23 junho 2010

FEIRA DE S. PEDRO











A nossa Associação vai estar presente.
Qual será a surpresa deste ano?
Deu muito trabalho... O Carlos Ferreira e o Zé Pedro que digam.
O melhor será ir lá ver. Estamos no Pavilhão multi-usos, o que fica mais próximo do Mercado Municipal.

16 junho 2010

UM TEXTO OPORTUNO



Retirámos DAQUI este texto que nos parece oportuno e relevante. Porque estamos em Junho... E porque se trata de património cultural.

Festas juninas – De Portugal ao Nordeste


Artigos • Nacional • 23 de maio de 2010 por Silvana Losekann

Professor da UFPB, Severino Alves de Lucena Filho traça um paralelo entre as festas juninas do Nordeste de hoje com as festas dos santos populares de Lisboa (Portugal), que passa pelo mesmo processo de modernização.

As festas juninas são uma herança pré-cristã, cujas marcas ainda são visíveis, apesar da ação da hierarquia da Igreja Católica para cristianizar as comemorações do equinócio. Sublinha-se a migração de portugueses para o Brasil que determinou a releitura da festa levando em consideração as condições ecológicas do hemisfério sul. A dinâmica cultural em ambas as margens do Atlântico determinou mudanças nas comemorações juninas a fim de compatibilizar com a sociedade atual no contexto da globalização, com a mudança de valores de forma acelerada.

Sublinha-se que no Brasil e em Portugal os eventos em louvor aos Santos Populares são concebidos como a uma festa urbana em constante movimento de criação, recriação, apropriações e conservação da tradição e como um acontecimento regional e construtor de identidades. Um acontecimento, não apenas para ser vivido, mas, sobretudo para ser visto e consumido pelas comunidades e visitantes durantes as festas do ciclo junino.

Nas folias juninas no Nordeste do Brasil, além das cerimônias religiosas, do banquete junino destacam-se as danças que se tornaram a mais expressiva manifestação folclórica, buscando preservar marcas da cultura popular rural, ao mesmo tempo em que se vive a modernização, percebida nos trajes, nas músicas e, em especial, nas coreografias modernosas.

As danças vivenciadas no ciclo de São João são uma das características mais marcantes dos festejos juninos. Referimo-nos entre outras, à quadrilha, o baião, o xaxado, o xote, o coco, o forró e o arrasta-pé. Estas são apresentadas em grupos de danças ou mostradas de forma espontânea nas comunidades, com objetivos de entretenimento e comemoração.

A quadrilha se destaca por ser um dos símbolos mais constantes no evento do ciclo junino. Esta dança, de origem europeia, chegou ao Brasil trazida pelos colonizadores portugueses. Era uma dança de elite, formada nos salões dos palácios. Depois desceu as escadarias do palácio e caiu no gosto popular, sofrendo várias modificações estética, musical e coreográfica.

A quadrilha é o baile de comemoração do casamento. Esta representação inseriu-se na dinâmica da cultura, passando por criações e recriações estabelecendo certa tradição como forma de preservar as origens, embora contaminada pela modernização pelo poder da mídia, do capitalismo.

As centenas de quadrilhas juninas na atualidade se apresentam durantes as festas do ciclo junino no Nordeste do Brasil como operetas com performances carnavalizadas para atender as exigências das empresas de comunicação organizadoras dos festivais de quadrilhas em níveis nacional, regional e municipal.

Nesse contexto de apropriações e refuncionalização dos elementos da cultura rural, sublinha-se que não devemos ter uma visão radical e saudosista com relação à manifestação segundo a tradição. È importante levarmos em consideração o momento de grandes transformações culturais. Registra-se também que elas promovem a aglutinação da juventude nas periferias como também a valorização, a inclusão social além de movimentarem a roda da economia do mercado informal na comunidade onde atuam.

Em Portugal, as festas em louvor dos Santos Populares (Santo Antônio, São João e São Pedro) festejam-se durante o mês de junho. Em especial, a de Santo Antônio é o maior acontecimento etnográfico lisboeta. Lisboa à luz destes festejos populares se constitue em um mosaico de vários elementos marcantes da urbanidade e das marcas cotidianas que habitam nos lugares, ruas, vielas, escadas que a edificam na singularidade de todas suas gentes e de todas as suas crenças.

As marchas populares, que constituem o ponto alto dos festejos em comemoração a Santo Antônio, são um evento aglutinador de centenas de pessoas, forças vivas da cidade constituídas pelas coletividades, marchantes, ensaiadores, coreógrafos, figurinistas, músicos e as estrelas anônimas dos bairros que, na sua dedicação e empenho, permitem a continuidade deste acontecimento cultural popular. Trata-se, enfim, de um conjunto de pessoas unidas pelo seu amor ao bairro onde vivem e que cada marcha representa. As festas que na sua origem aconteciam ao redor da Sé, Alfama e do Castelo na cidade de Lisboa, alargaram-se aos novos espaços urbanos.

O registro histórico relata que o primeiro concurso das marchas populares de Lisboa foi promovido pelo Diário de Lisboa e pelo Noticias Ilustrado no ano de 1932. Sublinha-se que o evento das marchas populares teve, desde a sua origem, a participação de veículos de comunicação de massa e a visão empreendedora de portugueses comprometidos com a criação de espaços de entretenimento com foco nas referências da cultura popular lisboeta além do seu aspecto comercial, que desde sua gênese teve patrocínios de empresas públicas e privadas.

O exemplo das 22 marchas populares em homenagem a Santo Antônio em Lisboa e das centenas de Quadrilhas Juninas no Nordeste do Brasil são, sem dúvida, um dos grandes ícones das festas dos santos juninos. Elas integram o cenário da festa numa perspectiva plural e diversificada em seu contexto organizacional, de mobilização e envolvimento da comunidade que representam. Elas se reinventam para assumir novos sentidos preservar marcas da tradição e criam novas linguagens e maneiras de se comunicar e motivar seus públicos alvos. Elas ajudam na composição da espetacularização da festa, são uma importante referência no universo do imaginário e discursivo na fabricação da festa junina nos espaços urbanos onde são vivenciados e representados.

Os megaeventos como a Festa dos Santos Populares em Portugal e dos Festejos Juninos no Nordeste do Brasil são espetáculos em que empresas públicas e privadas participam como organizadoras e patrocinadoras contribuindo para a criação de uma apresentação e refuncionalização da tradição. Buscam também edificar uma relação comunicacional nas quais exibem, via imagens, os produtos e serviços junto aos diferentes públicos, através de representações comunicativas simbólicas, onde o passado, o presente e o futuro são visibilizados como espetáculos em cenários multiculturais.

Evidenciamos que, no contexto das interfaces culturais tanto no Brasil como em Portugal, as festas populares do ciclo junino, nos espaços urbanos, são planejadas, montadas, executadas e comemoradas a partir das noções de pertencimento e de identidade da festa como uma marca cultural da cidade e como atração para o turismo cultural em níveis regional, nacional e internacional, onde a tradição e a modernidade convivem de maneira harmônica em uma mesma temporalidade espacial.

Severino Alves de Lucena Filho é professor do Departamento de Comunicação e Turismo da Universidade Federal da Paraíba. Pesquisador da Rede Brasileira de Folkcomunicação. Pos-Doutor pelo Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro em Portugal.



