenceram ao tanque se encontram actualmente no relvado fronteiro à capela de S. João.»
Por último recordamos as palavras que escrevemos num folheto de anúncio da Sessão de hoje – para a qual convidamos todos os que se preocupam com o nosso Património:
Chafariz dos Canos: memória de pedra. Está ali há mais de 600 anos. Vinte gerações de torrienses beberam dele. Peça arquitectónica única no país. Chegou até nós porque cuidaram dele. E a nossa geração? Diz-se que há projectos. Mas continuamos a vê-lo desfazer-se aos poucos. Cuidemos do que é nosso. Antes que seja tarde.


02 dezembro 2010

SESSÃO PÚBLICA

Foto em 1 Dezembro 2010

CHAFARIZ DOS CANOS
um longo passado...
Um triste presente...
Que futuro?

A presença de todos nós é necessária, para atingirmos os objectivos desta SESSÃO PÚBLICA

3  DEZEMBRO (SEXTA-FEIRA)
21 H. AUDITÓRIO MUNICIPAL
AV. 5 DE OUTUBRO

para a qual convidámos 
o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras
Carlos Bernardes.

OBJECTIVOS:

. fundamentar a prioridade absoluta da intervenção no Chafariz dos Canos;



. reforçar o alerta sobre a degradação vergonhosa a que chegou este Monumento e a sua envolvente;

. informar sobre os Projectos existentes na Câmara Municipal para resolver a situação.




30 novembro 2010

SOBRE O CHAFARIZ DOS CANOS

O nosso associado Prof. Venerando de Matos colocou no seu blogue VEDROGRAFIAS um belo conjunto de postais antigos do Chafariz dos Canos, assim como um texto elucidativo sobre o mesmo tema.
A ver AQUI.

19 novembro 2010

PUBLICADO HOJE - 19 NOVEMBRO - NO BADALADAS







É o segundo artigo da série PATRIMÓNIOS.
Deverá ter uma regularidade quinzenal.

Ver transcrição no post anterior.

04 novembro 2010

TORRES VEDRAS: CENTRO HISTÓRICO?

 Um caso a merecer reflexão:


Foto 1 - Prédio na Rua Dias Neiva, 2007/8 (onde era a butique Caverna)



Foto 2 - O novo prédio, em 2010, a imitar o antigo...

Dois ou três equívocos sobre requalificação urbana:

1- Deixa-se degradar o edifício antigo até parecer que não tem qualquer viabilidade de reconstrução.

2- Arranja-se um projecto que dê ares de respeitar o centro histórico. Um ou duas chaminés "à antiga" sempre ajudam...

3- Pinta-se de uma cor que faça lembrar o prédio antigo e... já está!

Fica a interrogação:

Que é feito do Plano de Pormenor de Reabilitação do Centro Histórico de Torres Vedras?
Este edifício não fazia parte dos que deviam ser conservados?

No site da Câmara Municipal lê-se o seguinte:


«A nova versão do Plano de Pormenor de Reabilitação do Centro Histórico de Torres Vedras já está em vigor.


A revisão deste documento deveu-se a vários factores como a realização de uma avaliação crítica ao mesmo, a evolução de Torres Vedras e do contexto urbano envolvente ao seu centro histórico, a necessidade de adaptação do plano a novos meios de gestão de informação e de representação gráfica e a actualização dos princípios, objectivos e métodos de actuação em centros históricos.


A nova versão daquele documento apresenta quatro princípios e objectivos estratégicos para o centro histórico de Torres Vedras: a promoção da reabilitação urbanística e ambiental; a reabilitação da estrutura sócio-económica; a recuperação do papel simbólico e estruturante no contexto do sistema urbano de Torres Vedras; e a reformulação da estrutura viária.


Para se atingir estas metas a nova versão do Plano de Pormenor de Reabilitação do Centro Histórico de Torres Vedras estipula um conjunto de medidas e acções.»

O prédio em questão está referenciado AQUI

Perguntamos: como foi analisado este caso? Quem avaliou e decidiu?

