21 outubro 2010

PONTO DA SITUAÇÃO

No início de Setembro do corrente ano solicitámos à Câmara Municipal de Torres Vedras o ponto da situação sobre intervenções no património construído de Torres Vedras.
Transcrevemos:

Ofício da Câmara Municipal de Torres Vedras, nº 15 464 de 17 SET 2010, em resposta a solicitação da ADDPCTV

Assunto: INFORMAÇÃO SOBRE PATRIMÓNIO MUNICIPAL

(…) somos a informar sobre trabalhos previstos ou programados no património construído em Torres Vedras, independentemente da sua propriedade ser do Município ou do Estado.


Assim temos:
a) Chafariz dos Canos: prevê-se intervenção ao nível da recuperação do monumento e de
intervenção no largo, cujo concurso público deverá ser lançado no final do corrente ano;

b) Pórtico da Igreja de S. Pedro, Largo de S. Pedro e Largo Wellington: projecto
integrado no programa "Torres ao Centro", cujo projecto estará concluído em 2011 e nesse ano lançado concurso público;

c) Largo Morais Sarmento e Porta do Castelo: projecto a aguardar execução das
especialidades, prevendo-se o lançamento de concurso público até ao final do corrente ano;

d) Largo da Ermida N. Sra. do Amial: projecto concluído, estando o concurso público
dependente de autorização ministerial para contracção de empréstimo;

e) Castro do Zambujal: em elaboração programa para construção de Centro de
Interpretação;

f) Forte dos Olheiros: aguarda autorização do Exército para lançar concurso público para
projecto de recuperação;

g) Forte de S. Vicente: em curso negociação de terrenos para estacionamento e nova
entrada no Forte;

h) Centro de Interpretação das Linhas de Torres: projecto de arquitectura elaborado, o qual aguarda o lançamento de concurso público para as especialidades

i) Igrejas Paroquiais: em colaboração com cada uma das paróquias estamos a apoiar a
recuperação de várias igrejas.


16 outubro 2010

PROJECTOS PARA O CHAFARIZ DOS CANOS

Tem havido algum dramatismo na forma de abordarmos a questão dos Chafariz dos Canos, não negamos. Mas isso deve-se à nossa impaciência perante o desleixo que tem rodeado o tratamento do mais importante Monumento Nacional do nosso concelho.
Alguém nos lembrou que há um projecto de requalificação do Largo Infante Dom Henrique e de restauro do monumento, projecto integrado num outro, mais amplo, o TORRES AO CENTRO. Não desconhecemos tal projecto, que foi apresentado no início de 2010 e teve divulgação mais ampla na Feira de S. Pedro com uma exposição e um livrinho de apresentação.

Dele retiramos o seguinte excerto:

0 Largo Infante Dom Henrique ocupa um lugar estratégico no contexto do Centro Histórico de Torres Vedras, localizando-se junto à antiga porta nascente da localidade medieval, e é dominado pela presença do Chafariz dos Canos, estrutura monumental de génese medieval, classificada como monumento Racional.
A reabilitação do conjunto desenvolve-se através de duas intervenções que se complementam: a intervenção sobre o monumento, cujo projecto de conservação e restauro se encontra concluído; e a intervenção sobre o espaço público do largo, que constitui o objecto do presente projecto. A intervenção procura valorizar as potencialidades internas do espaço do largo, tomando como referência estruturante o Chafariz, e as poten­cialidades externas, operando sobre a articulação com o tecido urbano envolvente. Tem ainda como propósito a introdução de uma componente lúdica que promova a revitalização do espaço, materializada na implantação de um espelho de água, elemento de elevada carga simbólica e indutor de múltiplas leituras. 0 projecto propõe ainda acções de repavimentação do espaço do largo e ruas adjacentes, a renovação da iluminação e mobiliário urbanos e a redução do impacto visual causado pelo tráfego automóvel na Rua Cândido do Reis.


Claro que nos congratulamos com o projecto mas ele não passa disso. Existe no papel, apenas. E enquanto não se concretiza, não podemos pactuar com o aspecto actual e a falta de limpeza de toda a envolvente do Monumento.