11 junho 2010

O PATRIMÓNIO É PASSADO OU É FUTURO?




O que é o património? Eis algumas respostas simples, por Simon Thurley


No mesmo dia em que a arquitecta Teresa Adresen escrevia o artigo destacado na última entrada, o Jornal Público trazia na secção cultura uma entrevista com Simon Thurley, presidente do English Heritage (homólogo do nosso IPPAR) . A entrevista não contém nada de surpreendentemente inovador, mas a forma simples como um alto responsável pelo património britânico coloca as coisas merece ficar em memória no vistas. Mais não seja porque nesta, como em tantas outras matérias, o esquecimento é um dos nossos principais dramas.

Aqui fica então o excerto que mais gostei de ler (a entrevista na integra, fica em copia no corpo da entrada):

(...)

Público: Qual é o vosso principal objectivo?

Simon Thurley: Garantir que o "ambiente histórico" é passado às gerações futuras tal como chegou até nós ou melhor. Passamos muito tempo a identificar os bens que queremos salvar e as soluções para a sua conservação.

Público: O que é que quer dizer exactamente com "ambiente histórico"?

Simon Thurley: Preferimos usar "ambiente histórico" porque abarca tudo: paisagens,

jardins, parques, sítios arqueológicos, edifícios medievais, palácios

do século XVIII, arranha-céus dos anos 60.

(..)

Público: O que é que define o património?

Simon Thurley: As pessoas. Há dois erros comuns no que diz respeito ao património. O primeiro é pensar que é sobre edifícios - é sobre as pessoas e o que elas investem nos tijolos. O segundo é pensar que é sobre o passado -é sobre o futuro, o que ficará depois de nós desaparecermos.

(...)

Por outras palavras, O que é o Património? Aquilo que uma dada geração considera dever ser deixado para o futuro. Nesta formulação, é evidente que as responsabilidades não dizem apenas respeito a entidades publicas. dizem respeito a todos per si, e nesta matéria desconfio que os Portugueses pretendem de facto deixar muito pouco.

PÚBLICO - EDIÇÃO IMPRESSA - CULTURA

Director: José Manuel Fernandes

Directores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho

POL nº 5475
Terça, 22 de Março de 2005

"É a mudança que cria a história"

O presidente do English Heritage, o instituto britânico do património,

esteve em Portugal. Simon Thurley diz que o grande desafio é convencer

as pessoas a não trabalharem contra o desenvolvimento económico.

Para este especialista, "o património são as pessoas". E o futuro.

Por Lucinda Canelas

Simon Thurley, o presidente do English Heritage, o equivalente

britânico ao Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar),

esteve três dias em Portugal a visitar mosteiros e palácios. Ippar e

English Heritage assinaram um protocolo de cooperação porque, segundo

Thurley, têm muito a aprender um com o outro. Não é para menos:

Portugal e o Reino Unido nunca trabalharam juntos nesta área.

Thurley, 42 anos, dirige desde 2002 um dos maiores e mais conceituados

institutos do património do mundo - é responsável por mais de 400

monumentos e sítios, recebe do governo 177 milhões de euros por ano e

tem 11 milhões de visitantes.

Ex-director do Museu de Londres, Thurley diz que os britânicos se

interessam cada vez mais pelo património e que os organismos que o

tutelam se devem preocupar mais em "gerir a mudança" do que em tentar

impedir que ela aconteça. "O património são as pessoas e o que elas

investem nos tijolos."

É autor de livros sobre edifícios históricos e, considerado um

comunicador nato, já fez vários programas de televisão para a BBC

sobre património. Um deles, no ano passado, foi visto por mais de 1,5

milhões de pessoas. Um homem que fala da necessidade de comunicar e

ter lucro sem complexos.

PÚBLICO - O que é que aproxima o English Heritage e o Ippar?

SIMON THURLEY - O English Heritage já trabalhou com todos os países da

Europa dos 15 à excepção de Portugal, o que é muito estranho. Pelo que

pude perceber, são provavelmente mais parecidos que qualquer outras

duas organização de património da Europa: ambos têm de cuidar de

monumentos, classificar edifícios e planear.

Que projectos quer realizar com o Ippar?

Ainda é cedo para adiantar pormenores. A maioria dos sítios do English

Heritage são muito mais comerciais do que os do Ippar. E nós temos

muito a aprender com a forma como o Ippar classifica os edifícios.

Em que medida?

Em Portugal, o processo de classificação é público, o proprietário é

consultado. Em Inglaterra tudo é feito em segredo. Só se sabe que o

edifício foi classificado quando o proprietário recebe uma carta. Não

devia ser assim. O sistema português, que é mais discutido, é melhor,

apesar de mais burocrático.

No Reino Unido quanto tempo demora classificar um edifício?

Uma semana, um mês...

Em Portugal pode levar dez anos...

É um dos custos da consulta pública. Gostávamos de ter um sistema que

não fosse tão lento como o vosso mas igualmente aberto.

Qual é o vosso principal objectivo?

Garantir que o "ambiente histórico" é passado às gerações futuras tal

como chegou até nós ou melhor. Passamos muito tempo a identificar os

bens que queremos salvar e as soluções para a sua conservação.

O que é que quer dizer exactamente com "ambiente histórico"?

Preferimos usar "ambiente histórico" porque abarca tudo: paisagens,

jardins, parques, sítios arqueológicos, edifícios medievais, palácios

do século XVIII, arranha-céus dos anos 60.

Quantos bens têm de gerir?

Temos 420 sítios de gestão directa abertos ao público. Mas temos cerca

de 400 mil edifícios classificados e 30 mil sítios arqueológicos.

Quais são os principais desafios que o património britânico enfrenta?

A Inglaterra está a atravessar um período de profundas transformações

económicas, o que cria uma grande pressão nas infra-estruturas:

estradas, aeroportos. Todos estes equipamentos têm potencial para

afectar o património. O nosso desafio é fazer com que estas

transformações melhorem o "ambiente histórico".

Qual é a chave para conciliar "ambiente histórico" e desenvolvimento económico?

Convencer as pessoas de que é melhor trabalhar com o "ambiente

histórico" do que contra ele.

O financiamento não é um problema?

É um problema enorme. Este ano recebemos do Governo 177 milhões de

euros e tivemos de receitas próprias 72,4 milhões. Mas as

contribuições do Governo estiveram congeladas durante dez anos...

Os trabalhistas apoiam o património?

Não temos sido bem financiados, mas espero que no futuro venhamos a

ser porque o nosso trabalho é reconhecido assim como o papel social do

património.

Qual é o vosso ponto forte?

A mais-valia está na nossa grande experiência comercial. O sistema de

protecção do património costumava ser um dos mais avançados. Hoje não

é. É por isso que é preciso reformá-lo.

Que reforma é essa?

A conservação tinha a ver com preservação - impedir que as coisas

acontecessem. O que queremos agora é mudar a forma como as pessoas

pensam a conservação - ela tem sobretudo a ver com a gestão da

mudança. É ela que cria a história e, por isso, o "ambiente

histórico". Temos de ajudar as pessoas, que se interessam cada vez

mais pelo património, a aceitar a mudança.