Julgamos que é o próprio conceito de Centro Histórico que está em causa. Ele pressupõe:

- respeito pelo edificado, que faz parte de um conjunto onde se deteta uma certa unidade.
- unidade conferida pelos materiais tradicionais usados na construção, a escala dos edifícios, as relações entre espaços abertos e fechados, o perfil dos telhados e a volumetria dos edifícios.
- regras bem definidas na requalificação dos edifícios identificados e caracterizados no Plano de Pormenor.

Deitar abaixo para substituir por coisas vagamente parecidas não é requalificar o Centro Histórico, é continuar a política do "Centro de Réplicas", já seguida noutros casos.

Voltaremos ao assunto, que merece uma reflexão mais profunda e sustentada.

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Publicámos no semanário torriense BADALADAS, em 19 de novembro de 2010 o seguinte artigo, integrado na rubrica PATRIMÓNIOS:


Brincar às casinhas
É o que nos sugere esta recente e infeliz reconstrução no Centro Histó­rico, a qual põe em questão a orientação programática do Plano de Reabilitação do Centro Histórico, assim como a sua aplicação prática, pouco tempo após a sua revisão.
Apesar da sua evidente degradação geral, o edifício existente (Foto 1) confi­gurava uma casa típica dos finais de oitocentos, com sua janela de gui­lhotina, beirado duplo e uma característica "trapeira" ou água-furtada, que na simplicidade das suas características formais contribuía para a identidade daquela zona. Na terminologia adoptada pelo plano estava classificada como edifício "de acompanhamento ", categoria que se defi­ne como "... edifícios sem valor intrínseco específico, salvo o que resulta da sua contribuição ao acompanhamento de outros edifícios, constituindo assim unidades ou conjuntos que fazem o cenário urbano".
Gostaríamos de acreditar no regulamento, quando defende que..." a salvaguarda e valorização do património existente deve ser entendida como respeito pela morfologia e tipologia existentes e também peia pre­servação do carácter e dos elementos notáveis que constituem e refor­çam o valor cultural da sua imagem".
Mas neste caso a opção foi pela alteração e reconstrução, ao invés da conservação, reabilitação, ou restauro, que constituem outras varian­tes possíveis de intervenção para este tipo de edifícios.

O que resultou é esta imagem híbrida ( Foto 2) onde consta­tamos uma profunda alteração dos elementos arquitectónicos, com au­mento de cércea, modificação da água-furtada existente, culminando com a invenção daquelas "chaminés algarvias"!
Mais grave ainda é sabermos que a maioria dos edifícios do Centro Histórico possui esta categoria, o que quer dizer que cerca de 240 ca­sas podem ter um destino semelhante a este, sempre cumprindo o plano, se tal for o entendimento dos técnicos que aprovam os projectos.
Surge, pois, um problema: a breve trecho ficaremos apenas com o "Centro" mas veremos desaparecer o "Histórico".
Já temos o Torres ao Centro; parece vir aí o 'TORRES A BAIXO"!
J. P. Sobreiro

02 novembro 2010

PLANO DE PORMENOR DO CHOUPAL E ÁREAS ENVOLVENTES


Choupal - Torres Vedras (Fotos Méon, LUGAR ONDE)

Este é um instrumento fundamental para percebermos o que está projectado para o Choupal.
Pode ser consultado na Câmara Municipal ou no respectivo site, AQUI.

Dos diversos documentos aí insertos, chamamos a atenção para o Relatório de Ponderação da Discussão Pública onde se pode ler o texto da participação da nossa Associação.

Ainda sobre o Choupal, pode ver AQUI uma intervenção do blogue LUGAR ONDE.

30 outubro 2010

POLIS DE TORRES VEDRAS: FINALMENTE?

Semanário BADALADAS desta semana:

“No PIDDAC [Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central] para 2011 o concelho de Torres Vedras vê dois projectos inscritos: as obras no âmbito do programa Polis, que é dos últimos a ser implementado no país com 1.251.360 euros, e a creche, ATL, centro de dia e serviço de apoio domiciliário do Centro Social Paroquial com 337.373 euros.
Aliás, o valor inscrito para o Polis de Torres Vedras é das poucas rubricas a ultrapassar um milhão de euros na região.”

Recordamos uma "local" inserta no site da Câmara Municipal de Torres Vedras em 2006:

Plano de Pormenor do Choupal em discussão pública

14-11-2006
A proposta do “Plano de Pormenor do Choupal e áreas envolventes na Cidade de Torres Vedras” está em discussão pública até ao final do ano.