De qualquer modo, mal nos ficaria se não déssemos conta de uma iniciativa louvável da Câmara Municipal: o I ENCONTRO DE ARQUITECTURA E URBANISMO, este ano sob o tema "Pensar + Regenerar + Habitar". O objectivo principal é "a promoção do debate e da reflexão em torno da arquitectura e do urbanismo praticados no concelho" e consiste na realização de conferências semanais durante o mês de Outubro.
Participámos na que se realizou hoje, que teve como título REGENERAR OS CENTROS HISTÓRICOS: UMA PERSPECTIVA INTEGRADA.
O painel de interventores tinha qualidade e abordou a questão de forma variada e enriquecedora. Lá se falou do Torres ao Centro, bem como de acções de requalificação dos centros históricos de Leiria e Coimbra apresentada pelos seus responsáveis.
Mais pormenores sobre este Encontro podem ser vistos no site da Câmara Municipal de Torres Vedras, AQUI.

Voltamos ao princípio: enquanto não se passa à realização do projecto, o que pode demorar meses, (ou anos ?...) é urgente que se faça alguma coisa naquele largo e naquele monumento que nos faça não ter vergonha de levar lá os nossos visitantes.

NOTA: pela leitura atenta do projecto Torres ao Centro, verificamos que as intervenções previstas terão de estar concluídas em Maio de 2012. O financiamento está garantido em 4/5 pelos Fundos da União Europeia. Portanto...

14 outubro 2010

VERGONHA DE NÓS TODOS

Continua a ser uma vergonha para todos nós, o Chafariz dos Canos!
Passámos lá hoje. Tirámos fotografias. Tirem vocês as conclusões.








Lembramos: este monumento tem mais de 600 anos, é único em Portugal.
Mas não há dinheiro para tratar dele...

10 outubro 2010

CARVOEIRA

Andámos hoje por lá. Revendo o que já conhecíamos e alguns aspectos esquecidos. A exigir visita mais demorada e atenta.
Paisagisticamente é um deslumbramento. O vale da Ribeira de Matacães visto da cumeada da Serra de S. Julião, as encostas de A-da-Rainha, o fundão das Carreiras... O largo das aldeias onde se recorta o perfil rústico das capelinhas...

É a PR 6 /TVD ( Pequena Rota 6 de Torres Vedras ) para quem escolhe fazer os percursos pedestres da Associação de Marchas e Caminhos do Concelho de Torres Vedras.