Como é que explica esse interesse?

Com a própria mudança. O desenvolvimento económico faz com que as

pessoas olhem para trás à procura do que é permanente.

O que é que define o património?

As pessoas. Há dois erros comuns no que diz respeito ao património. O

primeiro é pensar que é sobre edifícios - é sobre as pessoas e o que

elas investem nos tijolos. O segundo é pensar que é sobre o passado -

é sobre o futuro, o que ficará depois de nós desaparecermos.

LIMPEZA DA COSTA

Desenho das camisolas que foram distribuídas pelos participantes



Quando há semanas se falou tanto no dia de LIMPAR PORTUGAL nós por aqui sorrimos de satisfação. É que a Associação de Defesa do Património e o Espeleo-Clube, ambos de Torres Vedras, lançaram há 15 anos uma iniciativa: a limpeza da costa, normalmente no dia mundial do Ambiente, em Junho ou em data próxima.As escolas do concelho aderiram com entusiasmo, a Câmara Municipal disponibilzou meios e a iniciativa passou a realizar-se todos os anos. Este foi o 15º do chamado COSTA VIVA.
Muitas dezenas de jovens percorreran as dunas e as arribas de Santa Rita e do Seixo, a recolherem lixo. No final houve um almoço no pinhal de Santa Cruz.

Uma evidência: a quantidade de lixo tem vindo a diminuir de ano para ano. Isso deve-se às campanhas de sensibilização e a estas iniciativas persistentes.

Algumas fotos deste ano, no dia 7 de Junho:


















Belíssima foto do Paulo Carocinho, a mostrar a fauna e a flora das dunas.

29 maio 2010

21 maio 2010

DE LUTO



Zé Almendro foi membro da nossa associação praticamente desde o início. Pertenceu à sua Direcção.
Há dois anos esteve muito doente mas recuperou. Embora debilitado, voltou a colaborar com o entusiasmo e o empenho de sempre.
Estava connosco no projecto para a presença da ADDPCTV na próxima Feira de S. Pedro, em Junho.
Ontem começámos os preparativos para aquele que seria mais um dos seus trabalhos preferidos: a construção de uma maqueta.
Hoje iríamos fazer a compra dos materiais.
Mas Zé Almendro deixou-nos à espera, foi traído pelo coração.
Para sempre! PARA SEMPRE!

José Luís Silveira Almendro.
Querido amigo!

01 maio 2010

UM LIVRO MUITO ÚTIL



TEXTO DA CONTRA-CAPA

«Os conceitos e as doutrinas sobre o património cultural evoluíram extraordinariamente ao longo do século XX e não permanecerão, obviamente, imutáveis no futuro.
O interesse pelo património arquitectónico e arqueológico, centrado inicialmente na preservação dos monumentos de maior significado histórico, alargou-se progressivamente a outras áreas (centros históricos, património rural, património industrial, jardins históricos, património cultural subaquático, etc). Mais recente¬mente, iniciou abordagens ao nível da globalidade da paisagem, tentando contrariar as agressões provocadas pelas rápidas e pouco qualificadas alterações urbanísticas das nossas cidades e pelas profundas alterações no meio ambiente. Esta publicação apresenta, para além de uma breve introdução sobre a evolução dos conceitos de salvaguarda do património arquitectónico e arqueológico, a tradução para português de 34 cartas, recomendações e convenções internacionais produzidas por organismos de grande projecção, como a UNESCO, o Conselho da Europa, o ICOMOS e outros. Uma listagem com uma centena de outras normas relevantes, uma bibliografia específica e um índice remissivo contribuem para que esta publicação seja de leitura obrigatória para estudantes, professores e profissionais ligados à salvaguarda do património arquitectónico e arqueológico.»

Lopes, Flávio; Correia, Miguel Brito, PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO E ARQUEOLÓGICO - Cartas, Recomendações e Convenções Internacionais. Livros Horizonte, Lisboa, 2004.

28 abril 2010

PARABÉNS!

Ao VEDROGRAFIAS, do nosso associado Venerando de Matos.
Um blogue que perfaz um ano de vida. Tornou-se instrumento imprescindível para quem quer conhecer a História torriense.
Muitos parabéns!

16 abril 2010

CONGRESSO PATRIMÓNIO 2010


Congresso sobre o Património, a decorrer nos dias 14, 15 e 16 de Abril no Porto.
Ver pormenores AQUI

PATRIMÓNIO E CONTEMPORANEIDADE

Arttigo da revista PEDRA & CAL, nº 45, 1º trimestre de 2010:

Património e contemporaneidade

Fala-se muito, nos nossos dias, sobre "Património", "Conservação e Restauro", "Intervenções
com carácter contemporâneo", entre outros temas. Embora seja muito animador verificarmos
um crescente interesse por estes assuntos que finalmente despertam o justo interesse da nossa sociedade, sinal de que estão em plena ordem do dia, importa interrogarmo-nos sobre o que é o nosso património, o que representa, o respeito que deveremos ter por ele e que se reflecte, por exemplo, no tipo de intervenções a que o vamos submeter.

O património representa, em termos gerais, uma herança, um conjunto de bens naturais ou culturais, de importância reconhecida num determinado lugar, região, país ou, até, da humanidade. O caso particular do património arquitectónico engloba todos os monumentos, conjuntos arquitectónicos e sítios. Representa a herança cultural de um povo, com os seus costumes e a sua história. Também se aplica às obras modestas que, com o tempo, adquiriram significado cultural. Conseguimos, as¬sim, identificar imediatamente um monumento ou um sítio nas regiões por onde os nossos antepassados andaram e deixaram memória. É esse o objectivo que se pretende atingir: salvaguardar a herança arquitectónica e cultural de um povo intervindo nela com respeito pelas suas origens, de modo a preservar as partes ou características que transmitem o seu valor histórico, cultural, arquitectónico e simbólico.

É do conhecimento comum o mau estado em que se encontra uma grande parte dos nossos monumentos, conjuntos arquitectónicos e sítios, fruto do abandono, de acidentes, de maus critérios de intervenção, entre outros factores. As razões destes problemas perdem-se no tempo. Poder-se-á referir, por exemplo, o desconhecimento das técnicas tradicionais, postas em causa nos últimos tempos com o desaparecimento da mão-de-obra especializada, e o ritmo cada vez mais elevado exigido à construção nos nossos dias.

No final do século passado, e durante muitos anos, verificou-se um ritmo descontrolado de construção nova, de baixo nível de qualidade, com o abandono e consequente degradação das construções e centros históricos.

Com a construção de novos edifícios para habitação e das grandes superfícies comerciais na periferia dos centros urbanos, os centros históricos ficaram cada vez mais desertificados, não favorecendo a preservação dos valores culturais, ao contrário dos centros históricos de uma grande parte das cidades europeias. Esta situação originou o abandono, delinquência e desmotivação das pessoas que nos visitam, com reflexos em termos económicos e na imagem que é transmitida. Actualmente, verifica-se, paulatinamente, uma revolução na mentalidade dos cidadãos, em parte fruto da crise no investimento na construção nova e, também, de uma nova maneira de olhar para o nosso património e de o entender. São tempos de reflexão, de acerto de estratégia, considerando a reabilitação como a saída natural para a crise criada com a estratégia errada nos finais do século passado.