Criado no âmbito do Programa PÓLIS, este documento encontra-se em Exposição no átrio do Edifício Multi-Serviços da Câmara Municipal e nas sedes das Juntas de Freguesia de S. Pedro e Santiago e de Santa Maria e S. Miguel, devendo as respectivas sugestões, reclamações ou observações ser apresentadas no serviço de atendimento do referido Edifício, por meio do “site” da Câmara Municipal (www.cm-tvedras.pt), ou remetidas por correio para a Câmara Municipal (Av. 5 de Outubro, 2560-270 Torres Vedras).
De entre as principais acções, previstas nesta proposta de Plano, refira-se a criação de um parque urbano no Jardim do Choupal, que fará deste espaço uma área de recreio e de realização de eventos; a construção de um adro para a Ermida da N.ª Sr.ª do Ameal; a instalação de uma Ciclovia entre este local e as margens do Sizandro, bem como de percursos pedonais na zona próxima deste equipamento; o desencanamento e tratamento da Vala dos Amiais; o arranjo paisagístico das margens do Sizandro; a remodelação das Ponte de S. Miguel e das Mentiras; a requalificação e remodelação do Pátio Alfazema; e a edificação de uma ponte pedonal entre este local e o Choupal.

A nossa Associação participu nesta discussão, enviando um parecer sobre o projecto. Em breve divulgá-lo-emos aqui.

FORTE DO GRILO NA PONTE DO ROL






Demos uma volta por lá e tirámos fotografias. Foi limpo, estão à vista os perfis característicos: os fossos, as canhoneiras, a praça de armas central...
Já não era sem tempo, até porque estamos a duas semanas da inauguração da Grande Rota dos Fortes das Linhas de Torres Vedras.

23 outubro 2010

A NOSSA PARTICIPAÇÃO NO FORUM "TORRES AO CENTRO"


O FORUM DAS ASSOCIAÇÕES CULTURAIS apostou na recuperação destes velhos edifícios,onde era a sede da Sociedade Recrativa Operária, ao cimo da Calçada do Quebra-Costas, em pleno Centro Hstórico . Essa recuperação foi integrada no Projecto Torres ao Centro, beneficiando de Fundos da União Europeia.





22 Outubro 21H-23H
Edifício Paços do Concelho

1º FÓRUM DE PARTICIPAÇÃO PÚBLICA DO TORRES AO CENTRO

Este 1º fórum de participação pública insere-se no programa de acção Torres ao Centro - Regeneração Urbana do Centro Histórico de Torres Vedras e assume dois grandes objectivos:

 Esclarecer a comunidade local, nomeadamente os moradores e os comerciantes, tendo em vista o reforço da aceitação do público perante as acções previstas; e dar visibilidade ao programa de acção.


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Participámos hoje neste Forum e seguimos atentamente os seus trabalhos. A sala estava quase cheia, bom sinal, tanto mais que cerca de dois terços eram pessoas ligadas ao Centro Histórico por habitação ou comércio e serviços. Os pormenores deste projecto de regeneração urbana podem ser vistos no site da Câmara Municipal, como já referimos noutra edição.
A Associação de Defesa do Património de Torres Vedras faz parte do FORUM DAS ASSOCIAÇÕES CULTURAIS, o qual, por sua vez, é um dos Parceiros do projecto.

Pusemos, oralmente e por escrito, a seguinte questão/preocupação:

" Os espaços públicos dos centros antigos resultam da sedimentação da presença humana ao longo do tempo histórico, e vão-se construindo, degradando, reconstruindo, modificando, etc, ao longo de gerações e gerações.
A nossa preocupação é que as intervenções previstas nestes projectos descaracterizem significativamente os espaços antigos, pois são imediatas no tempo e voluntaristas no afã de "requalificar".Não é por acaso que elas se repetem, no estilo, um pouco por todo o país, com o predomínio do desenho geométrico dos arruamentos, dos alinhamentos, do mobiliário urbano, a escolha de materiais vistosos mas rapidamente degradáveis nos pavimentos, o predomínio de um esteticismo que se torna cansativo, em tudo contrário à riqueza e diversidade das formas que se foram acumulando ao longo do tempo. Como pensam os responsáveis destes projectos obviar a estes perigos?"