Igreja de Nª Srª da Luz, Carvoeira 

Capela da Aldeia da Srª da Glória



 Bica na Serra de S. Julião


Quinta e capela de A-da-Rainha

 Capela da Madre de Deus, Zibreira

08 outubro 2010

Reportagem do BADALADAS - 8 OUT 2010



Encontro sobre património da ADDPCTV

TORRES VEDRAS TEM NOVE MONUMENTOS NACIONAIS

Joaquim Ribeiro

"Hoje todos os autarcas gostam muito de di­zer que têm um monumento no seu território, mas as questões do património continuam a ser muito mal tratadas", afirmou Joaquim Moedas Duarte, da direcção da Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras (ADDPCTV), du­rante a sessão intitulada "Mo(nu)mentos da Memória. Ver e ler o nosso património", que decorreu no passado dia 24 de Setembro no auditório municipal de Torres Vedras.
O encontro não teve muito público pre­sente, mas os poucos animaram o debate que se seguiu à apresentação dos nove mo­numentos nacionais torrienses, alguns desco­nhecidos da maior parte da população. Uma sessão dirigida ainda por José Pedro Sobreiro e também pelos poemas declamados de Luís Filipe Rodrigues, ambos da direcção da asso­ciação, integrada nas Jornadas Europeias do Património. No domingo houve mais duas iniciativas, de manhã um passeio pedestre e à tarde uma visita-guiada à igreja de São Pe­dro. Refira-se que a ADDPCTV foi fundada em 1979 precisamente para defender o pa­trimónio de Torres Vedras e conta actualmente com 130 associados.
Dos nove monumentos nacionais do ter­ritório torriense, seis estão classificados como património arquitectónico. Os elementos ro­mânicos da igreja de Santa Maria do Castelo são um deles, datados de 1208 e ainda hoje podem ser apreciados, apesar das sucessivas modificações ao longo dos séculos. Uma classificação que, contudo, não se aplica a to­do o castelo. Outro monumento nacional é a ermida de Nossa Senhora do Ameal, no Choupal, do século XIV, também ela alvo de várias obras ao longo do tempo. O chafariz dos Canos é outro, fonte gótica do século XIV, uma verdadeira relíquia nacional, única em Portugal e muito rara em toda a Europa, que, contudo, segundo a ADDPCTV, tem sido muito mal tratada. A completar esse lote de monumentos nacionais está ainda a igreja de São Pedro, restaurada no século XVI, com portal manuelino de 1712 e porta lateral qui­nhentista. Os outros dois monumentos são o aqueduto de Torres Vedras, que servia para abastecer o chafariz dos Canos, remodelado na segunda metade do século XVI; e o mos­teiro do Varatojo, mandado construir em 1470 por Dom Afonso V como pagamento de uma promessa a Santo António, onde se destaca o portal gótico.
Há depois três monumentos nacionais do património arqueológico: o castro do Zam­bujal, povoado fortificado pré-histórico des­coberto em 1938 por Leonel Trindade; o tholos do Barro ou da Pena, monumento fu­nerário do Eneolítico descoberto em 1909; e a gruta artificial da época Calcolítica da Ermegeira (Maxial), estrutura funerária desco­berta em 1930, onde se descobriu um par de brincos em ouro, seguramente o menos co­nhecido deste lote dos nove monumentos nacionais de Torres Vedras.
Da discussão que se seguiu realce para a sugestão de se criar um centro interpretativo junto ao chafariz dos Canos e o resto das muralhas da porta da Corredoura. Também foi dito que Torres Vedras tem três dos mais antigos relógios mecânicos do país: Varatojo, Castelo e Graça. Para além dos monumentos nacionais, o concelho é rico em património, com um vasto conjunto de edificações classi­ficadas, cuja lista pode ser consultada em: http://patrimoniodetorresvedras.blogspot. com.

07 outubro 2010

UM MONUMENTO NACIONAL DE TORRES VEDRAS

Quem alguma vez viu a Gruta Calcolítica da Ermegeira? E, no entanto, ela é um dos nove Monumentos Nacionais do concelho de Torres Vedras.
Não se sinta mal, leitor! Nós também não a conhecíamos "ao vivo". Sabíamos da descrição que dela se faz no site da Direcção Geral do Património Cultural. Sabíamos também que ficava na Ermegeira, num terreno particular, tínhamos uma fotografia tirada nos anos 80, mas nunca lá tínhamos estado.
Resolvemos ir ao encontro dela. O contacto foi fácil. Através do sr. Emílio Correia e da Junta de Freguesia do Maxial, chegámos à fala com o proprietário, dono da Quinta de Entrecampos, sr. Manuel Pinheiro, que logo se dispôs a acompanhar-nos. Está situada num caminho de terra batida, à saída da povoação da Ermegeira, freguesia do Maxial.
Da gruta já pouco resta: apenas uma parte da calote esférica à beira de um caminho agrícola, tapada por ervas altas que foi necessário pisar para a tornar visível.
Vejamos melhor:


 A "gruta" está no cômoro antes das casas, lado direito do caminho por onde íamos, logo a seguir aos paus da vinha.


A calote que resta da gruta. O que lá falta foi destruído pelo vandalismo de alguns que ali andaram à procura de tesouros, como deixou escrito o prof. Manuel Heleno. E também pela prática agrícola. Não esqueçamos, é uma construção que tem mais de 4 500 anos.

O sr. Emílio foi o nosso elo de ligação. E não se importou de ficar na foto para se ter ideia mais exacta do tamanho da calote.



Mais perspectivas do que resta da gruta.