Com o alargamento da Europa, em termos de unidade europeia, na sequência da Carta de Veneza e de vária produção doutrinária internacional, surgiu, em 2000, a Carta de Cracóvia. Esta vem sublinhar a grande diversidade das múltiplas identidades que constituem a Europa actual e assegurar o respeito e a coexistência de todas as diferentes identidades, de modo a que o projecto de conservação e restauro do património construído reflicta uma evolução dos seus valores sociais e científicos.
Na conservação dos monumentos e edifícios com valor histórico terá de se ter em conta a sua autenticidade e integridade.

As decisões e escolhas a fazer deverão equacionar-se numa perspectiva de fruição futura, acompanhando o alargamento do conceito de património construído, considerando os vários conceitos de manutenção, reparação, restauro, renovação e reabilitação, bem como a sua consideração em cada caso específico de intervenção. Para estes objectivos poderem ser atingidos, de modo a não se cometerem os mesmos erros do passado, deverá ser encorajado o recurso a novas tecnologias e novas práticas, fazendo uso dos critérios de eficácia, compatibilidade, durabilidade, reversibilidade e, também, eficiência, de uma forma responsável e sustentada. A sustentabilidade é, segundo Chrisna du Plessis, "o regime capaz de permitir a existência continuada do ser humano, possibilitando uma vida segura, saudável e produtiva às sucessivas gerações, em harmonia com a natureza e com os valores culturais e espirituais locais".

Por último, mas não menos importante para a salvaguarda do nosso património construído, as intervenções deverá ser sempre executadas por empresas com qualificação específica, devendo o lançamento de concursos de obras de intervenção ser realizado em moldes que assegurem que os concorrentes possuem a necessária qualificação. Este requisito vem, aliás, na sequência das cartas e declarações internacionais, que o nosso país subscreveu e se comprometeu a implementar. Não nos podemos esquecer de que o nosso património é a nossa herança, o que recebemos dos nossos antepassados, mas, também, é o que, por sua vez, iremos deixar aos nossos sucessores. Para isso, deveremos tratá-lo e acarinhá-lo da melhor forma.

Filipe Ferreira, director do GECoRPA ( Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico)

14 abril 2010

DADOS TÉCNICOS SOBRE O FORTE DA FORCA









CARACTERIZAÇÃO DA TÉCNICA CONSTRUTIVA E DIAGNÓSTICO DO ESTADO DE PRESERVAÇÃO DO FORTE DA FORCA

O Forte da Forca localiza-se no concelho de Torres Vedras, freguesia de Santa Maria, a Nordeste da cidade de Torres Vedras. Topograficamente encontra-se no topo de uma paleoarriba do Rio Sizandro. Implanta-se perto do vértice Este formado entre a Vala dos Amiais, e a Ribeira das Voltas. Nesta zona a Vala segue de Norte para Sul e intercepta a Ribeira que segue de Este para Oeste. A referida Vala é afluente do rio Sizando. Os fortes que estão mais perto do forte da Forca são o Forte de S. Vicente a Oeste e a estrutura defensiva que estaria no antigo castelo a Sul de Torres Vedras. Este conjunto pretendia garantir a defesa na entrada em Torres Vedras e progresso para Lisboa, pela antiga estrada real.

O conjunto integra no seu interior pelo menos um trave s, duas praças altas e paiol. No interior verifica-se a existência de dois grandes buracos, provavelmente relacionados com infiltração de águas para cavidades internas no arenito em que o forte foi construído. Uma realidade semelhante regista-se também no lado Norte do fosso, só que neste caso é possível verificar a existência permanente de água, o que provavelmente estará relacionado com a existência de uma nascente.

Ao longo do perímetro exterior do Forte (poligonal de forma Maio ou menos quadrangular, com cerca de 245 m) existem oito canhoeiras que cobrem num ângulo de 180° entre o lado Norte e Nordeste. Estas estão dispostas em duas dos quatro lados principais da poligonal que define a planta da obra. O fosso desenvolve-se entre os lados Nascente Norte e Poente, estando aberto sobre o lado Sul, que é um escarpa natural. Este fosso está escavado em mais de metade da sua profundidade no substrato geológico (Grés de Torres Vedras CGP 30C), material que aparece, como é óbvio, na construção dos reparos, não só como depósito "batido", mas também como blocos talhados, actualmente bastante erodidos.
O estado de conservação do Forte pode ser considerado bastante razoável, tendo em conta que, são visíveis de forma relativamente clara todos os aspectos formais do mesmo. Existem, no entanto, algumas perdas significativas ao nível da volumetria dos reparos, travéses e praças altas, bem como no entulhamento e derrube de partes significativas do fosso.



Os principais problemas de preservação observados nas partes em terra do Forte são:
Existência de vegetação de grande e médio porte
Esta vegetação, ao contrário da de pequeno porte, que funciona como elemento controlador da erosão, promove a desagregação de partes significativas do Forte devido à dimensão das suas raízes. Para além do aspecto de desgaste físico das estruturas de médio porte, impede a visualização, circulação e interpretação da geometria da fortificação. As plantas concretas que promovem as patologias referidas estão discriminadas em estudo realizado pela FLOREST. Esta alteração verifica-se quer no interior quer no exterior do forte. Esta patologia é um dos principais problemas na preservação do forte em causa.

Zonas de deslizamento e lacunas estruturais

Estes fenómenos caracterizam-se pelo abatimento significativo de troços devido à dissolução e remoção de sedimento junto à base, provocada pelo empoçamento e lavragem do terreno envolvente. Tal leva à existência de lacunas mais ou menos significativas, bem como ao aparecimento de superfícies instáveis e facilmente erodidas. O não controle das causas de tal fenómeno leva a que este contribua exponencialmente para a alteração do forte. Esta alteração verifica-se fundamentalmente no fosso, na zona em que existem diferentes níveis de resistência do grés.
Zonas de escorrência e erosão muito activa
Este fenómeno caracteriza-se pela perda significativa de material devido ao arrastamento provocado pela água das chuvas e ou acção humana, como seja o pisoteio ou passagem de veículos. Esta alteração verifica-se no topo e ao longo do reparo, provocando em alguns casos rampas que podem simular acessos.

Zonas de empoçamento

Fenómeno que ocorre no interior e exterior do forte. No lado interno deve-se sobretudo à escorrência de material dos traveses e reparos que obstrui o provável sistema de drenagem antigo. No fosso deve-se sobretudo às escorrências anteriormente referidas. Este fenómeno é um problema, na medida em que dificulta a visita ao forte durante todo o ano, contribui para a existência de tipos de solos significativamente distintos no seu interior o que promove crescimentos irregulares de vegetação. Porém, o aspecto mais pernicioso do ponto de vista material do forte é o facto de ser catalizador dos deslizamentos já anteriormente referidos.

Ausência de estrutura de acesso à entrada
Um dos aspectos mais ou menos comuns, referidos na documentação existente, é que o acesso aos fortes era feito a partir de plataformas de madeira colocadas sobre o fosso. Em muitos fortes tal zona está preenchida por sedimentos. No caso do Forte da Forca estes não são suficientes para garantir tal acesso pela zona de entrada original. A referida entrada localiza-se sensivelmente a meio do lado Oeste do forte. Tal realidade é visível no local pela interrupção existente no já diminuto reparo.