Esperamos a resposta por escrito - como nos foi prometido - a esta questão.

21 outubro 2010

INTERVENÇÕES NO CENTRO HISTÓRICO DE TORRES VEDRAS

Divulgamos:



O 1º Fórum de Participação Pública do Torres ao Centro terá lugar no dia 22 de Outubro (próxima sexta-feira), às 21h00, no Auditório do Edifício Paços do Concelho de Torres Vedras.

Este fórum tem como principal objectivo informar a comunidade local, nomeadamente moradores e comerciantes do centro histórico, sobre as intervenções previstas no âmbito do Programa de Acção “Torres ao Centro: Regeneração Urbana no Centro Histórico de Torres Vedras”.

Nesta fase do projecto torna-se essencial informar a população e sensibilizá-la antes do início das obras no centro histórico que, como todos sabemos, acarretam sempre incómodos, principalmente para quem vive e para quem tem o seu estabelecimento comercial. Neste sentido a Câmara Municipal fez chegar à caixa de correio de todos os moradores do Centro Histórico um convite e foram distribuídos cartazes nos estabelecimentos comerciais a anunciar o fórum de participação.
 
 

PONTO DA SITUAÇÃO

No início de Setembro do corrente ano solicitámos à Câmara Municipal de Torres Vedras o ponto da situação sobre intervenções no património construído de Torres Vedras.
Transcrevemos:

Ofício da Câmara Municipal de Torres Vedras, nº 15 464 de 17 SET 2010, em resposta a solicitação da ADDPCTV

Assunto: INFORMAÇÃO SOBRE PATRIMÓNIO MUNICIPAL

(…) somos a informar sobre trabalhos previstos ou programados no património construído em Torres Vedras, independentemente da sua propriedade ser do Município ou do Estado.


Assim temos:
a) Chafariz dos Canos: prevê-se intervenção ao nível da recuperação do monumento e de
intervenção no largo, cujo concurso público deverá ser lançado no final do corrente ano;

b) Pórtico da Igreja de S. Pedro, Largo de S. Pedro e Largo Wellington: projecto
integrado no programa "Torres ao Centro", cujo projecto estará concluído em 2011 e nesse ano lançado concurso público;

c) Largo Morais Sarmento e Porta do Castelo: projecto a aguardar execução das
especialidades, prevendo-se o lançamento de concurso público até ao final do corrente ano;

d) Largo da Ermida N. Sra. do Amial: projecto concluído, estando o concurso público
dependente de autorização ministerial para contracção de empréstimo;

e) Castro do Zambujal: em elaboração programa para construção de Centro de
Interpretação;

f) Forte dos Olheiros: aguarda autorização do Exército para lançar concurso público para
projecto de recuperação;

g) Forte de S. Vicente: em curso negociação de terrenos para estacionamento e nova
entrada no Forte;

h) Centro de Interpretação das Linhas de Torres: projecto de arquitectura elaborado, o qual aguarda o lançamento de concurso público para as especialidades

i) Igrejas Paroquiais: em colaboração com cada uma das paróquias estamos a apoiar a
recuperação de várias igrejas.


16 outubro 2010

PROJECTOS PARA O CHAFARIZ DOS CANOS

Tem havido algum dramatismo na forma de abordarmos a questão dos Chafariz dos Canos, não negamos. Mas isso deve-se à nossa impaciência perante o desleixo que tem rodeado o tratamento do mais importante Monumento Nacional do nosso concelho.
Alguém nos lembrou que há um projecto de requalificação do Largo Infante Dom Henrique e de restauro do monumento, projecto integrado num outro, mais amplo, o TORRES AO CENTRO. Não desconhecemos tal projecto, que foi apresentado no início de 2010 e teve divulgação mais ampla na Feira de S. Pedro com uma exposição e um livrinho de apresentação.