Pergunta-se, então: porque é que aquele sítio foi classificado como Monumento Nacional no início dos anos 40 do século XX?
Veja-se o que diz o tal site da DGPC na sua nota histórico-artística.
Não é por esta simples nota que os leitores poderão ficar bem esclarecidos acerca do assunto. Seria necessário consultar a bibliografia indicada e aprofundar conhecimentos sobre a Pré-História na Estremadura portuguesa.
Fiquemo-nos com esta nota: os vestígios da ocupação humana em tempos recuados têm sido valorizados ao longo dos tempos, sobretudo desde que, a partir de meados do séc. XIX a Arqueologia se tornou uma das principais ciências auxiliares da História. No concelho de Torres Vedras viveu um pioneiro desta ciência, Leonel Trindade a quem se deve o maior impulso no seu incremento, a partir da descoberta do Castro do Zambujal, em 1938.
A gruta da Ermegeira foi explorada por Manuel Heleno e o espólio encontra-se no Museu Nacional de Arqueologia, em Belém. A descrição do trabalho de pesquisa pode ver-se na revista "Ethnos", 2º vol, Lisboa, 1942, p. 449-469

Dele se destacam estes pendentes de ouro, guardados na Casa-Forte deste Museu.

Mais do que pelos quase insignificantes vestígios actuais, a importância desta jazida arqueológica é conferida pela tipologia da gruta, pela antiguidade e pelos achados que lhe estão associados. Razões suficientes para justificarem a sua classificação como Monumento Nacional.

Ao proprietário do terreno e ao povo da Ermegeira, compete acarinhar esta importante memória patrimonial, dando-a a conhecer aos mais jovens e explicando o seu significado.


03 outubro 2010

PRÓXIMAS ACTIVIDADES

A Associação do Património de Torres Vedras tem como um dos seus objectivos inter-agir com outras associações de carácter cultural do nosso concelho.
Nessa perspectiva divulgamos aqui dois eventos nos quais estaremos presentes:

1 - PASSEIO PEDESTRE, dia 10 de Outubro, organização da Associação de Marchas e Passeios do Concelho de Torres Vedras. Ver o site daquela Associação AQUI, com os pormenores desta actividade. Início: 8H00, concentração junto ao Centro Educativo da Carvoeira.

2 - CAFÉ COM FILMES, dia 21 de Outubro, 21H30, no Bar Teatro-Cine,  com o filme RUÍNAS (60 '), de Manuel Mozos. A nossa associação foi convidada para dinamizar o debate sobre este filme/documentário, que já recebeu vários prémios a nível nacional e internacional. Organização do Académico de Torres Vedras (ATV). Ver AQUI mais pormenores.

29 setembro 2010

A VISITA GUIADA A S. PEDRO

O nosso associado Venerando de Matos fez uma referência muito completa, no blogue VEDROGRAFIAS 2, à mais recente actividade da nossa Associação.
Pode ser vista AQUI.

27 setembro 2010

MAS QUE TERRA É ESTA?

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara"
(Epígrafe do livro de J. Saramago, Ensaio sobre a Cegueira)

Reparemos então:


Esta é a placa toponímica de Torres Vedras que o viajante encontra quando vem de Lisboa. 
Que terra é esta? T.res Vedras? Ainda se não houvesse espaço na placa...
É difícil perceber como funciona a cabeça de pessoas que fazem coisas destas...

RESCALDO DE UM DIA PLENO

A Associação do Património de Torres Vedras realizou duas actividades no dia 26 de Setembro, como previamente anunciou, Integradas nas JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO.

Para memória futura aqui ficam algumas fotos.


Passeio pedestre

Um poço no Forte do Pelicano


Início da visita guiada à Igreja de S. Pedro em Torres Vedras


O claustro do convento do Varatojo

Início do passeio pedestre

18 setembro 2010

PRÓXIMAS ACTIVIDADES

           

O Verão chega ao fim e recomeça a temporada. Embora nós nunca tenhamos parado, como o provam os nossos blogues. Neles poderá ver o que fomos fazendo e escrevendo, para melhor informação sobre as questões do Património.

           Próximas actividades, integradas nas Jornadas Europeias do Património 2010. Convidamo-lo(a) a participar, de acordo com os seus interesses e disponibilidade.


24 SETEMBRO -  Sexta-feira | 21.30h.
Auditório Municipal da Av. 5 de Outubro

“MO(NU)MENTOS DA MEMÓRIA . Ver e Ler o nosso Património”
Projecção de imagens dos Monumentos Nacionais de T Vedras, explicação oral e leitura de poemas alusivos.