PLANO DE INTERVENÇÃO DO FORTE DA FORCA
PRINCÍPIOS DE ACTUAÇÃO E ACÇÕES A DESENVOLVER NO FORTE DA FORCA
O Forte da Forca, alvo do presente capítulo, apresenta-se como um elemento patrimonial de grande relevância, não só por manter grande parte da sua originalidade preservada, mas também como elemento que faz parte de um conjunto maior que lhe reforça o sentido. Ao mesmo tempo, este forte documenta de forma particular as técnicas construtivas e a estratégia militar que estiveram na sua origem. Apresenta-se igualmente como elemento que evidencia a relevância e significado que a região teve dum dado momento para a História Europeia em geral e Portuguesa em particular.
Assim sendo, consideramos que a recuperação do imóvel deve assentar na perspectiva de preservação de documento histórico, arqueológico e pedagógico. Ou seja, as acções a desenvolver devem privilegiar a estabilização e consolidação do existente em detrimento de restauros, de forma a não comprometer as intenções do passado. Os métodos e as técnicas que se apresentam enquadram-se nas recomendações internacionais para a salvaguarda de património arquitectónico com valor histórico.
Os métodos de trabalho a implementar encontram-se descritos no capítulo 10 deste documento, as áreas específicas de implementação dos trabalhos estão assinaladas nos levantamentos gráficos.



A intervenção no Forte da Forca passará pela implementação das seguintes acções:

Escavação das áreas definidas

       Corte de toda a vegetação
       Corte específico de árvores, arbustos e canas
       Remoção de entulhos e descarga em vazadouro autorizado.
       Reforço pontual das áreas em risco devido a lacunas, deslizamentos, escorrências e  
         erosão muito significativas.
       Restauro segundo a lógica construtiva identificada nas áreas escavadas até ao volume da
         envolvente actual.
       Selagem de poços
       Regularização da superfície interna e externa do forte.
     •       Construção de plataforma de acesso a forte (projecto especifico arquitectura)





PLANO DE INTERVENÇÃO ARQUEOLÓGICA NO FORTE DA FORCA
Escavação arqueológica
No Forte da Forca propõe-se a escavação arqueológica de cinco áreas, tal como assinalado na planta em anexo.

Os principais objectivos da realização deste trabalho são:


       Sondagens 1, 2, 3 e 5: minimizar os impactos sobre o património decorrentes dos trabalhos de remoção de sedimentos que actualmente obstruem o fosso em zonas específicas e que são utilizados de forma imprópria para aceder ao interior do forte. Com esta escavação será possível compreender melhor a técnica de construção das canhoeiras e do fosso naquela zona, bem como, identificar o seu fundo. Prevê-se, para isso, a escavação de uma área de 130 m2.
       Sondagem 4: determinar a eventual existência de estruturas na zona da entrada original e minimizar os impactos sobre o património decorrentes dos trabalhos de instalação de nova estrutura de acesso. Prevê-se a escavação de uma área de 30 m2.

   Acompanhamento arqueológico
Deverá efectuar-se o acompanhamento arqueológico das áreas no interior do forte com vista à regularização de pavimentos e solução de problemas actuais de drenagem. Propõe-se, igualmente, o acompanhamento em virtude dos impactos previstos pelo projecto de valorização da paisagem.

(Extractos de um documento da Câmara  Municipal de Torres Vedras)

09 abril 2010

FORTE DA FORCA - TORRES VEDRAS



É a estrutura militar das Linhas de Torres Vedras que fica mais próxima do centro da cidade de Torres Vedras e que, estranhamente, os torrienses não conhecem.
Por isso a Associação do Património vai fazer uma


VISITA GUIADA AO FORTE DA FORCA

18 de ABRIL


Está a pouco mais de 15 minutos a pé. Venha conhecê-lo connosco.

Continuando a evocação dos acontecimentos históricos relacionados com a Guerra Peninsular, a Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras propõe hoje aos nossos leitores a participação numa VISITA GUIADA ao Forte da Forca, situado à saída de Torres Vedras, no morro fronteiro ao Choupal e ao Forte de S. Vicente.

Não é precisa inscrição prévia. Trata-se de um passeio pedestre aberto a toda a população. Basta aparecer. Venha conhecer o nosso Património e desfrutar a Primavera.

PROGRAMA:

• 15.00 – Concentração à porta do Museu Municipal Leonel Trindade, junto ao Jardim da Graça.

• 15.30 – Partida e passagem por alguns locais evocativos da Guerra Peninsular.

• 16.15 – Chegada ao Forte da Forca. Observação e interpretação do lugar.

• 16.30 – Regresso

Este passeio está integrado no programa nacional de actividades do DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS, coordenado pelo IGESPAR – Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico e é um complemento de outras iniciativas programadas no âmbito da Comemoração do Bicentenário das Linhas de Torres Vedras.


01 abril 2010


Mais uma iniciativa do IGESPAR por ocasião do DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS.
Diga-se, entretanto, que o Programa Nacional de Actividades relacionadas com este DIA, conta com uma forte participação de Torres Vedras, como se pode ver no site do IGESPAR, AQUI.
A Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras também lá está representada, com a já nunciada Visita Guiada ao Forte da Forca, a qual voltaremos a anunciar em breve.  

26 março 2010

ACTIVIDADES: RELATÓRIO DE 2009 / PLANO PARA 2010

Amanhã, na Assembleia Geral, serão apresentados aos sócios o Relatória e o Plano de Actividades 2009 / 2010, da ADDPCTV


RELATÓRIO DE ACTIVIDADES - 2019



1. ADMINISTRAÇÃO

i. Dado o carácter temporário da instalação da Sede em edifício camarário, não têm sido realizados investimentos e melhoramentos nos espaços que ocupamos. Devido a futuras obras num espaço anexo que ocupávamos como armazém, tivemos de transferir os equipamentos para outro espaço, no edifício da Sede actual.

ii. Os ficheiros de sócios e o arquivo de documentação têm sido actualizados sempre que necessário.


2. ESTUDO, INVENTARIAÇÃO E PRESERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO

i. Scanização de alguns materiais gráficos do arquivo.

ii. Realização de contactos informais com vista à concretização de um inventário actualizado do património torriense. Ainda incipiente, esta actividade é uma das que constituem um desafio à nossa missão associativa.

iii. Apresentação à Câmara Municipal de Torres Vedras de um parecer escrito sobre o projecto de intervenção urbanística no Largo Morais Sarmento, junto ao Castelo.

iv. Resposta a uma notificação do Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, pedindo um perito na área da molinologia. Foi indicado o nosso associado, estudioso desse assunto, Ezequiel Duarte.