Dele retiramos o seguinte excerto:

0 Largo Infante Dom Henrique ocupa um lugar estratégico no contexto do Centro Histórico de Torres Vedras, localizando-se junto à antiga porta nascente da localidade medieval, e é dominado pela presença do Chafariz dos Canos, estrutura monumental de génese medieval, classificada como monumento Racional.
A reabilitação do conjunto desenvolve-se através de duas intervenções que se complementam: a intervenção sobre o monumento, cujo projecto de conservação e restauro se encontra concluído; e a intervenção sobre o espaço público do largo, que constitui o objecto do presente projecto. A intervenção procura valorizar as potencialidades internas do espaço do largo, tomando como referência estruturante o Chafariz, e as poten­cialidades externas, operando sobre a articulação com o tecido urbano envolvente. Tem ainda como propósito a introdução de uma componente lúdica que promova a revitalização do espaço, materializada na implantação de um espelho de água, elemento de elevada carga simbólica e indutor de múltiplas leituras. 0 projecto propõe ainda acções de repavimentação do espaço do largo e ruas adjacentes, a renovação da iluminação e mobiliário urbanos e a redução do impacto visual causado pelo tráfego automóvel na Rua Cândido do Reis.


Claro que nos congratulamos com o projecto mas ele não passa disso. Existe no papel, apenas. E enquanto não se concretiza, não podemos pactuar com o aspecto actual e a falta de limpeza de toda a envolvente do Monumento.

De qualquer modo, mal nos ficaria se não déssemos conta de uma iniciativa louvável da Câmara Municipal: o I ENCONTRO DE ARQUITECTURA E URBANISMO, este ano sob o tema "Pensar + Regenerar + Habitar". O objectivo principal é "a promoção do debate e da reflexão em torno da arquitectura e do urbanismo praticados no concelho" e consiste na realização de conferências semanais durante o mês de Outubro.
Participámos na que se realizou hoje, que teve como título REGENERAR OS CENTROS HISTÓRICOS: UMA PERSPECTIVA INTEGRADA.
O painel de interventores tinha qualidade e abordou a questão de forma variada e enriquecedora. Lá se falou do Torres ao Centro, bem como de acções de requalificação dos centros históricos de Leiria e Coimbra apresentada pelos seus responsáveis.
Mais pormenores sobre este Encontro podem ser vistos no site da Câmara Municipal de Torres Vedras, AQUI.

Voltamos ao princípio: enquanto não se passa à realização do projecto, o que pode demorar meses, (ou anos ?...) é urgente que se faça alguma coisa naquele largo e naquele monumento que nos faça não ter vergonha de levar lá os nossos visitantes.

NOTA: pela leitura atenta do projecto Torres ao Centro, verificamos que as intervenções previstas terão de estar concluídas em Maio de 2012. O financiamento está garantido em 4/5 pelos Fundos da União Europeia. Portanto...

14 outubro 2010

VERGONHA DE NÓS TODOS

Continua a ser uma vergonha para todos nós, o Chafariz dos Canos!
Passámos lá hoje. Tirámos fotografias. Tirem vocês as conclusões.








Lembramos: este monumento tem mais de 600 anos, é único em Portugal.
Mas não há dinheiro para tratar dele...

10 outubro 2010

CARVOEIRA

Andámos hoje por lá. Revendo o que já conhecíamos e alguns aspectos esquecidos. A exigir visita mais demorada e atenta.
Paisagisticamente é um deslumbramento. O vale da Ribeira de Matacães visto da cumeada da Serra de S. Julião, as encostas de A-da-Rainha, o fundão das Carreiras... O largo das aldeias onde se recorta o perfil rústico das capelinhas...

É a PR 6 /TVD ( Pequena Rota 6 de Torres Vedras ) para quem escolhe fazer os percursos pedestres da Associação de Marchas e Caminhos do Concelho de Torres Vedras.