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26 SETEMBRO - Dom | 09.00h a 13.00h.
Portaria do Convento do Varatojo (partida e chegada)

MARCHA/PASSEIO PEDESTRE, cerca de 10km. Visita guiada ao Convento, seguida de passagem pelos Fortes das Linhas de Torres Vedras: Cruz, Palheiros, Outeiro da Prata e Milharosa; paragem para visita explicada ao Castro do Zambujal.
Pormenores: ver AQUI
Perfil da marcha: fácil ( nível II numa escala de I a V)


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26 SETEMBRO – Dom | 16.00h

VISITA GUIADA à Igreja de S. Pedro, Monumento Nacional, sob a direcção de dois professores de História da nossa Associação.
Já entrámos muitas vezes neste templo. Mas quanto vezes olhámos sem VER?
É uma oportunidade para VER, com a ajuda de alguém que está informado...

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Outubro
Arranque do nosso programa mensal PATRIMÓNIOS, na Rádio Oeste. Horário a definir.

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[DATAS A ANUNCIAR]
AO ENCONTRO DA HISTÓRIA
Auditório Municipal, Av. 5 de Outubro
Um olhar sobre o porquê e o quê da Guerra Peninsular e as Linhas de Torres Vedras

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JOSÉ RELVAS, O ARISTOCRATA REVOLUCIONÁRIO Auditório Municipal, Av. 5 de Outubro
Por ocasião do Centenário da implantação da República

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 Participar é uma forma de defender o nosso Património.
 

12 setembro 2010

UMA DAS NOSSAS PRÓXIMAS ACTIVIDADES


Janela do Convento do Varatojo (Foto Méon)

Em parceria com a Associação de Marchas e Passeios do Concelho de Torres Vedras, a ADDPCTV participa no passeio pedestre de 26 de Setembro de 2010, com a visita a dois Monumentos Nacionais deste concelho, actividade integrada nas Jornadas Europeias do Património.
Partida e chegada junto da Portaria do Convento do Varatojo. Percurso com cerca de 10 km.
Apoio da Câmara Municipal de Torres Vedras.

CONVENTO DO VARATOJO
Mandado edificar pelo rei D. Afonso V, no século XV, é um edifício compósito, resultante de sucessivas épocas de construção. Destacam-se o portal gótico, o claustro quatrocentista, o portal manuelino do panteão dos alcaides de Torres Vedras, a igreja com azulejos e talha dourada, entre muitos outros motivos de interesse. Ainda hoje é morada de frades franciscanos. Monumento Nacional desde 1910.


CASTRO DO ZAMBUJAL
Situado a cerca de 3 km a SO de Torres Vedras “ e identificado pelo investigador torriense Leonel Trindade em 1938, este castro constitui um dos mais complexos povoados fortificados pré-históricos existentes na Península Ibérica” (IGESPAR). Depois de várias campanhas de escavação, foram postas a descoberto várias estruturas defensivas e foi recolhido vasto espólio arqueológico, atestando a existência de uma povoação da época calcolítica (início da idade do bronze), cerca de 2500 a.C. Monumento Nacional desde 1946.
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Qualquer pessoa pode participar.

Hora e local da concentração: 09H00, 26 Setembro (Domingo), no largo da Portaria do Convento do Varatojo.


06 setembro 2010

PEDIDO DE ESCLARECIMENTO À CÂMARA MUNICIPAL

Pedido de esclarecimento colocado no FORUM da Câmara Municipal de Torres Vedras em 6/09/2010 (http://209.200.102.20/smf/index.php?topic=3171.0):

Tenho diante de mim o organigrama da Câmara Municipal, retirado do site do Município. Nele vejo um item intitulado "Sector do Património Histórico e Cultural", que faz parte do Departamento de Acção Social e Cultural.
Procurei no site mais alguma coisa sobre este Sector e nada encontrei.
Que linhas de acção o orientam? Que estratégia o norteia? Qual a sua missão? Que actividades fez e quais as que projecta fazer? Com quem e com que meios? Prevê a elaboração de uma Carta do Património Concelhio e de uma Carta Arqueológica?
Tem um Inventário actualizado das Associações Culturais do Concelho, acessível ao público?
Agradecia um esclarecimento.

04 setembro 2010

ADIVINHA...

Este texto foi retirado hoje do site da Câmara Municipal de um concelho bem perto de nós.
Adivinha: de que Câmara estamos a falar?