3. PUBLICAÇÕES

i. Continuámos a publicação quinzenal da rubrica “Bicentenário das Invasões Francesas” no semanário Badaladas. Até ao presente foram publicados 47 artigos.

ii. No mesmo jornal foi publicado em 14 de Agosto de 2009, o 2º Suplemento sobre a Guerra Peninsular, com quatro páginas a cores.

iii. Foram publicados 24 artigos da rubrica “Imagens da Guerra Peninsular” no extinto semanário “Em Frente Oeste”

iv. Continuámos a publicação na internet do blogue Linhas de Torres, dedicado à Guerra Peninsular, (http://linhasdetorres,blogspot.cmo/), que tem tido uma média diária de 20 a 30 visitas.

v. Criámos em Novembro de 2009 o novo blogue Património de Torres Vedras, (http://patrimoniodetorresvedras.blogspot.com/) , que constitui o espaço da nossa Associação no mundo da Net e que desejamos que seja, cada vez mais, um lugar de informação rápida e actualizada junto dos nossos associados e amigos.

vi. Foram feitos contactos para a criação de um site, que será a continuação natural do trabalho realizado até agora no âmbito da nossa presença na net.

vii. Livro de Júlio Vieira, Torres Vedras Antiga e Moderna: a sua publicação, que esteve prevista para 2009, não foi possível por diversas razões de carácter técnico. Está na editora e esperamos que seja possível – finalmente! – a sua publicação em Maio p.f.

viii. Foi editado o nº 13 da revista O BARRETE.



4. ACÇÕES DIVERSAS

i. Passeio Cultural de dois dias a Almeida e Buçaco, lugares da III invasão francesa, orientada pelo dr. Pedro Fiéis.

ii. Presença na Feira de S. Pedro, no pavilhão das associações, com resultados muito positivos no que diz respeito à divulgação das nossas actividades e aos contactos realizados.

iii. Apoio a alguns grupos de jovens que pediram a nossa colaboração em trabalhos escolares.

iv. Preparação de materiais de divulgação e apoio para as sessões AO ENCONTRO DA HISTÓRIA, no âmbito da nossa participação nas actividades comemorativas dos 200 anos das Linhas de Torres Vedras.

v. Trabalhos preparatórios da 3ª edição da Exposição TRAÇOS DE IDENTIDADE, a realizar em Abril de 2011.

vi. Participação activa no projecto FORUM DAS ASSOCIAÇÕES DE TORRES VEDRAS

vii. Participação activa na Comissão Executiva das Comemorações dos 200 anos das Linhas de Torres Vedras.

ix. Participação regular no FORUM do site da Câmara Municipal, um espaço de apresentação e discussão de problemas do quotidiano torriense.

x. Elaboração de um projecto de Programa semanal na Rádio Oeste com o título “Patrimónios”, o qual terá início durante o próximo mês de Abril.


PLANO DE ACTIVIDADES PARA 2010


Dado que estamos a meio do mandato de dois anos, a Direcção propõe-se dar continuidade às actividades em curso e renovar alguns projectos antigos que ainda não foram concretizados.

1. DEFESA DO PATRIMÓNIO:


i. Actualização de inventários e de registos fotográficos

ii. Organização de debates públicos: “Direitos urbanos e Cidadania”; “ Património Hoje”

iii. Divulgação de Legislação e de textos de referência sobre questões do Património

iv. Denúncia pública de actuações incorrectas no âmbito do Património

v. Elaboração de pareceres, ao abrigo das competências legalmente atribuídas às associações de defesa do Património reconhecidas pela Lei nº 107/2001 de 8 de Setembro.


2. DIVULGAÇÃO:


I. Intervenção regular na imprensa, rádios e televisões regionais: continuidade das rubricas na imprensa; edição de dois Suplementos no Badaladas sobre a Guerra Peninsular; Programa semanal na Rádio Oeste; criação de um apontamento sobre Património Local na TV regional

II. Edição de folhetos, guias, desdobráveis, painéis: material actualizado sobre a ADDPCTV; núcleo expositivo no torreão do Castelo, com painéis ilustrados; Núcleo interpretativo da muralha de Torres Vedras, junto ao Chafariz dos Canos

III. Organização de visitas guiadas: às Linhas de Torres Vedras; ao Forte de S. Julião da Barra

IV. Prestação de Serviços: guias turísticos, sessões de divulgação, formação

V. Utilização dos meios informáticos disponíveis: site, blogues, redes sociais

VI. Intercâmbio com outras associações: continuação do primeiro encontro realizado na Ericeira


3. VISIBILIDADE E PARTILHA DA ACÇÃO


i. Participação activa em eventos e acontecimentos relacionados com o Património: Feira de S. Pedro, Carnaval (O Barrete nº 14), sessões públicas por iniciativa de terceiros

ii. Criação de Núcleos Escolares de Defesa do Património, em colaboração com os grupos disciplinares de História

iii. Participação na Direcção do FORUM DAS ASSOCIAÇÕES

iv. Participação na Comissão Municipal dos 200 anos das Linhas de Torres Vedras

v. Edição do livro de Júlio Vieira, Torres Vedras Antiga e Moderna

vi. Exposição fotográfica TRAÇOS DE IDENTIDADE: trabalhos preparatórios

vii. Costa Viva – limpeza do litoral, em colaboração com as Escolas, Espeleo-Clube e Pelouro do Ambiente da Câmara Municipal de Torres Vedras

20 março 2010

Chegou o nº 2 da revista ITINERANTE!
Fizemos referência ao nº 1 AQUI, porque o tema se ajustava ao teor do nosso LINHAS DE TORRES.
Desta vez o tema é "Em Redor dos Faróis de Portugal". Uma viagem fascinante por essas construções emblemáticas que pontuam a nossa costa, de norte a sul.
Mas esta revista é muito mais. Nas secções "Caminhar", "Conhecer" e "Conviver" somos levados a visitar muitos lugares, a conhecer muitas pessoas e a deixar crescer água na boca com sugestões irrecusáveis.
Além do mais, a revista é um objecto gráfico muito bonito que apetece folhear.
Para conhecer mais: http://www.itinerante.pt/
  

12 março 2010

DIMS 2010 - Dia Internacional de Monumentos e Sítios - 18 de Abril - Tema - “Património Rural/Paisagens Culturais




Dentro do Programa que está a ser dinamizado pelo IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico), a ADDPCTVedras propõe-se participar com a seguinte acção:

 "Visita guida ao FORTE DA FORCA"



Passeio pedestre de cerca de 4km (ida e volta), passando pela zona histórica, até ao Forte da Forca, a estrutura militar das LINHAS DE TORRES VEDRAS que se encontra mais próxima do centro da cidade - mas que é a menos conhecida.

Concentração: junto ao Museu Municipal Leonel Trindade, no Largo da Graça.

Partida: 15 H - Final provável: cerca das 17 H

Participantes: sem limite e sem inscrição prévia

Organização e apoio: Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras
Informações: Joaquim Moedas Duarte, 962435928 / 261 332 854

04 março 2010

Recebemos da Revista SAPIENS este Comunicado:

«Informamos que a Sapiens. História, Património e Arqueologia está a admitir artigos e recensões críticas, comentários a exposições, seminários, colóquios, entre outros trabalhos, para publicação no número 3, a sair em Junho deste ano.


Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail artigos@revistasapiens.org até ao próximo dia 30 de Abril e deverão respeitar as "Normas para o Envio de Artigos", disponíveis na página web da Revista.»
 