Igreja de Nª Srª da Luz, Carvoeira 

Capela da Aldeia da Srª da Glória



 Bica na Serra de S. Julião


Quinta e capela de A-da-Rainha

 Capela da Madre de Deus, Zibreira

08 outubro 2010

Reportagem do BADALADAS - 8 OUT 2010



Encontro sobre património da ADDPCTV

TORRES VEDRAS TEM NOVE MONUMENTOS NACIONAIS

Joaquim Ribeiro

"Hoje todos os autarcas gostam muito de di­zer que têm um monumento no seu território, mas as questões do património continuam a ser muito mal tratadas", afirmou Joaquim Moedas Duarte, da direcção da Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras (ADDPCTV), du­rante a sessão intitulada "Mo(nu)mentos da Memória. Ver e ler o nosso património", que decorreu no passado dia 24 de Setembro no auditório municipal de Torres Vedras.
O encontro não teve muito público pre­sente, mas os poucos animaram o debate que se seguiu à apresentação dos nove mo­numentos nacionais torrienses, alguns desco­nhecidos da maior parte da população. Uma sessão dirigida ainda por José Pedro Sobreiro e também pelos poemas declamados de Luís Filipe Rodrigues, ambos da direcção da asso­ciação, integrada nas Jornadas Europeias do Património. No domingo houve mais duas iniciativas, de manhã um passeio pedestre e à tarde uma visita-guiada à igreja de São Pe­dro. Refira-se que a ADDPCTV foi fundada em 1979 precisamente para defender o pa­trimónio de Torres Vedras e conta actualmente com 130 associados.
Dos nove monumentos nacionais do ter­ritório torriense, seis estão classificados como património arquitectónico. Os elementos ro­mânicos da igreja de Santa Maria do Castelo são um deles, datados de 1208 e ainda hoje podem ser apreciados, apesar das sucessivas modificações ao longo dos séculos. Uma classificação que, contudo, não se aplica a to­do o castelo. Outro monumento nacional é a ermida de Nossa Senhora do Ameal, no Choupal, do século XIV, também ela alvo de várias obras ao longo do tempo. O chafariz dos Canos é outro, fonte gótica do século XIV, uma verdadeira relíquia nacional, única em Portugal e muito rara em toda a Europa, que, contudo, segundo a ADDPCTV, tem sido muito mal tratada. A completar esse lote de monumentos nacionais está ainda a igreja de São Pedro, restaurada no século XVI, com portal manuelino de 1712 e porta lateral qui­nhentista. Os outros dois monumentos são o aqueduto de Torres Vedras, que servia para abastecer o chafariz dos Canos, remodelado na segunda metade do século XVI; e o mos­teiro do Varatojo, mandado construir em 1470 por Dom Afonso V como pagamento de uma promessa a Santo António, onde se destaca o portal gótico.
Há depois três monumentos nacionais do património arqueológico: o castro do Zam­bujal, povoado fortificado pré-histórico des­coberto em 1938 por Leonel Trindade; o tholos do Barro ou da Pena, monumento fu­nerário do Eneolítico descoberto em 1909; e a gruta artificial da época Calcolítica da Ermegeira (Maxial), estrutura funerária desco­berta em 1930, onde se descobriu um par de brincos em ouro, seguramente o menos co­nhecido deste lote dos nove monumentos nacionais de Torres Vedras.
Da discussão que se seguiu realce para a sugestão de se criar um centro interpretativo junto ao chafariz dos Canos e o resto das muralhas da porta da Corredoura. Também foi dito que Torres Vedras tem três dos mais antigos relógios mecânicos do país: Varatojo, Castelo e Graça. Para além dos monumentos nacionais, o concelho é rico em património, com um vasto conjunto de edificações classi­ficadas, cuja lista pode ser consultada em: http://patrimoniodetorresvedras.blogspot. com.

07 outubro 2010

UM MONUMENTO NACIONAL DE TORRES VEDRAS

Quem alguma vez viu a Gruta Calcolítica da Ermegeira? E, no entanto, ela é um dos nove Monumentos Nacionais do concelho de Torres Vedras.
Não se sinta mal, leitor! Nós também não a conhecíamos "ao vivo". Sabíamos da descrição que dela se faz no site da Direcção Geral do Património Cultural. Sabíamos também que ficava na Ermegeira, num terreno particular, tínhamos uma fotografia tirada nos anos 80, mas nunca lá tínhamos estado.
Resolvemos ir ao encontro dela. O contacto foi fácil. Através do sr. Emílio Correia e da Junta de Freguesia do Maxial, chegámos à fala com o proprietário, dono da Quinta de Entrecampos, sr. Manuel Pinheiro, que logo se dispôs a acompanhar-nos. Está situada num caminho de terra batida, à saída da povoação da Ermegeira, freguesia do Maxial.
Da gruta já pouco resta: apenas uma parte da calote esférica à beira de um caminho agrícola, tapada por ervas altas que foi necessário pisar para a tornar visível.
Vejamos melhor:


 A "gruta" está no cômoro antes das casas, lado direito do caminho por onde íamos, logo a seguir aos paus da vinha.