«GABINETE DE PATRIMÓNIO HISTÓRICO E ARQUITECTÓNICO
A principal atribuição do Gabinete de Património Histórico e Arquitectónico é a constituição da Carta Municipal de Património, documento sectorial que serve de base às orientações estratégicas autárquicas para esta área cultural.
Em articulação com os organismos da Administração Central e Regional, mas sobretudo com os agentes locais - principais garantes da preservação e valorização do património -, o Gabinete centraliza e disponibiliza a todos os interessados o Inventário Municipal de Património. Na actualidade, esta base de dados conta com perto de 1000 registos, a que se associa um conjunto amplo de informação complementar, desde aspectos básicos de caracterização patrimonial e histórico-artística, até à rigorosa georreferenciação.
Conhecer, preservar e divulgar a singular herança reunida no concelho de (…) são tarefas que impõem diferenciadas abordagens aos públicos do património: a publicação continuada de resultados de investigação, a definição e animação de rotas e circuitos de visita, a realização de exposições temporárias e de actividades pedagógicas ajustadas aos curricula da população escolar do município, são algumas das iniciativas desenvolvidas por este gabinete com vista a uma maior proximidade identitária entre as populações e os seus mais importantes referentes culturais.
Da área de actuação do Gabinete faz ainda parte a preservação e valorização do espólio do escultor Domingos Soares Branco, nome marcante da escultura contemporânea portuguesa da segunda metade do século XX. Composto por cerca de 13.000 peças, este espólio tem sido objecto de investigação, valorização e exposição parcelar.»
A quem adivinhar pedimos que nos acompanhe numa visita ao referido Gabinete, por um destes dias...

OS CENTROS HISTÓRICOS DAS CIDADES

Um livro oportuno, publicado em 2009



Da contra-capa:

Esta obra destaca-se claramente de tudo o que já foi publicado em Portugal sobre o tema da reabilitação urbana, não só pelo seu carácter assumidamente interdisciplinar e equidistante, mas também por se desviar do discurso laudatório tão habitual em publicações camarárias ou da responsabilidade dos próprios autores de projectos de reabilitação. Estamos perante um conjunto de análises críticas a diversas intervenções levadas a cabo nas últimas três décadas em centros históricos portugueses, com especial ênfase nos casos do Porto e de Gaia. Depois de apontarem os pontos fortes e os pontos fracos dessas intervenções, assim como os resultados obtidos e alguns dos seus efeitos colaterais, os autores propõem novas perspectivas sobre a reabilitação integrada de centros históricos, constituindo-se assim a primeira obra publicada em Portugal dentro do espírito da Integrated Territorial and Urban Conservation do ICCROM.
Francisco Queiroz
Licenciado (1994), Mestre (1997) e Doutor (2003) em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Docente do Curso de Arquitectura da Escola Superior Artística do Porto, onde tem a seu cargo a disciplina de História do Urbanismo em Portugal.

Ana Margarida Portela
Licenciada em Conservação e Restauro pelo Instituto Politécnico de Tomar (2001) e Mestre em História da Arte em Portugal pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (2003). Aguarda provas de Doutoramento em História da Arte na mesma Faculdade, como bolseira da FCT.

Ver primeiros parágrafos na página TEXTOS A RELEMBRAR (texto nº 3)


26 agosto 2010

A PROPÓSITO DA A8 EM OBRAS



Auto-estrada pode ser mais do que ligação viária se na sua construção se tiverem em conta certos elementos. Podem parecer pormenores mas fazem a diferença. É o que nos diz o Arq. José Aguiar neste oportuno artigo. Lembrámo-nos dele numa altura em que a A8, que serve Torres Vedras, está em obras de requalificação. Paisagem é Património. A defender!