Recordamos que esta é uma revista exclusivamente electrónica e pode ser lida AQUI
 

28 fevereiro 2010

INTERCÂMBIO ASSOCIATIVO

Dois elementos da Direcção da nossa Associação - Joaquim Moedas Duarte e Luís Filipe Rodrigues -  participaram ontem num encontro de associações culturais do distrito de Lisboa ligadas à defesa e divulgação do Património, na Ericeira.
Ver a notícia divulgada no Cyberjornal AQUI.

16 fevereiro 2010

VALORIZAÇÃO DAS CIDADES HISTÓRICAS


Já aqui fizemos referência à revista PEDRA & CAL. É um bom instrumento de trabalho para quantos trabalham na área do Património. Transcrevemos hoje um artigo publicado no nº 27, de Setembro de 2005. Parece-nos exemplar. Pelo enquadramento teórico inicial, quando faz referências aos textos fundadores do tratamento das questões do Património; pelo desenvolvimento do tema; e finalmente pela indicação de bibliografia oportuna.


A ILUMINAÇÃO URBANA E AMBIENTAL COMO INSTRUMENTO DE VALORIZAÇÃO

DAS CIDADES HISTÓRICAS E ÁREAS URBANAS



M. J. PINTO-COELHO, Arquitecta, Dip. Arch, M.Sc, Ph.D
Membro Professional da IALD (International Association of Lighting Designers), Lightmotif


Somos hoje confrontados com o valor da imagem mediática produzida como produto cénico a que a indústria patrimonial tende a obrigar e a subordinar os seus destinos, em declarada oposição ao sentido original do termo património, que apareceu ligado à ideia de herança e de transmissão legal de pais para filhos (1). A necessidade de recuperar estes valores levou a sucessivas tentativas de delimitar o que pode ser transmíssivel às gerações seguintes, como símbolo de identidade cultural. Assim, surgem ao longo do tempo sucessivos postulados que visam a valorização e salvaguarda do património histórico, embora reflectindo um pensamento teórico, sempre demasiadamente lento, para preencher as expectativas da realidade cultural construída pelo Homem.



Para melhor compreendermos esta situação, e no panorama das Cartas Internacionais, teríamos que recuar no tempo e identificar os três momentos em que o conceito de valorização do património histórico-artístico sofre uma notória evolução, sendo eles: a Carta de Atenas (1931), a Carta de Veneza(1964) e a Carta das Cidades Históricas (1987). A Carta de Atenas lançou os primeiros princípios que vão estar na base da conservação e restauro dos monumentos, embora toda a problemática que diz respeito à escala urbana seja completamente ignorada. A Carta de Veneza, que surge na sequência da explosão demográfica, do desenvolvimento das cidades industriais e da consequente degradação dos centros históricos, quebrou radicalmente a tradição de considerar o monumento como um objecto individual. Finalmente, a Carta Internacional de Cidades Históricas e Áreas Urbanas, adoptada pela 8ª Assembleia Geral da ICOMOS, em Washington, em 1987, vem agora articular as cidades com os monumentos históricos e os valores a proteger, dando, assim, continuidade ao mote lançado pela própria Carta de Veneza: uma cidade deverá evoluir no tempo e no espaço, a fim de salvaguardar equilíbrios e harmonias materiais e espirituais. Mas o que mais importa referir, neste momento, é a importância que este novo documento atribui à ideia de a protecção das cidades históricas e conjuntos ser considerada uma actividade que deverá associar não só as políticas económicas e sociais de desenvolvimento, como o planeamento (nacional, regional, local) à própria protecção dos monumentos históricos. Isto sugere uma outra compreensão da complexidade do espaço urbano como veículo que, ao transportar e conter um conjunto animado de referências e histórias, demonstra a capacidade de o sistema assimilar e articular o tempo no espaço.

Cada vez mais, se reconhece que "a cultura patrimonial" não está no edifício singular, nem no conjunto edificado, mas na relação constante entre o tipo de espaço público e a tipologia edificada (2). Edificar é fazer espaço e um espaço qualificado define um lugar de relações axiais (3).

Porém existe uma outra dimensão de espaço urbano que, por ignorância ou preconceito, tem vindo a ser deixada ao ritmo de intervenções isoladas que desconhecem o sentido do espaço urbano, a sua história e os seus mitos. Assim que as primeiras luzes inundam a cidade, e como por magia, esta toma inesperadamente novas formas: a unidade perde-se, as relações espaciais confundem-se e a hierarquia visual inverte-se. Estamos perante uma nova realidade em que a iluminação desempenha um papel determinante na recriação do espaço urbano como conjunto de relações interespaciais só perceptíveis quando traduzidas visualmente. A crescente descaracterização e fragmentação visual da imagem das cidades históricas obriga também, ao nível da iluminação, a estabelecer o sentido da unidade, que não poderá ser alcançado com intervenções dispersas que têm vindo a ser desencadeadas, um pouco por todo o lado.

Curiosamente, embora o gosto por projectos de iluminação se tenha conquistado com o crescente interesse pela conservação e valorização do património edificado, a filosofia subjacente à valorização da imagem do monumento no contexto urbano não tem acompanhado a própria evolução do conceito de bem patrimonial. Tal como os projectos que, neste século, deram origem à iluminação do Teatro Michell, St. George's Mansions ou da Ponte de Glasgow; da Pirâmide do Louvre, da Torre Eiffel e do Arco do Triunfo, em Paris; da Basílica de S. Marcos, do Campanário e da Igreja de St.a Maria delia Salute, em Veneza ou, ainda, do Coliseu e das célebres fontes de Roma, estas intervenções podem ser apenas consideradas operações de elevado charme visual em que os marcos patrimoniais são alvo de intervenções individualizadas, ainda que de carácter monumental, para a valorização pontual da imagem nocturna da cidade (4). Assim, cada uma das intervenções mencionadas estão apenas associadas ao monumento e à sua glória (5), não salvaguardando, portanto, a relação estética e espacial dos objectos iluminados com o próprio contexto urbano ou mesmo entre cada um dos monumentos ou objectos de arte expostos no tecido urbano de uma mesma cidade. Diríamos que é através da Iluminação Urbana e Ambiental (6) que se torna possível desenvolver uma filosofia de aproximação à iluminação dos conjuntos históricos com a definição de toda uma estratégia de intervenção que possa reflectir as hierarquias urbanas, distinguindo as relações axiais que as definem e as funções que as qualificam, tal como já tivemos oportunidade de afirmar: After having gained a comprehensive understanding of the role of each of those elements identified and seen by day voe are able to understand the visual hierarchy of the cíty and the relationship between its major elements as a clue to translating our intentions into an appropriate lighting design programme for the lighting of our cities by night (7).

Mas, se a valorização das cidades históricas só pode ser verdadeiramente encarada quando consideramos o espaço urbano como um master visual piece, produto de uma intervenção global e integrada, também a iluminação deverá ser construída de acordo com esse potencial urbano traduzido pelas relações axiais do sistema que geram um constante e consequente exercício de requintadas oportunidades de experiência urbana possíveis, quando traduzidas e interpretadas no quadro nocturno. É este o modelo que temos vindo a defender, através de uma acção conjunta e articulada não só com os planos de salvaguarda para as cidades históricas, mas com outros instrumentos de planeamento, reconhecidos como veículos de ordenamento espacial (e visual), que devem absorver as acções de conservação e preservação das cidades históricas e das áreas urbanas.