A calote que resta da gruta. O que lá falta foi destruído pelo vandalismo de alguns que ali andaram à procura de tesouros, como deixou escrito o prof. Manuel Heleno. E também pela prática agrícola. Não esqueçamos, é uma construção que tem mais de 4 500 anos.

O sr. Emílio foi o nosso elo de ligação. E não se importou de ficar na foto para se ter ideia mais exacta do tamanho da calote.



Mais perspectivas do que resta da gruta.

Pergunta-se, então: porque é que aquele sítio foi classificado como Monumento Nacional no início dos anos 40 do século XX?
Veja-se o que diz o tal site da DGPC na sua nota histórico-artística.
Não é por esta simples nota que os leitores poderão ficar bem esclarecidos acerca do assunto. Seria necessário consultar a bibliografia indicada e aprofundar conhecimentos sobre a Pré-História na Estremadura portuguesa.
Fiquemo-nos com esta nota: os vestígios da ocupação humana em tempos recuados têm sido valorizados ao longo dos tempos, sobretudo desde que, a partir de meados do séc. XIX a Arqueologia se tornou uma das principais ciências auxiliares da História. No concelho de Torres Vedras viveu um pioneiro desta ciência, Leonel Trindade a quem se deve o maior impulso no seu incremento, a partir da descoberta do Castro do Zambujal, em 1938.
A gruta da Ermegeira foi explorada por Manuel Heleno e o espólio encontra-se no Museu Nacional de Arqueologia, em Belém. A descrição do trabalho de pesquisa pode ver-se na revista "Ethnos", 2º vol, Lisboa, 1942, p. 449-469

Dele se destacam estes pendentes de ouro, guardados na Casa-Forte deste Museu.

Mais do que pelos quase insignificantes vestígios actuais, a importância desta jazida arqueológica é conferida pela tipologia da gruta, pela antiguidade e pelos achados que lhe estão associados. Razões suficientes para justificarem a sua classificação como Monumento Nacional.

Ao proprietário do terreno e ao povo da Ermegeira, compete acarinhar esta importante memória patrimonial, dando-a a conhecer aos mais jovens e explicando o seu significado.


03 outubro 2010

PRÓXIMAS ACTIVIDADES

A Associação do Património de Torres Vedras tem como um dos seus objectivos inter-agir com outras associações de carácter cultural do nosso concelho.
Nessa perspectiva divulgamos aqui dois eventos nos quais estaremos presentes:

1 - PASSEIO PEDESTRE, dia 10 de Outubro, organização da Associação de Marchas e Passeios do Concelho de Torres Vedras. Ver o site daquela Associação AQUI, com os pormenores desta actividade. Início: 8H00, concentração junto ao Centro Educativo da Carvoeira.

2 - CAFÉ COM FILMES, dia 21 de Outubro, 21H30, no Bar Teatro-Cine,  com o filme RUÍNAS (60 '), de Manuel Mozos. A nossa associação foi convidada para dinamizar o debate sobre este filme/documentário, que já recebeu vários prémios a nível nacional e internacional. Organização do Académico de Torres Vedras (ATV). Ver AQUI mais pormenores.

29 setembro 2010

A VISITA GUIADA A S. PEDRO

O nosso associado Venerando de Matos fez uma referência muito completa, no blogue VEDROGRAFIAS 2, à mais recente actividade da nossa Associação.
Pode ser vista AQUI.

27 setembro 2010

MAS QUE TERRA É ESTA?

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara"
(Epígrafe do livro de J. Saramago, Ensaio sobre a Cegueira)

Reparemos então:


Esta é a placa toponímica de Torres Vedras que o viajante encontra quando vem de Lisboa. 
Que terra é esta? T.res Vedras? Ainda se não houvesse espaço na placa...
É difícil perceber como funciona a cabeça de pessoas que fazem coisas destas...