Paisagens encapsuladas!*
JOSÉ AGUIAR, Arquitecto

Quase todos chegamos a estágios na vida onde, pouco a pouco, res­surgem as (grandes) lições do início (o eterno retorno). Depois de partir, cada vez mais me lembro das lições de Távora. Ocorre-me uma em par­ticular, em que nos contou, no nosso primeiro ano de arquitectura, das auto-estradas de outros países, mais cultos, desenhadas em função do paisagismo do seu território, das belas linhas de vista que guiaram o serpentear das estradas (mais do que as velocidades previstas), com obras de arte (viadutos altos) nas montanhas, criando beleza mas dei­xando passar os ventos e os animais. Sabemos todos como o desenho das nossas apressadas vias e infra-estru-turas foi diverso desse, construindo más e feias cidades. Neste enorme processo de construção, feito sem desenho (ou com mau desenho), surgiu recentemente uma nova e triste novidade.
Palas acústicas, homogéneas e gigan­tescas (por vezes com mais de qua­tro metros), de enorme banalidade formal (perfis de alumínio e placas metálicas sempre com os mesmos verdes, amarelos e ocres encapsu­lados) começaram a enclausurar as paisagens de norte a sul, perto das grandes cidades, numa gigantesca teia igual, um canal interminável de fealdade e triste tristeza. Tratamos como se fossem burros com palas os condutores a quem, além das bichas no caminho, já não resta sequer o sobressalto estético da luz do sol-pôr sobre o Tejo, a surpresa das flores nas colinas do Sul (forradas este ano a cor azul, no outro brancas, amanhã amarelas), o sobressalto das escuras fragas, ou o mosaico verde do Norte, para tornar um pouco mais feliz o repetido caminho.
As rápidas placas construíram um feio e gigantesco canal, inferno dos tantos carros, e tristeza estética de uma suburbanidade que foi esten­dida, num repente, por todo o país. Gabamos aos outros a beleza e a diversidade do país, mas homoge­neizámos a paisagem com estas pla­cas verdes, amarelas e ocres, mais ou menos misturadas, todas já sujas do pó dos metais e dos pneus, ou já emporcalhadas pela fealdade da escrita vandálica.
Há sempre, para estes fenómenos, motivos nobres: poluições acústi­cas; ouvidos fartos. Mas, porque raio resolver a poluição acústica obrigou a esta terrível poluição visual?
Enfim, até suspeito que sei. Algures há (sempre) um regulamento novo, trazido à pressa da Comunidade Europeia, sem leitura crítica, sim­plesmente plasmado. Seguem-se empresas de professores-investi-gadores-consultores, que soube­ram mais depressa que os outros, que traduziram, adaptando aos seus estreitos interesses, e que monta­ram o esquema das soluções rápi­das e demasiado feias, que tornam alguns - muito poucos - mais ricos e todos mais pobres. Os tipos do património dizem: agora já não discutimos só monumentos, nem conjuntos apenas, nem sequer as cidades como património. Hoje, as grandes questões são territoriais, na aproximação entre a cultura do património e a cultura ambiental, no primado da ecologia. Mas de que serve defender paisa­gens e itinerários culturais, quan­do nas máquinas com que vemos a diversidade do nosso mundo só conseguimos descortinar estú­pidos e altos canais, banalmente iguais, dos mesmos materiais e cores, hoje vivas, amanhã igual­mente sujas?
Tendo nós um território cheio de paisagens e culturas formais tão dis­tintas, porque são todas tão igual­mente banais estas placas e cores? Porquê se utiliza só esta extensiva e feia solução?
Sei que não é nada fácil o desenho da ciência acústica. Tenho a certeza que estes perfis de alumínio e pla­cas não podem ser acusticamente a melhor das soluções para cada recta, para cada declive, linha de festo ou de vale.
Porque não aproveitar cada curva, cada morfologia, cada traço na pai­sagem (riscado para TGV ou auto--estrada) para, como dizia Távora, com brilho nos olhos, projectar uma solução feita à medida desse lugar, sempre único e precioso? Porque não criar arte e projecto urbano, desenho de macro estru- j turas na paisagem, com materiais diversos (aqui pedra porque é Norte, ali terra porque é Sul, acolá policarbonato porque tudo é abs­tracto e artificial), variando, enri­quecendo de diversidade visual o desenho destas engenharias acús­ticas?
Porque não voltarmos a ser novos e magníficos deuses dos lugares, pre­servando a memória boa do que já foi, demiurgos que transformam, em vol des oiseaux, o desenho das redes e das infra-estruturas em novas opor­tunidades para a inteligência, para a sensibilidade e, sobretudo, para mais cultura?

*       in: Revista PEDRA & CAL, Nº 45, Janeiro7Fevereiro/Março 2010