Em Portugal, os primeiros passos dados, para a definição de uma estratégia global de intervenção na área do design de Iluminação, foram desencadeados no Centro Histórico de Évora (UNESCO 1983) com o Programa de Iluminação Urbana e Ambiental (8). Mais tarde, também foi desenvolvido para o Centro Histórico de Sintra (UNESCO 1995), o qual a própria Câmara nunca virá a respeitar. Os programas pretendem conciliar todos os parâmetros de intervenção na percepção e estrutura do sistema urbano com o objectivo de criar uma antecipação visual de unidade urbana.

Assim, na sequência da análise e identificação urbana, efectuada a partir do objecto edificado e na relação interespacial do mesmo com o sistema urbano, foram definidos estados distintos de intervenção que se afirmam quanto às suas particularidades urbanas e ambientais (historicidade). Estes estados de intervenção não só reflectem o desenvolvimento urbano do sistema axial, como confirmam a importância de cada nível na percepção das relações axiais patentes no tecido urbano. Esta dimensão urbana é, pois, traduzida, clarificada e reforçada pela própria iluminação, sendo ainda possível visualmente repor equilíbrios perdidos devidos à criação de subsistemas não articulados com o sentido do sistema axial primário. Assim, com o Programa de Iluminação Urbana e Ambiental, estabelece um conjunto de linhas de orientação que viabiliza a criação de um sistema visual urbano criando, assim, uma nova oportunidade de vivência urbana e, portanto, de ordem espacial que complementará o entendimento e a percepção da evolução urbana deste tecido histórico. O próprio processo de transformação urbana leva-nos a procurar um sentido interdisciplinar nas políticas de conservação e reabilitação urbana onde a iluminação, até agora nunca considerada como instrumento modelador do espaço urbano, tem um papel decisivo na leitura das necessidades de salvaguardar o espírito do lugar. Pode-se, assim, deixar de estar nas mãos de 'promotores' da iluminação por catálogo, normalmente, da responsabilidade de fabricantes e distribuidores de produtos de iluminação que têm como único objectivo o de promover o 'negócio' da luz. Urge, pois, repor o sentido e o significado das cidades históricas no seu mais amplo quadro de referência histórica-urbana dentro de uma lógica funcional que potencialize o imaginário colectivo. Este tema foi, pela primeira vez, reconhecido pela Organização das Cidades Património Mundial, como parte integrante das políticas de conservação das cidades históricas, ao ser apresentado, no 8th World Symposium, um Poster Sesion of the Symposium, in Theme I. sobre "Urban Lighting Design Strategies as Part of Conservation Programmes", Cuzco, Peru, a ter lugar no próximo mês de Setembro 2005. Neste momento, outros centros históricos que se candidatam à classificação de Património Mundial recorrem a este instrumento de modelação de espaços e relações visuais como parte da sua política de intervenção e revalorização da identidade do lugar. Encontramo-nos, assim, envolvidos no projecto de Plano Maestro da Cidade de San Luis Potosi, México.



NOTAS

1 - Choay, Françoise, L’Allegorie du patrimoine, p.9.

2 - Portas, Nuno, em Conferência da Sociedade para a Preservação do Património Construído.

3 - Pinto-Coelho, Maria João, A importância da iluminação urbana na imagem da cidade: opções axiais e configuração urbana, tese de doutoramento.

4- Podemos falar igualmente do caso da cidade de Lisboa, onde as obras arquitectónicas monumentais são, ciclicamente, alvo de valorização da sua imagem, registando-se, ao longo do tempo, novas "imagens", consoante as soluções de iluminação encontradas, como forma de valorização da espaço histórico da cidade.

5- Trouvant l'épaisseur de la nuit, le monument, telle apparition d'une divinité en gloire, semble rayonner l'éternité. La lumière artificielle fait à l'ombre une part royale, pour en delivrer des figures sans rides, des formes perçues, des topographies inconnues. Choix, R, op. cit., p. 166.

6- Este conceito de iluminação por nós criado pretende incluir todos os aspectos funcionais mais emocionais que a luz artificial pode exprimir, exaltar ou sugerir. É uma operação ao nível do espaço urbano que oferece, atribui e interpreta o status do sítio, integrando e envolvendo todos os elementos geradores do espaço urbano a participar na imagem final.

7-  Pinto-Coelho, Maria João, "Stepping out of Dark-ness. A Coordinated Approach to Lighting our Cicies After Dark", Msc Light é Lighting, p.19.

8 - Aprovado em reunião de Câmara, em 1993.







BIBLIOGRAFIA

AA.W, L 'espace et le temps aujourd'hui, Paris: Éditions du Seuil,1993.

CERDA, Ildefonso, La théorie générale de l 'urbanisation, apresentada e adaptada por Antonio Lopez de Aberasturi, Paris: Éditions du Seuil, 1979.

CHOAY, Françoise, Uallégorie du patrimoine, Paris: Éditions du Seuil, 1992.

Conventions and Recommendations of UNESCO Concerning the Protection ofthe Cultural Heritage, Paris: UNESCO, 1983.

Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira, volume XLII, Angra do Heroísmo, 1985.

LE CORBUSIER, La Chartre d'Athènes, com um discurso inicial de Jean Giraudoux, Paris: Minuit, 1957.

Monuments historiques. Patrimoine Mondial. Monuments et sites français, n.° 182, Julho-Agosto, 1992.

Património arquitectónico e arqueológico classificado, volumes 2 e 3, Lisboa: I.P.P.A.R., 1993.

PINTO-COELHO, M.J., A importância da iluminação na imagem da cidade: opções axiais e configuração urbana, tese de doutoramento apresentada à Faculdade de Arquitectura de Lisboa, Universidade Técnica de Lisboa, 1996.

PINTO-COELHO, M.J., Programa de Iluminação Urbana e Ambiental para o Centro Histórico de Évora, Câmara Municipal de Évora, 1993.

PINTO-COELHO, M.J., "Stepping out of Darkness. A Coordinated Approach to Lighting our Cities after Dark", Msc Light & Lighting, Bartlett School of Architecture and Planning University College London, 1990.

PORTAS, Nuno, Conferência da Sociedade para a Preservação do Património Construído, Padrão dos Descobrimentos, Lisboa: 1996

Revista Científica 2. Ciudades Históricas, Xunta de Galiza, Comité Nacional Espanol de ICOMOS, 1993.

RIEGL, Alóis, Le Culte moderne des monuments. Son essence et sa génese, traduzido do alemão por Daniel Wieczorek, introdução de Françoise Choay, Paris: Éditions du Seuil, 1984.

SITTE, Camillo, L'Arí de batir les villes. Vurbanisme selon ses fondements artistiques, traduzido do alemão por Daniel Wieczorek, prefácio de Françoise Choay, Paris: Livre & Communication, 1990 (l.a ed. 1980).

WEBBER, Melvin M., VUrbain sans lieu ni bornes, traduzido do inglês por Xavier Guilot, prefácio e anotações de Françoise Choay, Paris: UAube, 1996 (l.a ed. 1964).

Zonas especiais de protecção, compilação de José Manuel Silva Passos, Lisboa: A.A.P, 1989.



IN: Revista PEDRA & CAL, Ano VI, nº 27, Set 2005